domingo, 30 de novembro de 2008

e SE O gOVERNO CONGELASSE???


O Ministério da Educação está disponível para começar a negociar um novo modelo de avaliação. Assim que os sindicatos o requeiram, mas sem pré-condições, frisou, ontem, o secretário de Estado adjunto, Jorge Pedreira
(http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1051966)

COMO DISSE???

De manhã, aos dirigentes do PS, José Sócrates terá defendido, de acordo com um dos presentes ao JN, que os sindicatos se opõem à avaliação como antes contestaram as aulas de substituição.

Um outro dirigente também presente no encontro confirmou, por sua vez, ao JN, que Sócrates assegurou que não está disposto a fazer qualquer recuo na matéria que é um princípio estrutural. Outra fonte assegurou, ao JN, que José Sócrates frisou que a equipa ministerial identificou os pontos que estavam a dificultar a aplicação do modelo e aceitou deixá-los cair, pelo que a bola está agora do lado dos professores.

No final da reunião, o porta-voz do PS, Vitalino Canas, referiu que "a ministra não está isolada dentro do Governo. É apenas o rosto de uma reforma que é de todo o Governo".

QUEREM SABER? VÃO VER SE NEVA...

É QUE OS PROFESSORES ANDAM CONGELADOS HÁ MUITO TEMPO...

sábado, 29 de novembro de 2008

GREVE - apelo (ainda) actual



Apelo ( ainda actual)

à greve
pela dignidade
da profissão
contra a humilhação

quando cai neve

na Guarda





Neste fim de semana de Outubro de 2006, tenho dificuldade em conciliar o sono. Como que estar desperta seja imperioso. Como que não dormir seja uma metáfora da urgência de estar alerta face a um perigo que, com a técnica bélica do círculo, me sitia.

Há dias, numa conversa na sala dos professores,
-“Estamos quase como no tempo do fascismo.” - disse um colega.
- “É ao quase que eu me agarro.” - respondeu o outro.
E foi aí que nasceu a vontade deste texto emocionado e visceral. Porque, se nos faltar o quase, vai faltar-nos tudo. E aí ter-se-á perdido o momento, a hipótese, a maré. E, como sabemos, perder perde-se num ápice. Só a conquista se conquista, claro está. Pela vontade, pelo esforço, pela audácia. De bens, de sonhos, de infinito ou de consideração. Ora, hoje, é verdadeiramente urgente a reconquista do respeito, porque nosso direitíssimo é. E é, por isso mesmo, que este texto me saiu apelo!

É que, neste caso, o perigo, que nos ronda à laia de predador, não é nem reptiliano nem astuto e, por isso, não exige de nós nem sageza nem perspicácia. Há afrontas tão sumamente audíveis, tão brutalmente concretas que só os homens distraídos ou suicidas deixam para outros amanhãs a reacção. Mesmo que a arma que se tenha à mão seja unicamente o protesto e a revolta. Mesmo que pareça que estamos aprisionados e as nossas magoadas razões não se ouvem para lá das paredes dos ouvidos surdos. Mesmo que. Porque, se a nossa queixa se fizer em uníssono, o som formará ondas de choque que as moucas paredes sentirão.


Tudo se alicerça na dignidade, me ensinaram. Tudo se alicerça na dignidade, ensinei eu. Não é agora, quando a indignação é o único caminho para me manter gente, que vou perder a decência a meus olhos e aos olhos do meu filho. Vale a pena o esforço se me sentir inteira. E, quando é de inteireza que se trata, nenhuma justificação se justifica para deixar de agir.



Etelvina Maria
15 de Outubro de 2006

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Carta ao sr. Presidente da República - Fátima Inácio Gomes

via www.educar.wordpress.com
( notinhas minhas: os ditadorzecos andam espalhados pelo país, com um medo terrível de perder o tachinho, pequenino miserável poderzinho, para não terem que ir de novo para as Escolas e para as turmas... porque será???

O sr. Presidente da República, que , aquando Primeiro Ministro diziam que lia todas as cartas e a todas dava resposta, resolvendo os problemas até individuais, agora tem uns assesssores que ou não são sensíveis a estes problemas da/na Educação ou não lhe contam a história toda - é uma convicção minha, nada mais...)

Transcrevo, para conhecimento geral, a carta que acabo de enviar ao Senhor Presidente da República, motivada pela reunião que hoje tive com elementos da DREN, sobre o novo projecto de avaliação do desempenho docente, para este ano lectivo. Dada a gravidade do que está em causa, não podia agir de outro modo. Nunca abdico do meu direito e neste caso, obrigação, de cidadã responsável. espero que seja esclarecedora.
Um abraço,

