Páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta Avaliação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Avaliação. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Mensagem de uma Ministra da Educação



e respectiva avaliação recebida por mail

Então, vou proceder à avaliação (já que está tao na moda) deste lindo discurso (escala de 0 a 20):

- organização e estrutura: 13
- enquadramento do tema: 9
- fluência do discurso: 8
- qualidade do conteúdo técnico/científico: 5
- adaptação do discursos à realidade: 1
- influência que este vídeo terá nos alunos: -3
- influência que este vídeo terá nos professores - nao há pontuação, mas talvez muitos pensem em interná-la numa instituição de saúde (mental)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O PM estava errado , mas a avaliação não vai para o lixo

Depois de ouvir a entrevista do PM , de ter lido o post do P. Guinote "Absurdistão" http://educar.wordpress.com/2009/06/19/absurdistao/ e receber o mail sobre a notícia do JN "Formação para avaliadores só no fim do ano lectivo", pergunto-me outra vez por que razão continua tudo ( poucas excepções!) mudo e calado...
Reajam ,
digam alguma coisa,
sindicatos, onde estais?

quinta-feira, 5 de março de 2009

Reunião com os deputados da Comissão de Educação e Ciência

«Das intervenções dos restantes colegas - o “umbiguista” Paulo Guinote (acompanhado pelos colegas Teodoro e Maria Lisboa), Octávio Gonçalves pelo PROmova (acompanhado pelo colega Pedro Areias), Jaime Pinho pelo MEP e Ilídio Trindade pelo MUP – deve destacar-se o modo firme e bem elucidativo com que denunciaram os problemas que hoje afectam a Escola Pública, deixando claro que nada melhorou na educação em Portugal, com este governo, e dando conta da resistência que muitos colegas continuam a assumir face às actuais políticas educativas, para além da denúncia das pressões e ilegalidades cometidas pelo ME relativamente ao processo de avaliação, injustiças inerentes ao diploma dos concuros para 2009 e, claro, a grande questão da provável inconstitucionalidade dos diplomas de avaliação.»

Ler na íntegra aqui:

http://apede.blogspot.com/2009/03/reuniao-com-os-deputados-da-comissao.html

http://educar.wordpress.com/2009/03/04/a-audiencia-na-comissao-de-educacao/

e mais :

http://www.scribd.com/doc/13011737/Reuniao-Com-Os-Deputados-Da-Comissao-tar-de-Educacao-e-Ciencia

domingo, 21 de dezembro de 2008

Declarações de Paulo Guinote ao Semanário Sol

O recuo em pontos como a ponderação dos resultados escolares dos alunos na avaliação dos professores (até considerada essencial pelo Governo) traduz-se em seu entender numa descaracterização do modelo do Ministério?
Sim, para mim neste momento, para além do aparato burocrático que ainda permanece, do modelo original do ME já desapareceu parte essencial da substâncias. Aliás, considero mesmo que o DR só não foi revogado por pura teimosia e receio de isso ser considerado pela opiniãp pública como uma derrota completa.

O que é que resta desse modelo, depois das simplificações anunciadas para este ano lectivo e da anunciada disponibilidade do Governo para o rever no próximo ano?
Resta principalmente um sistema de avaliação ainda carregado de formalismo e que, de vez, deixou de conter alguns dos seus elementos emblemáticos iniciais. Para além de disso, para ser exequível, acabou por prescindir, se os docentes assim o pretenderem, da avaliação mais importante, a da componente científico-pedagógica. Esta última medida de simplificação, aliada às novas regras de delegação de competências dos avaliadores, é uma admissão implícita do erro que marcou o modelo desde o início, ou seja, das regras do concurso para professor-titular.
Faz sentido, depois destas simplificações e de haver excepções para a avaliação (caso dos professores em condições para pedir a reforma até 2011 e dos professores das áreas técnicas e profissionais), continuar a falar num modelo de avaliação como se ele estivesse intacto?
Não faz sentido algum. É minha convicção que neste momento o modelo de avaliação deixou de existir enquanto tal. É um mero simulacro, do qual resta a parte acessória. Afirmar que o modelo existe só interessa a quem tenha interesse político em fazer-nos acreditar nessa ficção..
O anúncio destas situações de excepção para alguns professores, do aumento dos suplementos remuneratórios dos dirigentes escolares e da criação de «alguns milhares de vagas» para professores contratados pode criar divisões entre a classe docente? Será essa a estratégia do Governo?
Não penso que essas medidas alterem significativamente a posição de muitos docentes. A estratégia de divisão do Governo passa por aí, mas essas medidas apenas visam dar algo a quem tem como obrigação hierárquica implementar o modelo de avaliação (dirigentes) e fazer entrar nos quadros mão-de-obra barata para substituir os muitos milhares de professores que se têm aposentado.

