A violência é de sempre... mas chegou-se , por caminhos vários e ínvios, a um ponto tal que ninguém pode apenas cruzar os braços e ficar à espera. Tem que se agir, fazer alguma coisa, sem esconder os problemas.
Não sei quantos seremos mas que importa?! Um só que fosse e já valia a pena Aqui no mundo alguém que se condena A não ser conivente Na farsa do presente Não podemos mudar a hora da chegada Nem talvez a mais certa A da partida. Mas podemos fazer a descoberta Do que presta E não presta Nesta vida. E o que não presta é isto esta mentira Quotidiana. Esta comédia desumana E triste Que cobre de soturna maldição A própria indignação Que lhe resiste.