sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

Avaliação do desempenho dos professores

- Reflexão-
com a devida autorização de JCosta
1. Quando o pm afirma que não se conforma que, ao fim de trinta anos, o seu governo não seja capaz de avaliar os professores, está a faltar à verdade. Desde 1992 (Dec. Regulamentar 14/92) que os professores são avaliados; muitos não progrediram em função do efeito dessa avaliação.

2. Desde a entrada em funções deste governo que os professores (e não me diga que nenhum é digno de ser escutado), não foram ouvidos em nenhuma das profundas e injustas alterações introduzidas na sua vida profissional;

3. Alterou-se o seu horário de trabalho e, na sua componente não-lectiva, inventaram-se funções mirabolantes, entre elas as famosas aulas de substituição, que estão longe da caricatura, se lhe disser que professores de história vão substituir outros de electricidade, com todos os arranjos e combinações que, a partir deste exemplo, possa imaginar;

4. Congelaram a progressão e, pelo meio, dividaram a carreira docente – que sempre foi horizontal – porque começa-se a dar aulas e termina-se a dar aulas (não é como na tropa do infeliz exemplo do sr. pm). Criaram o mais estúpido dos concursos para provimento dos professores titulares, e com tais regras que, um número significativo dos melhores professores deste país, muitos dos que dão aulas, ficaram de fora.

5. A catadupa de decretos, despachos, circulares e quejandos tem infernizado diariamente a vida dos professores e a escola que deveria ser um lugar tranquilo e sereno para transmitir o conhecimento, educar e ensinar, está transformada num inferno insustentável.Quintanilha:Os professores não são malfeitores, muito menos bodes expiatórios da despesa pública; são cidadãos que cumprem a s suas obrigações e todos os dias lançam às crianças e jovens deste país o fermento e a semente que poderão fazer deles homens e mulheres autónomos e preparados para enfrentar o futuro difícil que os espera.

A terminar acrescento ainda dois aspectos:
(i) nenhuma reforma de ensino terá sucesso contra os professores;
(ii) a defesa da escola pública de qualidade assenta na dignificação da profissão docente. Se não entender o que aqui fica, paciência; quem sabe se mais uns anos de escola não farão o milagre de ao menos respeitar o trabalho dos outros.
jcosta

Mais cego ...

29.02.2008 - 12h52 Lusa, PÚBLICO
Um agrupamento escolar em Leiria está a usar como critério na avaliação dos seus professores o facto de verbalizarem a insatisfação face a mudanças no sistema educativo, denunciou hoje o líder do Bloco de Esquerda.“Verbaliza a sua insatisfação/ satisfação face a mudanças ocorridas no Sistema Educativo/ na Escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos seus pares” é um dos indicadores incluídos no critério da “dimensão ética” para a avaliação dos professores no agrupamento escolar Correia Mateus, em Leiria, segundo Francisco Louçã.Louçã mostrou a ficha de avaliação em causa no debate quinzenal com o primeiro-ministro no Parlamento, acusando a presidente do conselho executivo do agrupamento escolar de agir como “zelote do Partido Socialista em Leiria”.“Veja tão baixo que chega esta opção do Governo (...) O senhor primeiro-ministro incendeia as escolas. O grande problema nas escolas é o combate ao insucesso escolar e não a avaliação”, defendeu.

O perigo já é enorme, quando um parâmetro de uma grelha deste tipo chega ao Pedagógico, muito maior ter sido aprovado (!!!) num Departamento ( adenda: um professor do agrupamento diz emwww.educar.wordpress.com que a grelha foi apenas mostrada a alguns docentes em segredo(???) e apresentada assim ao Pedagógico!!!) para chegar até lá, e inconcebivelmente maior ter sido sequer pensado. Esta amostra deveria ser suficiente para se perceber o perigo desta avaliação. Mais cego é aquele que não quer ver...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Todos os trabalhadores são avaliados? COMO?