Exmo Senhor Presidente da República

Mais uma vez me vejo impelida a escrever a Vossa Excelência para dar conta, com a objectividade e comprometimento de quem está directamente envolvido na matéria, da gravidade da situação que compromete o Ensino Português, sendo que o modelo de avaliação de desempenho de professores é prova cabal.
Procurarei ser muito precisa e concisa. Hoje, dia 27 de Novembro, participei numa reunião convocada pela Direcção Regional da Educação do Norte, para a qual foram convocados os Presidentes dos Executivos e Coordenadores de Departamentos. Participei enquanto Coordenadora do Departamento de Línguas da Escola Secundária de Barcelos. Esta reunião, como nos foi explicado pelo Dr. João Sérgio Rodrigues, coordenador da equipa de apoio às escolas, não tinha carácter “negocial”, visando apenas apresentar e explicar o projecto do novo Decreto Regulamentar da Avaliação de Desempenho Docente (
http://www.min-edu.pt/np3/2890.html ). Por ser por demais escandalosa, carecendo de intervenção imediata das mais altas instâncias, passo a destacar alguns dos pontos que mais indignação e contestação devem merecer de todos os cidadãos portugueses e do seu representante máximo:
1. Para este período de avaliação, será retirado um dos “pontos de discórdia” identificados pelo Ministério: dispensam-se os critérios da melhoria dos resultados escolares dos alunos e da redução do abandono escolar para aferir a qualidade do professor. Muito curiosa e sintomática foi a explicação dada: de facto, esta é uma matéria sobre a qual todos os países europeus se debruçam, mas sobre a qual ainda não há resultados conclusivos, daí que se tenha decidido cancelar até que haja garantias de fiabilidade.
Não considera V. Excia por demais preocupante que o Ministério da Educação Português tenha introduzido um critério que ainda está a ser estudado, do qual não há “garantias de fiabilidade”, que o tenha defendido até às raias da teimosia, para só o deixar cair, temporariamente (a Sra Ministra garantiu que o introduziria já no próximo ano lectivo), depois de manifestações de rua massivas?
2. Para “simplificar” o processo e “responder” a alguns dos problemas levantados foram ainda apresentadas outras medidas, das quais destaco:
a) os avaliadores (sejam coordenadores, sejam avaliadores por delegação de competências) partilham a mesma quota para atribuição das menções de Muito Bom e Excelente. Não serão avaliados pela componente científico-pedagógica (como previsto no Descreto-Lei 2/2008, de 10 de Janeiro), apenas pelo seu desempenho como avaliadores, pelo Executivo da Escola. Tal não inviabilizará que cheguem àquelas menções de topo;
b) os restantes professores, apenas no caso de pretenderem concorrer para as menções de Muito Bom ou Excelente, é que serão avaliados na componente científico –pedagógica e só aí terão aulas observadas;
c) um professor que queira ser avaliado por um avaliador da sua área científica deve requerê-lo por escrito – se não houver um titular da sua área, poderá o coordenador do departamento, com o conselho executivo, identificar um professor não titular com “perfil” adequado à função. Poderá, ainda recorrer a titulares de outras escolas.
Poderia, ainda, apontar outras medidas, mas estas bastam para evidenciar a execranda solução encontrada pela equipa ministerial e que deixa a nu a demagogia e falsidade do discurso que tem sido debitado a toda a sociedade civil. Bastará recordar as mais próximas, do senhor Secretário de Estado Adjunto da Educação, Jorge Pedreira, no programa Prós & Contras, do passado dia 24 de Novembro, que mantinha como imperativo da manutenção deste modelo de avaliação o facto de se exigir uma avaliação “rigorosa, credível e que permita a diferenciação entre professores…”, acrescentando ainda que “não podemos continuar a adiar uma solução que pode ser dolorosa, mas que exige a ruptura com uma cultura de escola que existia e que não deu bons resultados (…) com os resultados que tínhamos no sistema educativo, com os níveis de insucesso e de abandono escolar que tínhamos…”.
Como não reconhecer, de imediato, as reais intenções deste modelo? Ou seja, o fabrico de um sucesso artificial, estatístico, empobrecedor do futuro da nação, completamente indiferente a critérios pedagógicos e, mais ainda, incapaz de valorizar uma das peças fundamentais na construção de uma escola de qualidade: os professores. Se dúvidas havia, eis as provas cabais:
· como entender que a um avaliador, como eu sou, seja retirada a componente científico-pedagógica, a única verdadeiramente importante, a única que relevará realmente para o sucesso dos alunos? Que professor, digno do seu nome e do respeito dos seus alunos, aceitará uma situação desprestigiante como esta?
· como entender a arbitrariedade de uma lógica que diz privilegiar o desempenho docente, mas que admite como “voluntária” a sujeição de um professor a uma avaliação com critérios científico-pedagógico?
· como entender que este carácter “voluntário” tenha por justificação a “simplificação” do processo? Será porque o Ministério considera que a maior parte do corpo docente é medíocre, pouco formado e com baixas expectativas, e por isso poucos se “candidatarão” às menções mais elevadas?
· como entender a manutenção de uma diferenciação que se diz baseada no mérito quando, depois de um concurso de titular verdadeiramente injusto e discriminatório, acresce ainda esta fantástica contradição de “promover” um professor não titular (que, de acordo com o discurso do Ministério, é menos qualificado, tem menos mérito) a avaliador dos restantes colegas? Onde está o reconhecimento do mérito?
· onde está, realmente, a valorização da autêntica dimensão do professor, a única que verdadeiramente contribuirá para o sucesso dos alunos, a sua dimensão científico-pedagógica?
Enquanto professora sinto-me insultada. Não quero ser avaliada com um modelo que mais não fará que destruir o sistema público de ensino.
Enquanto portuguesa, sinto-me duplamente insultada. A equipa ministerial não só está a destruir o sistema educacional português, como quer fazer crer que o faz para benefício deste mesmo sistema.
A arrogância, prepotência do Ministério da Educação crescem a olhos vistos, basta atender ao modo como tratou o Conselho de Escolas (
http://diario.iol.pt/sociedade/escolas-educacao-avaliacao-professores-conselho-das-escolas-iol/1017252-4071.html), aquele que mais deveria ser ouvido, pois é o que está mais próximo da realidade das escolas.
Urge travar esta política educativa, que a cada momento se revela mais inconsequente, mais incoerente e potencialmente mais perigosa. É urgente fazer algo, Senhor Presidente da República, pois a matéria é de suma importância para o futuro do país. Fiquemos na história por termos agido. Os professores já deram o primeiro passo.
Atentamente,
Fátima Inácio Gomes
Professora da Escola Secundária de Barcelos
Coordenadora do Departamento de Línguas

Carta de um Encarregado de Educação


Sorte da Ministra não ser avaliada!


quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Pequenos míseros poderes

Enquanto os Professores, de norte a sul do país, continuam a manifestar-se, acontecem episódios como este ( creio que , a certa altura, há professores que se esquecem que o são!!! precisavam de voltar a leccionar!)

