sábado, 9 de abril de 2016

Vandalismo(s)

Uma pessoa põe-se a andar pelas ruas e ruazinhas da cidade.
Já nem nos incomodamos com as janelas e portas entaipadas, lojas fechadas,  - já nem dizem "aluga-se" nem "arrenda-se", fecharam e pronto! - casas em ruínas a cair aos pedaços, correntes e cadeados a fechar as portas de coisa nenhuma.
Reparando melhor: há quem se divirta a escaqueirar o mobiliário urbano - aquele corrimão para ajudar os mais velhos a subir as escadinhas nas ruas antigas já foi arrancado outra vez; a iluminação de certos lugares está toda esventrada e os fios à mostra; aos bancos aqui e ali falta uma ripa de madeira; os caixotes pequenos para lixo ou papel, todos rebentados, o lixo, portanto, acumula-se aos cantos, sejam eles frequentados ou não, mesmo com campanhas pelo ambiente a todo o momento, em todo o lugar; até certas lajes dos pavimentos ( e não são as da Praça velha onde circulam os automóveis!) foram arrancadas e partidas, como se nada fosse nosso, nem nos custasse parte do nosso dinheiro.
Parece que ainda temos muito que aprender, muito caminho para andar!
!

domingo, 8 de dezembro de 2013

«O Meu Livro Zero», Célio Rolinho Pires



Foi ontem apresentada a obra «O Meu Livro Zero», "um conjunto de textos poéticos" de Célio Rolinho Pires por José Teles na Biblioteca Eduardo Lourenço, Guarda e pelo próprio Autor. Na mesma apresentação foram ditos alguns poemas por Américo Rodrigues.

Obras do Autor:
Os Cabeços das Maias (1995)
Rosas de Santa Maria (1997)
O País das Pedras (2001)
A Guarda no Caminho do Estremo (2005)
Pêga  - Terra de Panchurras (2008)
Na Rota das Pedras (2011)


quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Assim vai a vida... dos velhos!



Centro de Saúde X

Para marcar uma consulta para os utentes da Aldeia Y ( atingida pelos incêndios deste Agosto, portanto, além de não haver, durante algum tempo, linha telefónica e sem  acesso ao sistema – seja lá o que isso for - e tal, está de baixa a pessoa que faz as marcações e dá apoio ao médico):

- Ah não posso, não tenho agenda. Tem que vir dia tal – o dia da consulta – que só começamos a marcar as consultas às 11 e 30 desse dia.

( Nota: As consultas começam às 14h)

- Não tem agenda? 

- Agenda no sistema! (sorri-se meio a zombar da ignorância dos pacóvios que não sabem que só há as agendas do sistema!)

- E não há uma folha de papel, onde se possam começar a anotar as marcações?

- (Agora o riso é mesmo às claras…) Não, só na agenda e essa aldeia ainda não tem cá agenda.

                Entretanto, já tinham sido passados dois recibos num quarto de folha A4, recibos que foram cortados diligentemente da folha A4, ficando o recibo no quarto da folha A4. 

Para onde tinha ido o resto da folha A4?

                Amachucado diligentemente, tinha ido parar ao cesto dos papéis.

                Só me apeteceu dizer: podia pegar num desses ¾ da folha A4 e ir anotando o pedido das consultas. 
                Mas a pessoa ia explicando:
- Tem que vir cá amanhã às 11 e meia. A essa hora começamos a marcar as consultas.

                E lá ficou a pessoa com um sorriso do tipo: não vês que não há outra alternativa, estúpido?

                Isto já ocorre desde 15 de Agosto e ainda não houve ninguém que percebesse que era preciso tomar outras medidas para as consultas destas pessoas, na maioria idosas. E, como não há outras ordens, os pequenos poderes regalam-se com esta dependência deles e do sistema que só eles conhecem. E, como estamos em eleições e os presidentes da Junta estão no limbo, ninguém se mexe a exigir respeito por estas pessoas. E, ainda em 2013, as pessoas, sobretudo as mais velhas, as mais vulneráveis, passam a vida a lutar por cada um dos seus direitos, como se continuassem a não os ter.

NOTA: Apesar de ter presenciado isto, não fui autorizada pela pessoa que acompanhei a divulgar nem nomes de lugares nem de aldeia. Porquê? Medo de represálias, para o caso de precisarem de marcar mais consultas - aquele medo do "antigamente" - e porque as pessoas são todas conhecidas umas das outras e não querem criar confusões! 
              E assim vai a vida!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Passos à Volta da Memória V: Um poeta na cidade


Ainda há tempo para acompanhar a Visita encenada deste ano
até  31 de Agosto de 2013 de Terça a Sábado
17h30, Praça Velha

Coordenação geral:Américo Rodrigues
Autoria de texto e encenação: Antónia Terrinha
Interpretação: André Amálio

Uma produção da Culturguarda para a Câmara Municipal da Guarda



terça-feira, 23 de abril de 2013

"O ponto cego" de Américo Rodrigues

Foi ontem na apresentação do livro "O ponto cego" de Américo Rodrigues, http://cafe-mondego.blogspot.pt/2013/04/e-hoje.html com a presença do cientista e professor Carvalho Rodrigues que discorreu sobre o livro de forma magistral ( eu gostei muito!) e ainda do médico e amigo do autor Vasco Queiroz que leu alguns poemas (leitura de excelência). O autor falou das suas obras com o coração. Lançou também «uma plaqueta composta com caracteres móveis, na tipografia do meu amigo José Guedes, intitulada "Camões, nome de cão com pulgas"».

sábado, 12 de janeiro de 2013

Centro Cultural da Guarda - Memória, Arte, Tradição , Hélder Sequeira

 A obra "Centro Cultural da Guarda - Memória, Arte, Tradição", da autoria de Hélder Sequeira e Design Gráfico de Agostinho da Silva foi apresentada ontem, Sexta-feira, dia 11 de Janeiro ao público e encerra as actividades que ao longo de 2012 assinalaram os 50 anos desta instituição. Nas palavras de Hélder Sequeira são "apontamentos" que poderão servir de base a estudos e investigações mais profundas e alargadas sobre este Centro de Cultura. O Orfeão, o Coro Sénior, o Conjunto Rosinha e o grupo de rock/pop "Sessenta e cinco" animaram o serão, com profissionalismo. Que venham mais 50!



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"Vínculos quebrantáveis" - O Morgadio de Boassas e suas relações -séculos XVI-XVIII, de Nuno Resende


Nuno Resende, licenciado em História (Universidade do Minho), MESTRE EM Estudos Locais (Faculdade de Letras Universidade do Porto) e doutor em História de Arte Portuguesa (UP) acaba de publicar "Vínculos quebrantáveis" - O Morgadio de Boassas e suas relações (séculos XVI-XVIII).