A mim mete-me confusão muita coisa ultimamente. Anda a fazer-me maior confusão ainda o seguinte:
1. Por que razão , nestes tempos mais recentes os professores são "diabolizados" e "bodes expiatórios" dos problemas de todos os cidadãos... quando ainda há pouco os professores eram pessoas a quem se reconhecia respeito e consideração???
2. Grita-se por todo o lado que os professores têm que ser avaliados, porque TODOS os profissionais o são... Então não o digam , mostrem. Mostrem-me as grelhas e os critérios de avaliação dos srs engenheiros , arquitectos, juízes, jornalistas ( Fátima Campos Ferreira podia ter ela própria agarrado na grelha de observação dos trabalhadores ( deveria dizer colaboradores) da RTP e mostrava-a , Miguel de Sousa Tavares na TVI também... (mas a ele avaliam-no pelo nº de exemplares vendidos que os seus comentários na TV também seriam menos bem avaliados muitas vezes...), porque os trabalhadores de fábricas de sapatos, camisas, peças de automóveis e outros já são avaliados pelo nº de sapatos, camisas e peças que deixam "feitas" no fim do turno, mais a assiduidade e pontualidade... Mas nós não fabricamos calçado, a matéria-prima com a qual temos o privilégio de "trabalhar" são pessoas, crianças, adolescentes e jovens em formação, matéria-prima muito delicada, mas ao mesmo tempo muito exigente , que nos "escrutina "/avalia todos os dias, em todo o momento bem como os Encarregados de Educação e estes "passam" as aulas a "pente fino" ou que pensam as pessoas??? Então desafio TODOS os trabalhadores deste país, mostrem os critérios, as grelhas de observação, TUDO , ponham cá fora TUDO o que respeita à avaliação de TODOS os trabalhadores ... ou então desculpem a irritação, façam o favor de calar esse argumento que não pega... digo eu.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Estão cegos e surdos: avaliação de professores

Assinada por um Director Geral, Jorge Sarmento Morais e datada de ontem 26/02/2008

CIRCULAR B080002111G.pdf

http://www.dgrhe.min-edu.pt/circulares/pdf/B080002111G.pdf

Viseu: cordão humano contra a política educativa do Governo socialista

Mais de 1.500 professores «invadiram» esta quarta-feira as ruas da cidade de Viseu, num cordão humano que pretendeu dizer «basta» à política educativa do Governo socialista, escreve a Lusa.

Professor sofre pressão para retirar blogue

Professor sofre pressão para retirar blogue
Pedro Antunes Pereira
O Departamento de Sociologia da Educação da Universidade do Minho pressionou o professor Daniel Luís a encerrar dois blogues de humor que tinha na internet, por estes abordarem de forma sarcástica temas do quotidiano, que não poupava, por exemplo, professores e alunos. Foi com esta notícia que o "Comum", jornal dos alunos do curso de Ciências Comunicação daquela unidade de ensino, que passa a ter uma periodicidade semanal, inaugurou anteontem sua edição em papel. No suporte online este jornal já existe desde 2005. O docente universitário explica, em entrevista ao "Comum", que a direcção do departamento considerava desprestigiante a imagem que os blogues forneciam dele próprio, do departamento e, acima de tudo, da universidade.O autor dos blogues "Dissidências" e "DissidênciasTV", que também continha vídeos de "sketches"por ele produzidos, alojados no portal do semanário "Sol", acrescenta ainda que os seus superiores justificaram a pressão por acharem que os assuntos tratados não representavam o que o departamento pensa, nem a sua profissão. Disseram-lhe, conta " Um professor universitário não pode ser escritor criativo nem humorista".Daniel Luís revela que "foi proibido de participar em eventos ligados ao humor, apesar dos blogues serem um hobbie". O acatar da decisão é justificado pelo receio de perder o emprego.Segundo apurou o JN, o reitor da Universidade não se pronunciou ontem sobre a manchete do "Comum". Ainda assim, Guimarães Rodrigues esclarece que essa é uma decisão da direcção do departamento e que a reitoria nunca foi chamada a intervir ou a tomar uma posição sobre o assunto.
Daqui http://jn.sapo.pt/2008/02/27/televisao/professor_sofrepressao_para_retirar_.html


Professores de Castelo Branco convidados por SMS a participarem numa reunião partidária com a ministra da Educação