"No dia 20 de Novembro de 2008 pelas 17h 30m, na Escola E. B. 1,2,3 de Loureiro, Oliveira de Azeméis, os Professores Coordenadores/Avaliadores foram impedidos de participar num Plenário de Professores para discutir a suspensão do actual modelo de avaliação dos docentes, sob ameaça de serem alvo de um processo disciplinar por parte do Conselho Executivo (Senhora Presidente Dr.ª Isabel Terra).
VIVEMOS NUMA DITADURA…
Colegas por favor divulgar…"

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Concentração/manifestação cidade da Guarda - 18 horas







Concentração/manifestação na Guarda decorreu com sucesso, apesar da temperatura que rondava zero graus... o calor humano foi suficiente para esquecer o frio...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Revisão da matéria dada

Iniciámos o caminho, quando éramos quase umas crianças, quase da idade dos nossos alunos.
Ao caminhar, aprendemos o que não se aprendera, nem nas Universidades, nem em estágios, nem em formações, nem teorias, mas no terreno e tudo, sempre, em constante mudança. Conhecimento que só se adquire com tempo e tempo e experiência.
Ensinámos pelo exemplo, a pontualidade, a assiduidade, o saber estar com os outros e tantas outras facetas da vida, porque há momentos em que não são precisas palavras.
Descobrimos livros juntos. Demos pistas não são só para o presente. Pensámos no futuro. Escrevemos juntos. Andámos à procura de respostas. Tentámos sempre melhorar.
Alargámos horizontes juntos. Chorámos juntos. Rimos e alegrámo-nos e ficámos felizes, quando os alunos estavam felizes e conseguiam ultrapassar-se e sonhar e nós com eles. Zangámo-nos com eles, porque nos importavam, porque não nos eram indiferentes. Alguns passaram na nossa vida sem deixar marca nem nós na deles. Na vida de outros, contribuímos, com um grãozinho de areia, para a sua formação. Em muitos ainda, deixámos uma marca tão forte que, quando nos encontramos, há uma cumplicidade intemporal nas nossas palavras, nos nossos abraços, nos nossos olhos e somos felizes por nos termos cruzado um dia, em que todos ganhámos.
Procurámos soluções todos juntos. Procurámos respostas a tantas questões. Nem sempre as encontrámos. Às vezes, não havia solução. Nunca desistimos. Desgastámo-nos.
Ensinámos o valor das palavras, o risco de não defendermos os nossos pontos de vista, escrevemos contos, dramatizámos narrativas, ou desdramatizámos. Preparámos visitas de estudo, visitas de escritores, publicámos jornais, criámos blogues, fizemos flores de papel para cortejos, aplaudimos nos interturmas. Um nunca mais acabar de actividades, só a imaginação ou falta dela marcava os limites. Nunca contámos as horas. Não contávamos com má-fé posterior.
Aprendemos outras formas de pensar, outras perspectivas. Sentámo-nos com eles e aprendemos a resolver “aqueles” problemas de informática. E era bonito ser aluno e professor ao mesmo tempo. Renovava-se a nossa energia. Rejuvenescíamos a cada ano que passava. E a nossa mente estava sempre desperta. Os alunos, crianças e jovens “formavam-se” antes das novas oportunidades ou ingressavam no mundo do trabalho. Esse trajecto ia sendo acompanhado, ou com orgulho ou com angústia, conforme os resultados
Gastámos energias. Mas cada dia, perante os alunos, a força voltava e até os problemas pessoais se esqueciam, depois de entrar a porta da sala ou da Escola.
Assistimos às doenças, à notícia do nascimento dos irmãos, aos primeiros amores, aos primeiros desgostos do coração, quando ninguém mais estava lá.
Fomos professores dos pais, dos filhos desses pais e dos irmãos e dos sobrinhos e dos primos e havia um elo inquebrável que ligava as nossas vidas.
Não faltávamos e passamos mais horas com os nossos alunos do que os próprios pais. Conhecíamo-los até melhor que os pais. Os pais sabiam. Com eles conversámos, concordámos, discordámos, encontrámos pontos de encontro, por querermos sempre o melhor para os filhos deles. Os pais sabiam. Sempre sabem quem quer bem aos filhos.
Chegou um Governo PS e uma ME e uns secretários de Estado e puseram em causa toda a nossa vida, todo o nosso trabalho, toda a nossa dedicação e o cerne da nossa profissão. Acusaram-nos de absentismo, de falta de rigor, de falta de trabalho, de privilégios sem fim, de interrupções a que a própria lei obriga.
Criaram aulas de substituição e nós, que já tínhamos sido professores, psicólogos, pais e mães, passámos a ser monitores de tempos livres (eu diria antes amas-secas), mas garante-se que é tudo uma maravilha e que os resultados espantosos dos alunos foram fabricados à conta destas medidas.
Garantiram que os professores nunca tinham sido avaliados, que andava tudo em roda livre, que era preciso controlá-los, escolherem directores, subordinarem-se às Câmaras, facilitarem/complicarem - um Estatuto do aluno em que os peritos em vadiagem eram igualados aos alunos que faltam por doença, com a ideia peregrina de que muitos faltavam para ir com os Pais passar uns dias na neve(!!!) - a vida aos alunos com provas que não provarão coisa nenhuma, porque os malandros não farão prova nenhuma, os doentes não terão tido tempo para se porem a par, os que foram para a neve também têm explicações…
