segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Trata-se de tratar bem a Língua Portuguesa

Já estou a ficar fartinha de ouvir os jornalistas a dizer "Começam a haver problemas..." ou " tratam-se de incidentes graves" . Alguém ensine de uma vez aos srs. jornalistas ( o grave é que até os mais velhos já estão a ser contagiados e caem na armadilha) que se diz "Começa a haver/ há/ havia/Houve/haverá/ problemas muito sérios, se continuam a falar assim" e sempre "Trata-se de erros inadmissíveis até para alunos do 2º ciclo , quanto mais para licenciados(!!!) "
Por amor da Língua Portuguesa, estudem, perguntem, informem-se...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Andar na ilusão ... de bem falar a Língua Portuguesa

( via mail)
Em Portugal, infelizmente, não temos uma "Academia da Língua Portuguesa" ou "Academia Portuguesa de Letras", mas apenas uma "classe de letras" da Academia das Ciências de Lisboa.

O Brasil, curiosamente, tem uma Academia Brasileira de Letras (http://www.academia.org.br/) e um Museu da Língua Portuguesa (http://www.museudalinguaportuguesa.org.br/), além da Biblioteca Digital (http://www.dominiopublico.gov.br/), um portal gratuito com mais de setecentas obras em português.

Existem ainda alguns recursos disponíveis através da CPLP.

Além de não termos uma Academia dedicada exclusivamente ao nosso maior bem (Fernando Pessoa reivindicava a língua portuguesa como sua pátria), gostamos de tropeçar nela, reduzi-la, desenrascar com neologismos.

Isto a propósito desta notícia do jornal Público:

Já se "focalizou" no português que anda a falar?
http://www.publico.pt/Cultura/ja-se-focalizou-no-portugues-que-anda-a-falar_1477200?all=1

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

A Assembleia da República e o Acordo Ortográfico - Duarte Afonso

ler todo o artigo na ligação
(...)
“ Em conclusão, por todas as razões acima aduzidas, a Associação Portuguesa de Linguística recomenda:
1. Que seja de imediato suspenso o processo em curso, até uma reavaliação, em termos de política geral, linguística, cultural e educativa, das vantagens e custos da entrada em vigor do Acordo Ortográfico de 1990.
2. Que, a manter-se o texto actual do Acordo, Portugal não ratifique o Segundo “Protocolo Modificativo”.
(...)
“Peritos arrasam acordo ortográfico”.
“Esmagadora maioria dos linguistas, académicos e editores consultados estão contra o tratado. Se a implementação do Acordo Ortográfico dependesse apenas do processo de consulta, há muito que o projecto teria sido abandonado. Das 27 entidades consultadas, apenas duas se mostraram favoráveis.
Nas respostas das 14 entidades que participaram no inquérito promovido pelo Instituto Camões abundam as criticas. Entre pedidos adicionais de informação e o desconhecimento sobre as alterações a introduzir, não faltam, também, entidades como a Associação Portuguesa de Linguística, ou Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa que solicitam “ a suspensão imediata do processo”.
(...)
...uma passagem que consta no livro intitulado “Apologia do desacordo ortográfico de António Emiliano, Professor de Linguística da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, Investigador – responsável do projecto Origens do Português, no âmbito do qual foi digitalizada, transcrita e objecto de estudo linguístico a mais antiga documentação de Portugal”. Essa passagem consta na página 81 do aludido livro e diz o seguinte:
“O Acordo Ortográfico é um monumento de incompetência e ignorância: não interessa que nomes “reputados”, das letras brasileiras e portuguesas tenham nele colaborado; fizeram um mau trabalho e prestaram um péssimo serviço à língua portuguesa e às lusofonias que dizem defender. Meteram-se em assuntos para os quais não tinham, por mais que me custe dizê-lo, competência específica.”