A Antena 1 apurou que os professores de Castelo Branco estão a receber convites informais, através de mensagens escritas de telemóvel e de e-mails, para participarem numa reunião de carácter partidário com a ministra da Educação, esta noite, num hotel da cidade. Porém, grande parte dos professores estão a recusar os convites, preferindo participar na vigília de protesto marcada para esta noite junto à sede do Governo Civil de Castelo Branco. Um trabalho do jornalista Paulo Brás.
http://ww1.rtp.pt/wportal/informacao/noticias_audio/index.php?noticia=6950

Professores da Guarda


















Imagens (antes) da concentração dos professores do distrito da Guarda

(foi chegando muito mais gente, e, entretanto, anoiteceu e não tenho fotos) que terminou por volta das dezanove horas. Professores que não se deslocavam a iniciativas deste género desde o 25 de Abril eram às dezenas...

Foi lembrado o nosso colega Zé Costa... grande lutador! Estarias orgulhoso de nós...

28 de Fevereiro - Aveiro, 21h00, Centro Comercial Oita-
29 de Fevereira- Braga, 21h 30m
1 de Março - Lisboa, 16h00, Instituto Português da Juventude (Rua da Polícia)-
3 de Março - Leiria, 17h00, Praça Rodrigues Lobo (com presença de Mário Nogueira)-
4 de Março - Faro, 18h00, frente ao Forum Algarve e deslocação à DREALG (com presença de Mário Nogueira)- 6 de Março - Portimão, 17h30, frente à Câmara Municipal-
8 de Março - Lisboa, 14h30, Alto do Parque Eduardo VII - Marcha da Indignação

Estado do Ensino em Portugal

Um belo texto de Maria João Teles. Leitura obrigatória para todos.