E , para avaliar os professores? que melhor do que lançar a confusão, grelhas para preencher – é uma grelha tão fácil, disse algures o PM, com ar displicente, como se afinal grelhas, professores e avaliações fossem insignificâncias desprezíveis, que nem merecessem a importância que estão a dar a este assunto… Esqueceu-se é que , para preencher aquela grelha insignificante, inúmeras grelhas teriam que ser preenchidas antes dessa. Como se a nossa profissão, o nosso trabalho, a relação entre alunos e professores pudesse ser sujeita a uma qualquer regra e grelha de régua e esquadro…
Repetiram até à exaustão as razões da avaliação: os professores nunca trabalharam, nunca foram avaliados, não querem fazer nada, nunca fizeram (quando toda a gente sabe que as razões são outras, são razões economicistas que não enganam ninguém, não é por amor nem às crianças nem amor aos alunos, nem à Escola Pública!). Repetem tão convictamente um dia, outro e outro, essas razões que fingem com mais verosimilhança cada argumento, mas não convencem ninguém.
Desdobram-se em conferências de imprensa grotescas, rodeiam-se de emplastros aplaudidores e não ouvem, não vêem, nem lêem.
Os professores chegam à porta das Escolas com a alma amachucada (se até a tutela os desprestigia sem cessar!!!) e o ânimo frustrado. Perderam a alegria em qualquer esquina das manifestações a que são levados para lutar pelo seu prestígio e pela sua honra. Reencontram vagamente o entusiasmo, quando em presença dos seus alunos. Sentem-se cansados, não já dos papéis e burocracias e das horas perdidas sem alunos em Escolas, às vezes, sem condições para trabalhar. Mas de terem de demonstrar todos os dias a todas as horas as incoerências, as incongruências, a falsidade dos ataques, as ilegalidades. Cansados do mal-estar, olhamos os nossos colegas que ainda ontem eram companheiros e colaboradores, alguns dos quais se afastaram com uma etiqueta a dizer “avaliadores” e alguns (poucos enfim!) tomam-se do poder, agarram-se ao poder frágil e transitório e escondem-se atrás de ordens mal afirmadas (que para dar ordens é preciso ser competente e saber dar ordens). As conversas são sempre as mesmas, desanimadas e frouxas. Ou unidas e em luta. Alguns (poucos) de cabeça baixa, com segredos e portefólios a queimaram-lhes a vida, deles e dos outros. Porque um dia a Ministra da Educação e os Secretários de Estado findam, vão embora, mas os colegas vão continuar nas Escolas a viver e conviver uns com os outros, mas este mal-estar não vai ser esquecido… e, por vezes, esses poucos submissos e lerdos, lembram-se disso.
Acusam-nos de não sabermos nem ler nem interpretar, não intuímos o espírito da lei na nossa ignorância, não temos, nem artes divinatórias, nem dons para ler mentes tortuosas.
Aumentam-nos o tempo de serviço - com excepções para um grupo numeroso donde se esperam mais (???) votos - sem período transitório, quando nós sempre cumprimos a nossa parte legal e religiosamente. Argumentam a média da esperança de vida (com qualidade de vida?) e, ao mesmo tempo, escorraçam-nos sem dignidade. Por dinheiro.
Os colegas mais velhos, dignos e verticais, abandonam a Escola. Choram, uns por dentro, numa tristeza sem nome, outros derramam lágrimas verdadeiras, enchem-lhes os olhos, já não as conseguem segurar e fogem…Os governantes não sentem nenhum pesar, até parecem vangloriar-se, cínicos e perversos.
O elo entre gerações vai perder-se… A experiência e saber dos mais velhos serão ignorados…Nem poderão aliar-se à novidade e ao saber tecnológico dos mais novos… Tal como nos centros comerciais, desejam tudo novo, brilhante, lustroso e juvenil, como se a juventude se eternizasse, e a velhice tivesse que ser escondida e apagada, como se os brilhos e as luzes não falseassem todas as superfícies.
(Escrevo em borbotões o que me vai na alma, o que percebo e sinto, talvez tudo isto não faça muito sentido… prende-se a voz na garganta, comprimida, saem as palavras em lágrimas e um peso afoga-nos o coração, somos assim sentimentais!!!...)
Dentro de anos, compreender-se-ão as consequências destas medidas…. não haverá volta atrás…
Mas, enquanto houver conhecimento, haverá alunos, haverá professores e, muitas vezes, trocarão de papéis…
(E os professores continuam a ser mais respeitados – os pais continuam a deixar os filhos todas as manhãs nas Escolas – do que os políticos!!!)
No entanto, não há ditaduras… ( corrijo o lapsus calami ) … não há maiorias absolutas que sempre durem…

Alexandrina Pinto

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Conferência de Imprensa ME - mais do mesmo Não!

A Ministra da Educação continua a mostrar grande desrespeito pelos Professores como vem sendo seu apanágio. Culpa as Escolas outra vez pela complexidade de uma avaliação que ela própria e os seus secretários de estado engendraram. Quer simplificar um processo que - repete - vai manter, ideia que em si mesma é contraditória. Conclui-se portanto que o rigor que tanto prega não é o mais importante. Importante é manter uma má lei, mesmo quando já se reconhece a confusão, desgaste e mal-estar que já causou.
Os professores não aceitam remendos nem responsabilidades.
Apenas aceitam a SUSPENSÃO deste modelo;
a sra. Ministra continua a reclamar que NUNCA houve avaliação; quero crer que afirma isso tão convictamente porque não conhece as leis do ME.
Não perdoo à sra. Ministra o ataque cerrado que faz aos Professores deste país. Com o anúncio desta simplificação, mostra mais uma vez a falta de consideração que nos tem.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Sempre a procrastinar ...