in
http://educar.wordpress.com/2008/12/21/nao-combinamos-nada/

Entretanto,
Professores entregam segunda-feira maior abaixo assinado de sempre
A Plataforma Sindical de Professores entrega segunda-feira no Ministério da Educação (ME) «o maior abaixo-assinado de sempre» de docentes, a exigir a suspensão do processo de avaliação de desempenho e o fim da divisão da carreira em duas categorias
( sol -sapo- online)

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

La escuela (portuguesa) está que arde

Encontrei em www.profblog.org de Ramiro Marques esta notícia

La escuela está que arde. Una palabra maldita, evaluación, ha movilizado a los docentes. El 8 de noviembre, 120.000 maestros tomaron las calles de Lisboa para protestar. En marzo se habían manifestado 100.000. Hay unanimidad al señalar el malestar: el Estatuto de la Carrera Docente, de 2007, que divide el profesorado entre maestros titulares y maestros a secas, a partir del balance del trabajo realizado los últimos siete años. Y muchos llevan más de 20. Una evaluación que valora más a quien ocupa un cargo que a quien imparte clases.

Fonte:
El Pais Online, de 8/12/08

e o respectivo comentário de Ramiro Marques ( os sublinhados são meus!)

Comentário
O modelo burocrático de avaliação é completamente estranho aos restantes países europeus. Em Espanha, existe uma prova rigorosa para entrada na profissão. É um prova nacional a que têm de candidatar-se todos os aspirantes a professores. A prova pode ser repetida várias vezes. Quando os diplomados saem das faculdades de educação, começam a preparar-se afincadamente para a realização da prova nacional. Uma vez vencida a prova, o professor não é sujeito a um modelo formal de avaliação de desempenho. As escolas é que são objecto de avaliações externas rigorosas. E essas avaliações externas das escolas têm consequências. Quando um professor não está a desempenhar bem as suas funções, é requerida uma inspecção. No caso de o professor ser completamente incapaz de melhorar as suas práticas pode ser objecto de um processo de reclassificação profissional.
Nos restantes países europeus, os professores não perdem tempo a brincar às avaliações dos colegas. O tempo dos professores é inteiramente dedicado aos alunos. Não admira, portanto, que a imprensa internacional diga que a escola portuguesa está a arder. E está. E o incendiário tem nome: José Sócrates.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Mais cego é aquele que não quer ver... ou como convencer uma pedra...


Enquanto se divulgava a suspensão da greve da próxima semana


"A Plataforma Sindical dos Professores suspendeu (5/12/08) as greves regionais agendadas para a próxima semana, considerando que, pela primeira vez, o Ministério da Educação aceitou negociar de forma aberta com os Sindicatos. Nesse sentido, está marcada para o próximo dia 15 (segunda-feira) uma reunião negocial entre a Plataforma e o Ministério, "onde tudo estará em cima da mesa, pela primeira vez", como sublinhou Mário Nogueira, intervindo na Vigília realizada à porta do ME, e em declarações à comunicação social. Recorde-se, entretanto, que está marcada para 19 de Janeiro de 2009, data do segundo aniversário da publicação do "ECD do ME", uma greve nacional dos educadores e professores. / JPO"


o secretário de estado J. Pedreira reafirmava que (JN online)


"Ele afirmou que o modelo de avaliação poderia ser suspenso quando eu lhe disse claramente que isso não estava em causa". E esclarece: "Perante a solicitação dos sindicatos de uma reunião sem pré-condições, nós que nunca exigimos condições prévias, disponibilizamo-nos para ouvir todas as questões que nos queiram colocar. Será efectivamente uma reunião com "agenda aberta". Mas isto não significa - e fui bem claro para que não houvesse equívocos - suspender o processo de avaliação". O ME irá, como anteontem a ministra afirmou no Parlamento, "aprovar todos os instrumentos legais no sentido de prosseguir com este modelo".