(...) Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog ( até me esqueço dele!) e desabafar. Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia. Desabafar porque estou a sentir-me inútil, enxovalhada, descartável e uma peça partida de um jogo de xadrez qualquer, jogado por aprendizes dessa arte ancestral e que requer tanto inteligência como habilidade. Ou será que se tratam antes de foliões que, num pub rasca qualquer, vão atirando dardos a um alvo para passarem o tempo? Desabafar porque, quando me perguntam qual é a minha profissão, eu já não sei se devo responder orgulhosamente "Sou professora!" ou, em vez disso, "Faço parte de uma companhia circense e, conforme o dia, vou sendo a mulher-palhaço, contorcionista, malabarista, domadora de feras...Olhem! Acumulo funções!" Aproximam-se a passos largos os meus quarenta e três anos. Desde os seis que estou ligada ao ensino. Nunca cheguei a sair da escola. Fui aluna e depois professora. Comecei a leccionar ainda como estudante universitária e esta profissão faz parte de mim como a minha pele. No entanto, hoje sinto-me como uma cobra: com uma urgente necessidade de a mudar e arranjar uma nova. Pela primeira vez, questiono a sabedoria da escolha que fiz relativamente à minha profissão. Escolha consciente, diga-se em abono da verdade...a culpa foi toda minha, ninguém me obrigou e pessoas avisadas bem me alertaram. Mas, também existiam outras que pensavam de forma diferente. Relembro nomes de antigos professores... Daqueles que, por si só, já eram uma aula e não precisavam de recorrer a metodologias e estratégias inovadoras (já agora...se alguém souber de alguma que ainda não tenha sido tentada, não seja egoísta e partilhe-a comigo...eu já não consigo inventar mais!). Recordo como esses professores me incentivaram a seguir esta carreira-"Foste feita para ensinar, miúda! Vai em frente!"- e como um deles, quando o encontrei já bem velhote, comentou com um sorriso "Eu bem sabia! Sempre lá esteve o bichinho!" Que diriam, todos os meus professores que já partiram, sobre tanto decreto regulamentar que, em vagas sucessivas, vai transformando a nossa Escola e os seus professores num circo de muito má qualidade, cheio de artistas saturados, humilhados, mal pagos e fartos de trabalharem num trapézio sem rede? Sou regulada por um Ministério que espera que eu seja animadora cultural, psicóloga, socióloga, burocrata, legisladora, boa samaritana, mãe substituta... Espera-se que tenha doses industriais de paciência e boa vontade, que me permitam aguentar a falta de educação de meninos mal formados, de meninos dos papás, de meninos que estão na escola apenas porque não têm ainda idade para trabalhar (porque bom corpo isso têm!), de meninos que estão na escola a enganar os pais, que até se deixam enganar por conveniência, de meninos que frequentam os Cursos de Educação e Formação e os Profissionais porque acham que é uma forma de fazer turismo com os livros debaixo do braço (desculpem, enganei-me...vou rectificar- "sem os livros debaixo do braço"), de meninos que vêm para a escola para não deixarem que outros meninos, estes últimos sim, com aspirações e provas dadas, possam seguir em frente até serem os homens que os primeiros nem sequer conseguem projectar mentalmente... Além disso, tenho reuniões: de departamento, de conselho de turma, de equipa pedagógica, de Assembleia de Escola (pois foi...também caí na patetice de aceitar presidir a este órgão...mais uma vez a culpa foi minha, pois pessoas avisadas bem me alertaram!), de grupos ad-hoc, de reuniões para decidir quando faremos mais reuniões... Tenho legislação para ler. Labirintos de artigos em que o próprio Minotauro marraria vez após vez num ataque de fúria! Um dédalo legislativo, no qual nem Teseu conseguiria encontrar a ponta do fio. Há papelada para preencher. Pautas dos profissionais, grelhas de observação para cada um dos alunos, registos das actividades de remediação... Não esquecer a reposição de aulas. As dos alunos que faltam por doença, por namoro, por jogo dos matraquilhos...desde que a justificação do Encarregado de Educação seja aceite, lá tenho eu de arranjar actividades de remediação para quem não quer ser remediado! Proibi a mim própria adoecer, visto que também tenho de repor essas aulas, mais as das greves, as das visitas de estudo dos alunos nas quais a minha disciplina não participa ( mesmo estando eu a cumprir o meu horário na escola...não faz mal, depois ofereço um bloco ou dois de noventa minutos gratuitamente!), as das minhas ausências em serviço oficial... A questão é saber quando e como vou repor essas aulas, dado que o meu horário e o dos alunos é incompatível durante os períodos lectivos! Claro que isso não faz mal: dou dias das minhas férias! Afinal, não consta por aí que os professores estão sempre a descansar? Tenho aulas para preparar. Testes e trabalhos para corrigir. Devo investir na minha formação. Quando? Como? Onde? E isto é a ponta de um rolo de lã que, bem aproveitadinho, dava uma camisola e pêras! Ou então uma camisa de onze varas! Fazendo o ponto da situação, sobra-me pouco tempo para aquilo que gosto realmente: ensinar. Pouco tempo para aquilo que me dá prazer: fazer circular o conhecimento. Pouco tempo para conseguir que esse conhecimento ocupe o espaço que, na maioria dos casos, é ocupado por uma crassa ignorância. Agora, dizem-me que vou ser avaliada ( tudo bem, não tenho nada contra o ser avaliada...talvez assim, com as novas emoções, eu descongele, pois há tanto tempo que estou no frigorífico laboral!), mas parece-me que vou voltar a uma espécie de estágio ainda pior do que aquele que enfrentei há dezassete anos atrás. Tenho receio que as escolas se transformem num circo ainda maior. Um circo de palhaços ricos e palhaços pobres. Um circo de compadrios e vingançazinhas pessoais. Um circo em que uma meia dúzia de artistas vai andar vestido de lantejoulas e seguido de cãezinhos amestrados, uma outra meia dúzia vai tornar-se perita na arte do contorcionismo, para evitar obstáculos, e a grande maioria da companhia vai ter de engolir fogo para o resto da vida profissional. Ah! Não posso esquecer que, se tudo correr de feição a este Ministério da Deseducação, até o senhor Zé da padaria vai poder presidir a um órgão de gestão das escolas. Esta não é a profissão para a qual eu me preparei anos a fio. Por isso, estou triste. Estou triste. E não escrevi sobre tudo a que tinha direito. E esta tristeza, para que eu a consiga despejar convenientemente, tem de ser escrita, gravada com letras...não me chega falar dela. Até porque, ultimamente, também já não me apetece falar.


Nota Já anteriormente publicado por Paulo Guinote em http://www.educar.blogspot.com/
E chegado hoje por mail de http://www.savebybell.blogspot.com/

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Avaliação dos professores : recapitulando...