O presidente do Conselho das Escolas vai enviar até sexta-feira à ministra da Educação a deliberação oficial que defende a necessidade de «suspender o actual modelo de avaliação de desempenho, até que este seja substituído por um competente».
«Vou enviar oficialmente uma carta à ministra com essa deliberação, ainda esta semana», garantiu Álvaro Almeida dos Santos, depois de confrontado pela Lusa com críticas manifestadas por vários membros do conselho, insatisfeitos por o presidente não ter entregue nem comunicado terça-feira a Maria de Lurdes Rodrigues a posição aprovada pela maioria, no dia anterior.
Em declarações à Lusa, o responsável do Conselho das Escolas (CE) alega que só não o fez porque a posição já era do conhecimento público, ao ter sido divulgada na comunicação social, uma decisão que causou «incómodo» no seio deste órgão consultivo que representa todos os conselhos executivos do país, levando até alguns membros a pedir a demissão do presidente.
Críticas ao presidente do CE
«O presidente tem tido claramente uma atitude servil em relação ao Governo, o que é totalmente inaceitável. Já não tem condições para continuar à frente do CE, pelo que devia apresentar a demissão», disse à Lusa José Eduardo Lemos, autor da moção aprovada por 30 dos 53 membros do Conselho que se reuniram segunda-feira.
Na moção em causa, defende-se a necessidade de «suspender o actual modelo de avaliação de desempenho, até que este seja substituído por um modelo competente, compreendido e aceite pela maioria daqueles a quem se dirige».


http://diario.iol.pt/sociedade/escolas-conselho-das-escolas-avaliacao-educacao-professores-iol/1015040-4071.html

manifestações e GREVE!!!

Acções anunciadas esta tarde pela Plataforma Sindical dos professores com vista à suspensão do modelo de avaliação
17 a 21 de Novembro – prioridade à suspensão da avaliação em todas as escolas
25 Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Norte
26 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Centro
27 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região de Lisboa
28 de Novembro - manifestações de professores em todas as capitais de distrito da região Sul
3 de Dezembro - Greve nacional de professores e educadores
4 e 5 de Dezembro - Vigília de 48 horas à porta do Ministério da Educação
9 Dezembro – greves nas escolas da região Norte
10 de Dezembro- greves nas escolas da região Centro
11 de Dezembro - greves nas escolas da região de Lisboa
12 de Dezembro - greves nas escolas da região Sul
A partir de 15 de Dezembro, com os alunos já em férias, greves às reuniões de avaliação

terça-feira, 18 de novembro de 2008

O estatuto do aluno e faltas justificadas

Aqui se explica como um Despacho mirabolante e bizarro clarifica(?) uma Lei não menos estapafúrdia

http://www.inverbis.net/opiniao/estatuto-aluno-faltas-justificadas.html

via www.educar.wordpress.com

e ainda pela portadaloja http://portadaloja.blogspot.com/2008/11/aldrabice.html

Recebi este mail...

Exmo(a) Sr(a). Professor.>>
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de > Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos > Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a > qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não > agrupadas vão estruturando o processo.>> Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente > apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o > calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão > de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.>> A aplicação está disponível no seguinte endereço: > https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008.> Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de > gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:> https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2>> DGRHE


É uma falta de vergonha! Acabei de assinar outra vez uma moção a dizer que suspendo ( com a maioria dos meus colegas) todas as iniciativas a este respeito. Na Direcção Geral, não andam bem informados. Querem dividir para reinar, de modo a que aqueles que são desonestos e nada solidários vão pela porta do cavalo entregar os objectivos para ver se têm uma medalha ...

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Para esclarecimento ESTATUTO DO ALUNO... a quem não souber ler

Notas sobre despacho da Ministra sobre a aplicação do disposto no Estatuto do Aluno relativamente ao regime das faltas justificadas

- O artigo 22.º n.º 2 do Estatuto do Aluno prevê que
“Sempre que um aluno, independentemente da natureza das faltas, atinja um número total de faltas correspondente a três semanas no 1.º ciclo do ensino básico, ou ao triplo de tempos lectivos semanais, semanais, por disciplina, nos 2.º e 3.º ciclos no ensino básico, no ensino secundário e no ensino recorrente, ou, tratando -se, exclusivamente, de faltas injustificadas, duas semanas no 1.º ciclo do ensino básico ou o dobro de tempos lectivos semanais, por disciplina, nos restantes ciclos e níveis de ensino, deve realizar, logo que avaliados os efeitos da aplicação das medidas correctivas referidas no número anterior, uma prova de recuperação, na disciplina ou disciplinas em que ultrapassou aquele limite, competindo ao conselho pedagógico fixar os termos dessa realização.”

2 - O artigo 22.º n.º 3 do mesmo Estatuto prevê que “quando o aluno não obtenha aprovação na prova referida no número anterior, o conselho de turma pondera a justificação ou injustificação das faltas dadas, o período lectivo e o momento em que a realização da prova ocorreu e, sendo o caso, os resultados obtidos nas restantes disciplinas, podendo determinar.

a) O cumprimento de um plano de acompanhamento especial e a consequente realização de uma nova prova;

b) A retenção do aluno inserido no âmbito da escolaridade obrigatória ou a frequentar o ensino básico, a qual consiste na sua manutenção, no ano lectivo seguinte, no mesmo ano de escolaridade que frequenta;

c) A exclusão do aluno que se encontre fora da escolaridade obrigatória, a qual consiste na impossibilidade de esse aluno frequentar, até ao final do ano lectivo em curso, a disciplina ou disciplinas em relação às quais não obteve aprovação na referida prova.”