O senhor Secretário de Estado esqueceu-se que está tudo suspenso na maioria das Escolas ( para não dizer todas) e só mostra que o Governo se mantém de uma teimosia e uma obstinação reveladoras de má-fé e cegueira, para enganar a opinião pública ( que será isso, a opinião pública? ) , com palavras ocas, reveladoras de quem perdeu o (N)norte há muito tempo e está a perder o (C)centro e o (S)sul, o este e o oeste...
E, entretanto, para estar sempre a par e opinar , o BLOGUE DE PAULO GUINOTE www.educar.wordpress.com

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Se estivessem a dar aulas...???...

Segundo informações divulgadas pela FENPROF, a greve nacional de professores é a maior dos últimos 20 anos e pode mesmo ser a maior de sempre.As estimativas da estrutura sindical apontam para uma adesão de 92%.Exige-se que TODOS compreendam que "a quase totalidade dos professores é contra" o sistema de avaliação que o governo quer impor.Mas, quem não compreende é a maioria Ps na Assembleia Municipal da Guarda, que rejeitou uma moção, apresentada pelo Bloco de Esquerda e, onde se exigia, a suspensão do actual sistema de avaliação.O Deputado Municipal do Bloco de Esquerda propunha que a Assembleia Municipal da Guarda, na sua reunião de 2 de Dezembro de 2008, deliberasse:

1. Solidarizar-se com a luta dos professores e educadores em defesa da Escola Pública com qualidade.

2. Recomendar a imediata suspensão da avaliação em curso e que o governo aceite um entendimento com os sindicatos.

3. Enviar a presente moção ao Presidente da República, ao Primeiro-Ministro, à Ministra da Educação, ao Presidente da Assembleia da República, aos Grupos Parlamentares, assim como aos Movimentos e Sindicatos de professores e educadores.

( aqui http://cp-cromosdeportugal.blogspot.com/ publicado em 3/12/2008)




Nota minha: algumas das pessoas com assento na Assembleia Municipal são (??? foram em tempos!!!) professores, uns saíram de mansinho antes da votação, outros voatram contra... Para que se saiba!!!

domingo, 30 de novembro de 2008

e SE O gOVERNO CONGELASSE???


O Ministério da Educação está disponível para começar a negociar um novo modelo de avaliação. Assim que os sindicatos o requeiram, mas sem pré-condições, frisou, ontem, o secretário de Estado adjunto, Jorge Pedreira
(http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1051966)

COMO DISSE???

De manhã, aos dirigentes do PS, José Sócrates terá defendido, de acordo com um dos presentes ao JN, que os sindicatos se opõem à avaliação como antes contestaram as aulas de substituição.

Um outro dirigente também presente no encontro confirmou, por sua vez, ao JN, que Sócrates assegurou que não está disposto a fazer qualquer recuo na matéria que é um princípio estrutural. Outra fonte assegurou, ao JN, que José Sócrates frisou que a equipa ministerial identificou os pontos que estavam a dificultar a aplicação do modelo e aceitou deixá-los cair, pelo que a bola está agora do lado dos professores.

No final da reunião, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, referiu que "a ministra não está isolada dentro do Governo. É apenas o rosto de uma reforma que é de todo o Governo".

QUEREM SABER? VÃO VER SE NEVA...

É QUE OS PROFESSORES ANDAM CONGELADOS HÁ MUITO TEMPO...

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Carta ao sr. Presidente da República - Fátima Inácio Gomes

via www.educar.wordpress.com
( notinhas minhas: os ditadorzecos andam espalhados pelo país, com um medo terrível de perder o tachinho, pequenino miserável poderzinho, para não terem que ir de novo para as Escolas e para as turmas... porque será???

O sr. Presidente da República, que , aquando Primeiro Ministro diziam que lia todas as cartas e a todas dava resposta, resolvendo os problemas até individuais, agora tem uns assesssores que ou não são sensíveis a estes problemas da/na Educação ou não lhe contam a história toda - é uma convicção minha, nada mais...)