A a valiação do desempenho dos professores que devia merecer outra reflexão e tranquilidade, não ser feita a todo o custo , atabalhoadamente, como se se tratasse de uma corrida contra-relógio... mereceria por exemplo reflexão sobre estes pontos ( republicação):
1) formação dos avaliadores – alguém pensou nisso? ( Alguns avaliadores nem sequer “passaram” por um estágio clássico nem sequer tiveram nunca uma aula “assistida” nem sabem a sensação anómala que produz um observador numa sala de aula a professores e alunos, por exemplo;
2) Os avaliadores/avaliados, em muitas Escolas amigos desde sempre ou vivendo em “cordiais” inimizades vão avaliar-se uns aos outros em anos sucessivos? Não existem conflitos de interesses?
3) O timing para ser lançado tal documento é “perfeito” _ andam os Professores “lançados” na preparação ( falo nos de Língua Portuguesa e Matemática em particular) dos seus alunos para Provas de Aferição, Provas Intermédias, Exames ( a preparação não se faz de véspera… digo eu…)
4) As regras de observação – parece ser à vontade do freguês, rezando todos para que haja bom senso;
5) Horários/ calendários – reformulam-se horários? Faltam os avaliadores às suas aulas? Quem os substitui? Os pais consideram estas substituições correctas e justas para os seus filhos?
6) Os Projectos Educativos, Regulamentos Internos, Projectos Curriculares de Turma terão/teriam que ser reformulados à luz das novas regras – há tempo útil para tudo?
7) E o tempo ainda para analisar documentos , produzir instrumentos de avaliação/indicadores de medida o mais objectivos possível , preencher as fichas inerentes, em consenso com os colegas da Escola ( ou pensam agir sozinhos?) , esperar por recomendações superiores que chegam “às pinguinhas”, proceder às entrevistas de avaliadores e avaliados???
8) A nível individual, rezar , rezar muito para que as turmas atribuídas ( este ano , para o ano , para os seguintes) sejam formadas por alunos muito estudiosos , bem comportados e empenhados ( também se pode ter um outro alunos com mais dificuldades que se vai progressivamente avaliando com melhorias…não tem nada que saber!!!)
9) Esperar por um milagre para que o rapazinho ou rapariguinha que nunca vai à Escola e já está a trabalhar (?) – sou crente pronto-, apareça este ano …
10) E , para terminar rapidamente, embora ainda fique muito por dizer, não esquecer de arranjar tempo para formação contínua… ( aos sábados? ) dinamizar projectos e – NUNCA esquecer – continuar a preparar as aulas e leccioná-las e mostrar bom humor e óptima relação com os alunos, mesmo que…

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Prós e Contras

Lisboa, 25 Jan (Lusa) - O PSD acusou hoje a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, de querer evitar o confronto com a oposição e limitar os temas em debate na edição desta noite do programa da RTP "Prós e Contras".
"Lamentamos que o debate aconteça apenas com a presença dos professores e criticamos o Governo por querer discutir a educação sem a presença dos partidos da oposição", declarou o vice-presidente do PSD Rui Gomes da Silva à agência Lusa.