3 - Mais, o artigo 22.º n.º 5 do mesmo diploma indica como sanção para a não comparência do aluno à realização da prova de recuperação, a aplicação das penas previstas nas alíneas b) ou c) do número 3, já acima transcritas.

4 - Da leitura e interpretação destas disposições normativas, pode-se aferir que era intenção do legislador punir os alunos que atingissem determinado número de faltas, independentemente da natureza das faltas (justificadas ou injustificadas), com a realização de uma prova de recuperação, e que caso o aluno não conseguisse obter aprovação na mesma, poderia ter como sanção a retenção ou a exclusão do mesmo, de acordo com a sua situação.

5 - Vem agora o Ministério da Educação, através de um despacho da Ministra da Educação, normativo de menor hierarquia e importância do que uma Lei, indicar que, das faltas justificadas, designadamente por doença, não pode decorrer a aplicação de qualquer medida disciplinar correctiva ou sancionatória, não podendo por isso da prova de recuperação decorrer a retenção, exclusão ou qualquer outra penalização para o aluno.

6 - Tal interpretação e clarificação por parte do Ministério da Educação contrariam o disposto na Lei n.º 3/2008, de 18 de Janeiro, que aprova o Estatuto do Aluno.

7 - Mais, no Estatuto do Aluno está legislado no artigo 22.º n.º 2 que é ao conselho pedagógico que compete a fixação dos termos da realização da prova de recuperação. Ora o despacho que agora foi emitido pelo Gabinete da Ministra estabelece no n.º 4 que a prova de recuperação é da exclusiva responsabilidade do professor titular de turma, no primeiro ciclo, ou do professor que lecciona a disciplina em causa, nos restantes ciclos e níveis de ensino.

8 - Por estes motivos entendo que poderemos estar perante um despacho ilegal, na medida em que um despacho não pode alterar o previsto nas disposições de uma Lei, a qual só pode ser alterada por um diploma com a mesma densidade jurídica.

FNE 17/11/2008

Magalhães só para a foto

Educação

Sócrates entregou Magalhães só para a fotografia
Por Margarida Davim
José Sócrates esteve na Escola do Freixo, em Ponte de Lima, a entregar computadores aos alunos do 1.º ciclo. Mas, depois de o primeiro-ministro ir embora, as crianças tiveram de devolver os Magalhães .

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=117181

domingo, 16 de novembro de 2008

António Barreto in Pùblico de 16 de Novembronde 2008



Embora o seu discurso não pareça muito coerente... também é dos que pensam que os professores durante trinta e tal ( durante 100?) anos nunca trabalharam... mas , apesar disso " escreve "Os jornais já publicaram mil pormenores sobre o sistema de avaliação, dos formulários às regras e procedimentos. O esc+arnio é constante. A ministra queixa-se de que o seu sábio sistema foi ridicularizado! É verdade. Mas não merece menos que isso . Além de absurdo e inútil, este exercício parece uma punição, a fazer lembrar os castigos infligidos, por praxe sádica ou despostismo, nas forças armadas de muitos países. Não é só este sistema que está errado: é o princípio mesmo de uma avaliação centralizada, de âmbito nacional e uniforme.
A avaliação ministerial, burocrática, formal e pseudiocientífica é um enorme erro."

15 de Novembro - professores na rua outra vez





























Manifestação de Professores - 15 de Novembro 2008


Estivemos lá ...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Carta Aberta do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino

Carta Aberta do Sindicato dos Inspectores da Educação e do Ensino
ao Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação
Senhor Secretário de Estado
Não pode deixar de nos preocupar – enquanto inspectores da carreira técnica superior de inspecção da educação – a notícia inserta na página 9 do “Público” de hoje, 11 de Novembro, com o título “Governo não avança para já com processos disciplinares a quem recusar avaliação” – a serem autênticas as declarações que a agência “Lusa” lhe atribui, Senhor Secretário de Estado, e que o jornal transcreve. “O ministério da Educação não fará nada para aplicar esses processos [disciplinares] neste momento”, terá dito o Senhor. Mesmo que tenha dito apenas isto, é óbvio que o Senhor Secretário de Estado já disse demais. Ao dizê-lo, faz recair sobre os docentes, ao mesmo tempo, uma ameaça e uma chantagem – e infecta com um acriterioso critério de oportunidade um eventual desencadeamento da acção disciplinar. Como se lhes dissesse: «”neste momento” ainda não vos posso apanhar, mas não esperam pela demora…». Por que é que “neste momento” o Ministério não fará nada?… Porque entende que “neste momento” a acção não é oportuna. E pode a tutela reger-se, nesta matéria, por critérios de oportunidade?… A resposta é: sim, pode. E quais são eles? Bem, as coisas aqui complicam-se, porque a resposta fica eivada de uma fortíssima carga subjectiva, uma vez que, nesta matéria, não estão taxativamente definidos limites que impeçam um elevado grau de discricionariedade. Digamos que, no essencial, mais do que por condicionantes legais, são as condicionantes éticas que devem filtrar a oportunidade do recurso a critérios de oportunidade. E é neste domínio que devem ser apreciadas as suas declarações, Senhor Secretário de Estado. Mesmo na hipótese de comportamentos de docentes poderem configurar infracção dolosa da lei – nada impede que, por critérios de oportunidade ou outros, se decida não agir disciplinarmente sobre eles, agora ou em qualquer altura. A própria lei consagra essa possibilidade. Mas para tal os critérios têm de ser transparentes e publicitáveis, sob pena de – no caso ora em apreço – a oportunidade servir de biombo ao oportunismo e a discricionariedade servir para esconder a arbitrariedade. Em rigor, não estando nós dentro da sua cabeça, não sabemos por que é que o Senhor Secretário de Estado entende que este não é “o momento”, mas algo nos diz que este seu juízo de valor se relaciona com o facto de no passado dia 8 terem estado na rua 120.000 professores em protesto contra o Ministério da Educação…Por outro lado, quando e se “o momento” surgir, quem vai fazer o quê? Vão os Senhores Presidentes dos Conselhos Executivos, ou os Senhores Directores Regionais da Educação, ou a Senhora Ministra da Educação, instaurar processos disciplinares às centenas ou aos milhares?… Vamos nós, os Inspectores da Inspecção-Geral da Educação, instruir processos disciplinares às centenas ou aos milhares?… Isto é: vamos tentar resolver(!) pela via da acção disciplinar problemas que possuem a sua raiz claramente fora dela – correndo o risco de instrumentalizar e governamentalizar a Inspecção, sem honra nem glória para nenhuma das partes implicadas e, no limite, com prejuízos para todas elas? Não se pode pedir aos Inspectores da Inspecção-Geral da Educação que retirem do lume as castanhas que outros lá colocaram. Basta de alimentar fantasmas que Professores e Inspectores, e mesmo algumas tutelas, há muito lutam para que desapareçam, particularmente desde o 25 de Abril de 1974! O Senhor Secretário de Estado provavelmente desconhece – e para que o conhecesse bastava que lesse Camões – que uma lei não é justa porque é lei, mas porque é justa, e que o que há de mais permanente na lei é a sua permanente mudança, e que mesmo esta já não muda como “soía”, e que, se assim não fosse, o Código do saudoso Hamurabi continuaria em vigor; o Senhor Secretário de Estado, se alguma vez o soube, esqueceu tudo o que leu do sempre presente Henry David Thoreau e da sua “desobediência civil” O que há de doloroso em tudo isto – e ainda mais num Ministério da Educação – é que, no fundo, estamos confrontados com um problema de cultura, ou de falta dela. Perante isto, os critérios de oportunidade, ou as suas declarações, Senhor Secretário de Estado, ou a potencial instrumentalização e governamentalização da Inspecção – tornam-se, a prazo, questões irrelevantes. Mas temos também a obrigação de, no imediato, sabermos lidar com a circunstância, e de compreendermos a gravidade que ela assume. Não questionando a legitimidade dos governos no quadro do Estado de direito democrático, a verdade é que, exactamente por esse quadro, as Inspecções da Educação são inspecções do Estado e não do governo, e não podem deixar de funcionar sob o registo de autonomia legalmente consagrado. Citando aquele que foi o primeiro Inspector-Geral (da então Inspecção-Geral do Ensino), “a Inspecção, isto é, cada Inspector, está condenada/o a ser a consciência crítica do sistema”. Entre nós, Inspectores de todas as inspecções da educação, costumamos dizer que, não raramente, andamos “de mal com os homens por amor d’el-rei e de mal com el-rei por amor dos homens”. Uma exigência, Senhor Secretário de Estado: os Inspectores da educação querem ser parte da solução, não querem ser parte do problema. O Senhor Secretário de Estado e o Ministério da Educação – o que é que querem?…
Pel’A Direcção do S.I.E.E.
José Calçada
(Presidente)
Porto, Novembro, 11, 2008

Quando as leis são más... e os governos arrogantes

Chuva de ovos recebe secretários de Estado da Educação à entrada de escola em Chelas

Ler a notícia aqui http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349892&idCanal=58

Normalmente, eu estaria na linha da frente a criticar este procedimento. Mas quem faz leis numa corrida desenfreada sem nexo nem reflexão, com uma arrogância de donos da verdade absoluta... ( que a não há : até a fruta, afinal, já pode vender-se sem a calibragem que a "Bruxelas" ditou há dez anos como a vantagem suprema... ) , que respeito merece? E uma lei, quando é má, deve ser cumprida???

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Reflectindo...

Ler as "Estratégias Simplex"

in http://www.educar.wordpress.com/

http://educar.wordpress.com/2008/11/12/estrategias-simplex/

e com um bocadinho de tempo e paciência a opinião do Paulo Guinote sobre avaliação de desempenho publicada na OPS

http://www.opiniaosocialista.org/02dossie04.htm

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Manif professores dia 15 de Novembro

http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1349493
Dois movimentos de professores mantêm a convocatória de uma manifestação para Sábado, em Lisboa, contra o processo de avaliação e pela necessidade de pôr fim ao memorando de entendimento assinado pela Plataforma Sindical com o Ministério da Educação.
(...)
"A manifestação do dia 15 de Novembro, iniciativa que surgiu no seio dos professores (...) ganhou hoje uma legitimidade acrescida. Quando a Ministra da Educação reage ao enorme protesto que os professores fizeram hoje desfilar nas ruas de Lisboa como se 120 mil docentes em luta fosse um pormenor irrelevante, mostra que a nossa contestação não pode parar a 8 de Novembro", refere o comunicado, escrito sábado mas divulgado hoje.