Transcrevo, para conhecimento geral, a carta que acabo de enviar ao Senhor Presidente da República, motivada pela reunião que hoje tive com elementos da DREN, sobre o novo projecto de avaliação do desempenho docente, para este ano lectivo. Dada a gravidade do que está em causa, não podia agir de outro modo. Nunca abdico do meu direito e neste caso, obrigação, de cidadã responsável. espero que seja esclarecedora.
Um abraço,

Exmo Senhor Presidente da República

Mais uma vez me vejo impelida a escrever a Vossa Excelência para dar conta, com a objectividade e comprometimento de quem está directamente envolvido na matéria, da gravidade da situação que compromete o Ensino Português, sendo que o modelo de avaliação de desempenho de professores é prova cabal.
Procurarei ser muito precisa e concisa. Hoje, dia 27 de Novembro, participei numa reunião convocada pela Direcção Regional da Educação do Norte, para a qual foram convocados os Presidentes dos Executivos e Coordenadores de Departamentos. Participei enquanto Coordenadora do Departamento de Línguas da Escola Secundária de Barcelos. Esta reunião, como nos foi explicado pelo Dr. João Sérgio Rodrigues, coordenador da equipa de apoio às escolas, não tinha carácter “negocial”, visando apenas apresentar e explicar o projecto do novo Decreto Regulamentar da Avaliação de Desempenho Docente (
http://www.min-edu.pt/np3/2890.html ). Por ser por demais escandalosa, carecendo de intervenção imediata das mais altas instâncias, passo a destacar alguns dos pontos que mais indignação e contestação devem merecer de todos os cidadãos portugueses e do seu representante máximo:
1. Para este período de avaliação, será retirado um dos “pontos de discórdia” identificados pelo Ministério: dispensam-se os critérios da melhoria dos resultados escolares dos alunos e da redução do abandono escolar para aferir a qualidade do professor. Muito curiosa e sintomática foi a explicação dada: de facto, esta é uma matéria sobre a qual todos os países europeus se debruçam, mas sobre a qual ainda não há resultados conclusivos, daí que se tenha decidido cancelar até que haja garantias de fiabilidade.
Não considera V. Excia por demais preocupante que o Ministério da Educação Português tenha introduzido um critério que ainda está a ser estudado, do qual não há “garantias de fiabilidade”, que o tenha defendido até às raias da teimosia, para só o deixar cair, temporariamente (a Sra Ministra garantiu que o introduziria já no próximo ano lectivo), depois de manifestações de rua massivas?
2. Para “simplificar” o processo e “responder” a alguns dos problemas levantados foram ainda apresentadas outras medidas, das quais destaco:
a) os avaliadores (sejam coordenadores, sejam avaliadores por delegação de competências) partilham a mesma quota para atribuição das menções de Muito Bom e Excelente. Não serão avaliados pela componente científico-pedagógica (como previsto no Descreto-Lei 2/2008, de 10 de Janeiro), apenas pelo seu desempenho como avaliadores, pelo Executivo da Escola. Tal não inviabilizará que cheguem àquelas menções de topo;
b) os restantes professores, apenas no caso de pretenderem concorrer para as menções de Muito Bom ou Excelente, é que serão avaliados na componente científico –pedagógica e só aí terão aulas observadas;
c) um professor que queira ser avaliado por um avaliador da sua área científica deve requerê-lo por escrito – se não houver um titular da sua área, poderá o coordenador do departamento, com o conselho executivo, identificar um professor não titular com “perfil” adequado à função. Poderá, ainda recorrer a titulares de outras escolas.
Poderia, ainda, apontar outras medidas, mas estas bastam para evidenciar a execranda solução encontrada pela equipa ministerial e que deixa a nu a demagogia e falsidade do discurso que tem sido debitado a toda a sociedade civil. Bastará recordar as mais próximas, do senhor Secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, no programa Prós & Contras, do passado dia 24 de Novembro, que mantinha como imperativo da manutenção deste modelo de avaliação o facto de se exigir uma avaliação “rigorosa, credível e que permita a diferenciação entre professores…”, acrescentando ainda que “não podemos continuar a adiar uma solução que pode ser dolorosa, mas que exige a ruptura com uma cultura de escola que existia e que não deu bons resultados (…) com os resultados que tínhamos no sistema educativo, com os níveis de insucesso e de abandono escolar que tínhamos…”.
Como não reconhecer, de imediato, as reais intenções deste modelo? Ou seja, o fabrico de um sucesso artificial, estatístico, empobrecedor do futuro da nação, completamente indiferente a critérios pedagógicos e, mais ainda, incapaz de valorizar uma das peças fundamentais na construção de uma escola de qualidade: os professores. Se dúvidas havia, eis as provas cabais:
· como entender que a um avaliador, como eu sou, seja retirada a componente científico-pedagógica, a única verdadeiramente importante, a única que relevará realmente para o sucesso dos alunos? Que professor, digno do seu nome e do respeito dos seus alunos, aceitará uma situação desprestigiante como esta?
· como entender a arbitrariedade de uma lógica que diz privilegiar o desempenho docente, mas que admite como “voluntária” a sujeição de um professor a uma avaliação com critérios científico-pedagógico?
· como entender que este carácter “voluntário” tenha por justificação a “simplificação” do processo? Será porque o Ministério considera que a maior parte do corpo docente é medíocre, pouco formado e com baixas expectativas, e por isso poucos se “candidatarão” às menções mais elevadas?
· como entender a manutenção de uma diferenciação que se diz baseada no mérito quando, depois de um concurso de titular verdadeiramente injusto e discriminatório, acresce ainda esta fantástica contradição de “promover” um professor não titular (que, de acordo com o discurso do Ministério, é menos qualificado, tem menos mérito) a avaliador dos restantes colegas? Onde está o reconhecimento do mérito?
· onde está, realmente, a valorização da autêntica dimensão do professor, a única que verdadeiramente contribuirá para o sucesso dos alunos, a sua dimensão científico-pedagógica?
Enquanto professora sinto-me insultada. Não quero ser avaliada com um modelo que mais não fará que destruir o sistema público de ensino.
Enquanto portuguesa, sinto-me duplamente insultada. A equipa ministerial não só está a destruir o sistema educacional português, como quer fazer crer que o faz para benefício deste mesmo sistema.
A arrogância, prepotência do Ministério da Educação crescem a olhos vistos, basta atender ao modo como tratou o Conselho de Escolas (
http://diario.iol.pt/sociedade/escolas-educacao-avaliacao-professores-conselho-das-escolas-iol/1017252-4071.html), aquele que mais deveria ser ouvido, pois é o que está mais próximo da realidade das escolas.
Urge travar esta política educativa, que a cada momento se revela mais inconsequente, mais incoerente e potencialmente mais perigosa. É urgente fazer algo, Senhor Presidente da República, pois a matéria é de suma importância para o futuro do país. Fiquemos na história por termos agido. Os professores já deram o primeiro passo.
Atentamente,
Fátima Inácio Gomes
Professora da Escola Secundária de Barcelos
Coordenadora do Departamento de Línguas