Testemunho

Escrevi no dia 26 de Fevereiro de 2007, aquando da publicação do diploma regulamentar para professor titular, que me sentia vazia, despojada da minha vida passada, porque, com esse “concurso”, e a abrangência do tempo de serviço que importava ( sete anos) tinha o Ministério da Educação apagado a minha vida profissional. Profissionalmente, não vivera.
Nada contava do que se passara nos anos anteriores ( vinte e cinco ou mais), nem a passagem pelo Conselho Directivo, nem pelo Conselho Pedagógico anos e anos como Delegate de Disciplina, nem como Director de Turma... Nem contava nonhuman actividade que dinamizáramos e em que colaborámos - outros trabalharam muito mais que eu - ( por exemplo, Visitas de Estudo, Feiras do Livro, Exposições, publicação do jornal, publicação de um livro de textos e poemas dos alunos - para o qual andei a pedinchar o dinheirinho de porta em porta como uma triste e "pobre de pedir"- Encontros com Escritores ( noutro dia, vi-me tão antiga que ainda me lembro de ver lá na Escola a Odette de Saint-Maurice !!!), o Dia do Francês com cantorias e danças e já nem me lembro do resto... Tudo fora do horário, evidentemente… Nem contava cada ano em que nem dera uma única falta ...
Quiseram pura e simplesmente apagar a minha vida profissional de uma penada... e, se calhar, como acreditavam que já andava muito motivada, ainda queriam humilhar-me mais e fazer-me crer a mim que nunca fizera nada e que não valia nada... mas estavam enganados, – escrevia eu - porque a minha consciência do trabalho com os meus alunos valia/vale(?) mais que um cargo estupidamente chamado titular e, embora me apetecesse chorar de raiva, não o ia fazer...
Andava eu estoicamente ( e não ando sozinha está bem de ver) a cumprir tanta burocracia e papelada em dias em que , por acaso lecciono noventa minutos de aula, elaborar planos disto e daquilo, relatórios deste e daquele plano, convocar os Pais e ficar com uma cópia da convocatória, convocá-los por telefone e registar esse passo por escrito, enviar informações, registar informações, verificar faltas, verificar se os alunos as justificam, elaborar sínteses disto e daquilo, arquivar todos os papéis sem falhar, precisava de um “guarda-livros” competente, chamar um aluno, verificar se ele come a sopa na cantina , se vai ao Apoio Directo, afinal a direcção do pai está ultrapassada, mudou de casa e não avisou, tentar corrigir alguns trabalhos, quase sempre interrompidos de dois em dois minutos, que está ali outro aluno que lhe quer dar uma palavrinha, pronto! fica tudo para fazer em casa… trabalhos que nunca ninguém vê… Começou o ano de 2008, como quem começa o ano lectivo, tal foi a catadupa de legislação que começou a chegar à Escola… nem tempo havia para ler tanta informação nova , quanto mais processá-la ( todo o trabalho já em curso – somos professores, também as aulas continuaram sempre!!!) , reuniões para tudo e mais alguma coisa, muitas perguntas, poucas respostas, a trabalhar no arame, a tentar adivinhar as entrelinhas, à espera de regulamentação de outros pontos, o esclarecimento de aqueloutros… Novo Estatuto do Aluno ( nem consigo perceber como Pais e Alunos aceitam certas propostas), Gestão das Escolas e, entre outros, a Avaliação de Desempenho… e, sobre esta, várias perguntas sem resposta, perguntas apenas ao correr da pena sem me debruçar profundamente sobre o documento, que isso dava para um tratado de filosofia barato:
1) formação dos avaliadores – alguém pensou nisso? ( Alguns avaliadores nem sequer “passaram” por um estágio clássico nem sequer tiveram nunca uma aula “assistida” nem sabem a sensação anómala que produz um observador numa sala de aula a professores e alunos, por exemplo;
2) Os avaliadores/avaliados, em muitas Escolas amigos desde sempre ou vivendo em “cordiais” inimizades vão avaliar-se uns aos outros em anos sucessivos? Não existem conflitos de interesses?
3) O timing para ser lançado tal documento é “perfeito” _ andam os Professores “lançados” na preparação ( falo nos de Língua Portuguesa e Matemática em particular) dos seus alunos para Provas de Aferição, Provas Intermédias, Exames ( a preparação não se faz de véspera… digo eu…)
4) As regras de observação – parece ser à vontade do freguês, rezando todos para que haja bom senso;
5) Horários/ calendários – reformulam-se horários? Faltam os avaliadores às suas aulas? Quem os substitui? Os pais consideram estas substituições correctas e justas para os seus filhos?
6) Os Projectos Educativos, Regulamentos Internos, Projectos Curriculares de Turma terão/teriam que ser reformulados à luz das novas regras – há tempo útil para tudo?
7) E o tempo ainda para analisar documentos , produzir instrumentos de avaliação/indicadores de medida o mais objectivos possível , preencher as fichas inerentes, em consenso com os colegas da Escola ( ou pensam agir sozinhos?) , esperar por recomendações superiores que chegam “às pinguinhas”, proceder às entrevistas de avaliadores e avaliados???
8) A nível individual, rezar , rezar muito para que as turmas atribuídas ( este ano , para o ano , para os seguintes) sejam formadas por alunos muito estudiosos , bem comportados e empenhados ( também se pode ter um outro alunos com mais dificuldades que se vai progressivamente avaliando com melhorias…não tem nada que saber!!!)
9) Esperar por um milagre para que o rapazinho ou rapariguinha que nunca vai à Escola e já está a trabalhar (?) – sou crente pronto-, apareça este ano …
10) E , para terminar rapidamente, embora ainda fique muito por dizer, não esquecer de arranjar tempo para formação contínua… ( aos sábados? ) dinamizar projectos e – NUNCA esquecer – continuar a preparar as aulas e leccioná-las e mostrar bom humor e óptima relação com os alunos, mesmo que…
E, apesar de tudo isto, enquanto alguns colegas se desorientavam, eu mantive-me relativamente calma ( sempre na esperança de que o tal bom senso prevalecesse… ) até à passada quarta-feira: dia de trabalho com alunos, sem alunos, com papéis , com etiquetas, com arrumações de armários, Pedagógico às dezassete horas … até às vinte e três e trinta ( então a dita reunião não tem regimento, não tem horas para duração ? tem , sim senhores, mas todos os assuntos eram tão urgentes, tão urgentes, só mais um bocadinho, só mais um bocadinho, e deu que deu…). Nem falo do cansaço físico, nem da noite sem dormir, nem do desânimo, nem da amargura, nem do abandono que sentem as nossas famílias … No dia seguinte, tive conhecimento do comunicado do ME, a propósito do Novo Estatuto do Aluno, tão aparentemente directo, mas cheio de rodeios . Afinal, essa Lei 3 estava em vigor, mas não estava, porque, se o Regulamento Interno das Escolas ainda não contemplasse essas novas regras, ( como podia? Só se os professores fossem adivinhos? E a meio do ano lectivo? Mudança de regras, é preciso avisar alunos e Pais …) continuaria a vigorar o Decreto 30 ( antes da Republicação) … Foi então que desmoronei, e chorei, como já vira outras colegas chorar, não por causa do trabalho a mais, burocrático, inútil, fora de tempo, nem por regras a meio do ano, nem pela família “abandonada”, nem pela sensação de que tudo tem de se recomeçar, mas pela humilhação, , pela desfaçatez, pela falta de rigor e de sentido comum, pelo desrespeito que revela pelos professores cada um destes passos…
Alexandrina Pinto
Professora de Língua Portuguesa do 2º ciclo, pelo 35º ano
também publicado em http://www.educar.wordpress.com/