Manifestação - 15 de Novembro


“Segunda-feira, 10 de Novembro de 2008Todos os dias são dias de luta. O dia 15 também é!
Aos Sindicatos
Aos Movimentos de professores
A todos os professores
Depois da 2ª manifestação com mais de cem mil profs na rua, a ministra não muda o discurso hipócrita, falso e acusatório. Pois bem, venho apelar aos sindicatos, aos movimentos de profs, a todos os professores, que mais uma vez se unam e façam um apelo às comissões de pais de norte a sul do país, aos alunos, estudantes para se unirem a nós e no próxímo dia 15/11 marcharmos todos em defesa da Escola Pública.Esta é a hora, perante tal arrogância temos que reagir de imediato aproveitando a manifestação que já está marcada. As palavras de ordem desta manifestação deveriam ser:
-em defesa da Escola Pública
-abaixo o estatuto do aluno
-abaixo o novo regime da educação especial
-queremos apoio especializado para os nossos alunos
-suspensão deste modelo de avaliação de desempenho
-abaixo o novo modelo de gestão das escolas
-abaixo a divisão da carreira em titulares e outros-renegociação imediata do Estatuto da Carreira Docente
É importantíssimo chamar para a nossa luta as famílias e os alunos, todos juntos vamos obrigar a ministra a engolir o que disse, deixando cair esta politica corrusiva.Apelo aos sindicatos, aos movimentos de profs, a todos nós para não desperdiçar-mos esta oportunidade pois já há muitos professores mobilizados para o proximo sábado.Sou professora há 35 anos, sou sindicalizada e sei que para vencermos, temos que estar unidos.
Elvira Duarte”
Fonte: profavaliação

Depois da manifestação... reflexão

Para reflexão , depois da manifestação que levou à rua 120 mil professores... e que, a fazer uma ronda pelos órgãos de comunicação social , parece que nem existiu... Poerque será?

http://educar.wordpress.com/2008/11/10/opinioes-jorge-miranda/

E vêm-me outra vez à ideia as palavras de José Gil

"Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?"

José Gil in Visão de 21/02/2008

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Infanta D. Maria - resistências

http://educar.wordpress.com/2008/11/05/resistencias-escola-secundaria-infanta-d-maria-coimbra/

Comentário de José Luiz Sarmento ( http://legoergosum.blogspot.com/) na Educação do Meu Umbigo , a propósito da posição dos Professores da Escola Sec. Infanta D. Maria , Coimbra

E isto vem confirmar uma coisa que eu ando a dizer há bastante tempo:

a tragédia da Ministra não é só ter contra si a maior parte dos professores;
a tragédia da Ministra é ter contra si os melhores professores.


De mal a pior ... o CCAP

O novo Presidente do CCAP começa mal... muito mal... mas que se espera de pessoas que aceitam estes cargos?

Ler entrevista e pertinentes comentários de Ramiro Marques

http://www.profblog.org/2008/11/novo-presidente-do-ccap-afirma-que-o.html

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vivaci... vida ou morte de uma cidade?

Hoje os "senhores" cá do burgo terão a honra(?) de inaugurar um monstro pelo nome de Centro Comercial Vivaci no centro da cidade... o zé povo amanhã irá a correr para lá, abrir os olhos de espanto, ver o "monumento"... iludido , extasiado, deslumbrado... o trânsito hoje já reflectiu a mudança... oxalá amanhã o comércio tradicional não se arrepele... e feche... e acabe a euforia antes do que se pensa... por agora , tudo é festa!(???)

Ficam as interrogações... mas dizem que o zé povo , desde que lhe dêem circo, até esquece que lhe falta o pão... espero que não se esqueçam...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Os "bombeiros" atacam Escolas ... agora em Seia

( via www.profblog.org do Ramiro Marques)

Um mail de um colega colocado na Escola Secundária de Seia
Caros(as) Amigos(as):
Ontem esteve na secundária de Seia um dos chamados 'bombeiros da avaliação' ou 'INEM da avaliação'. Trata-se de um elemento pertencente ao grupo dos 22 'artistas' que está vocacionado para 'apagar' fogos nas escolas mais lerdas e que respondeu, prontamente, ao SOS que nós (intencional e sabiamente) lançámos. Previsto apenas para avaliadores, por pressão dos mesmos, a sessão foi aberta ao 'povão'.
O 'prélio' foi um fiasco e apenas serviu para a mulher levar nas orelhas. Perante a nossa argumentação, o que foi transmitido pode ser assim resumido:
- Simplifiquem; as escolas é que complicam.
- Reduzam o nº de objectivos;
- Juntem ou suprimam os itens das fichas;
- Dêem a volta à questão dos resultados dos alunos e abandono escolar (concordou comigo quando eu sugeri que o professor, na formulação dos seus objectivos para esses campos, assumisse um qualquer compromisso/contributo a desenvolver/aplicar para melhorar, globalmente, os resultados da escola e não tivesse que fixar uma meta quantitativa individual.
- Façam as coisas para a 'molhada' ter bom (ela disse todos, mas quase a 'comemos' e ficou algo aflita…);
- Atirem a definição de objectivos para mais tarde (Novembro/ Dezembro/…)
- Isto é para experimentar; sem stress…
- A maior parte das fichas que para aí anda 'é de loucos'.
- Vai chegar às escolas um guião para a definição dos objectivos.
- Informalmente, disse-me que a ministra teve que apagar uma cena de ciúmes das Equipas de apoio às escolas (antigas CAE) em relação ao tal grupo dos 22. As equipas também querem ir às escolas 'evangelizar'. Só que…falta-lhes formação para….
Moral da história: gastam-se mais uns cobres, os 22 dão formação às EAE e …pronto! Dentro de algum tempo teremos mais gente a chatear as escolas.