Carta de um Encarregado de Educação


quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Concentração/manifestação cidade da Guarda - 18 horas







Concentração/manifestação na Guarda decorreu com sucesso, apesar da temperatura que rondava zero graus... o calor humano foi suficiente para esquecer o frio...

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Conferência de Imprensa ME - mais do mesmo Não!

A Ministra da Educação continua a mostrar grande desrespeito pelos Professores como vem sendo seu apanágio. Culpa as Escolas outra vez pela complexidade de uma avaliação que ela própria e os seus secretários de estado engendraram. Quer simplificar um processo que - repete - vai manter, ideia que em si mesma é contraditória. Conclui-se portanto que o rigor que tanto prega não é o mais importante. Importante é manter uma má lei, mesmo quando já se reconhece a confusão, desgaste e mal-estar que já causou.
Os professores não aceitam remendos nem responsabilidades.
Apenas aceitam a SUSPENSÃO deste modelo;
a sra. Ministra continua a reclamar que NUNCA houve avaliação; quero crer que afirma isso tão convictamente porque não conhece as leis do ME.
Não perdoo à sra. Ministra o ataque cerrado que faz aos Professores deste país. Com o anúncio desta simplificação, mostra mais uma vez a falta de consideração que nos tem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

manifestações e GREVE!!!

Acções anunciadas esta tarde pela Plataforma Sindical dos professores com vista à suspensão do modelo de avaliação
17 a 21 de Novembro – prioridade à suspensão da avaliação em todas as escolas
25 Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Norte
26 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Centro
27 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região de Lisboa
28 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Sul
3 de Dezembro - Greve nacional de professores e educadores
4 e 5 de Dezembro - Vigília de 48 horas à porta do Ministério da Educação
9 Dezembro – greves nas escolas da região Norte
10 de Dezembro- greves nas escolas da região Centro
11 de Dezembro - greves nas escolas da região de Lisboa
12 de Dezembro - greves nas escolas da região Sul
A partir de 15 de Dezembro, com os alunos já em férias, greves às reuniões de avaliação

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Recebi este mail...

Exmo(a) Sr(a). Professor.>>
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de > Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos > Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a > qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não > agrupadas vão estruturando o processo.>> Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente > apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o > calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão > de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.>> A aplicação está disponível no seguinte endereço: > https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008.> Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de > gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:> https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2>> DGRHE


É uma falta de vergonha! Acabei de assinar outra vez uma moção a dizer que suspendo ( com a maioria dos meus colegas) todas as iniciativas a este respeito. Na Direcção Geral, não andam bem informados. Querem dividir para reinar, de modo a que aqueles que são desonestos e nada solidários vão pela porta do cavalo entregar os objectivos para ver se têm uma medalha ...

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

De mal a pior ... o CCAP

O novo Presidente do CCAP começa mal... muito mal... mas que se espera de pessoas que aceitam estes cargos?

Ler entrevista e pertinentes comentários de Ramiro Marques

http://www.profblog.org/2008/11/novo-presidente-do-ccap-afirma-que-o.html

sábado, 1 de novembro de 2008

Os "bombeiros" atacam Escolas ... agora em Seia

( via www.profblog.org do Ramiro Marques)

Um mail de um colega colocado na Escola Secundária de Seia
Caros(as) Amigos(as):
Ontem esteve na secundária de Seia um dos chamados 'bombeiros da avaliação' ou 'INEM da avaliação'. Trata-se de um elemento pertencente ao grupo dos 22 'artistas' que está vocacionado para 'apagar' fogos nas escolas mais lerdas e que respondeu, prontamente, ao SOS que nós (intencional e sabiamente) lançámos. Previsto apenas para avaliadores, por pressão dos mesmos, a sessão foi aberta ao 'povão'.
O 'prélio' foi um fiasco e apenas serviu para a mulher levar nas orelhas. Perante a nossa argumentação, o que foi transmitido pode ser assim resumido:
- Simplifiquem; as escolas é que complicam.
- Reduzam o nº de objectivos;
- Juntem ou suprimam os itens das fichas;
- Dêem a volta à questão dos resultados dos alunos e abandono escolar (concordou comigo quando eu sugeri que o professor, na formulação dos seus objectivos para esses campos, assumisse um qualquer compromisso/contributo a desenvolver/aplicar para melhorar, globalmente, os resultados da escola e não tivesse que fixar uma meta quantitativa individual.
- Façam as coisas para a 'molhada' ter bom (ela disse todos, mas quase a 'comemos' e ficou algo aflita…);
- Atirem a definição de objectivos para mais tarde (Novembro/ Dezembro/…)
- Isto é para experimentar; sem stress…
- A maior parte das fichas que para aí anda 'é de loucos'.
- Vai chegar às escolas um guião para a definição dos objectivos.
- Informalmente, disse-me que a ministra teve que apagar uma cena de ciúmes das Equipas de apoio às escolas (antigas CAE) em relação ao tal grupo dos 22. As equipas também querem ir às escolas 'evangelizar'. Só que…falta-lhes formação para….
Moral da história: gastam-se mais uns cobres, os 22 dão formação às EAE e …pronto! Dentro de algum tempo teremos mais gente a chatear as escolas.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Interrupção do processo de avaliação

POR DECISÃO UNÂNIME DOS AVALIADORES, A ESCOLA SECUNDÁRIA RODRIGUES LOBO, DE LEIRIA, INTERROMPE, O PROCESSO DE AVALIAÇÃO

http://www.profblog.org/2008/10/escola-secundria-rodrigues-lobo-leiria.html

E o Conselho Executivo da escola tomou, também, uma atitude de grande dignidade e coragem: enviou aos professores a seguinte mensagem:
"O Conselho Executivo informa todos os docentes de que, por deliberação unânime dos professores avaliadores e professores indigitados para a função de avaliadores, reunidos no dia 28 de Outubro, fica interrompido o processo de avaliação do desempenho docente até estar legitimada a delegação de competências."


Atitude que devia ser seguida por todos os colegas avaliadores e conselhos executivos,; o momento é de separar os “adesivos” da gente de coragem, que a há… os “adesivos” é que andavam com pele de camaleões… agora , caiu-lhes.