Fichas de avaliação e ponderação dos itens:

Assim vai a vida...

ME sem respostas e sem saber como aplicar a avaliação neste ano lectivo
Realizou-se na sexta-feira, 22 de Fevereiro, com início apenas às 18 horas, mais uma reunião dita de negociação das fichas de avaliação e ponderação dos itens classificativos. Mais uma vez se repetiu a história: as fichas que estariam em discussão apenas foram entregues à FENPROF no decurso da própria reunião, o que mereceu um forte protesto.
Nesta reunião ficou a saber-se que:
- Impedido de obrigar as escolas a aplicarem os prazos previstos na lei, o ME pretende agora que estas aprovem os designados "cronogramas de operacionalização" que, em nome da autonomia, terão de merecer "superior validação". Ou seja, o ME pretende que as escolas incorram em ilegalidade com a aprovação destes cronogramas, sem que exista suporte legal para os mesmos;
- O ME pretende que as escolas adoptem o que designa por "simplificação dos processos" avaliativos;
- O ME já admite que nem todos os contratados tenham de ser avaliados este ano;
- O ME admite que os avaliadores da Educação Pré-Escolar, bem como os do 1.º Ciclo, venham a ser dispensados de aulas;
- O ME aceita que o número de níveis de classificação seja ímpar, de 1 a 5, e não apenas de 1 a 4 como propunha.
Mas o ME não consegue responder, por exemplo:
Sobre o que deverão fazer as escolas que já alteraram, ilegalmente, os seus departamentos curriculares, obedecendo a orientações difundidas no site da DGRHE/ME, que, por não serem legais, foram, entretanto, retiradas;
Quando confrontado com as ilegalidades que constam numa folha de papel A4, que, sob anonimato, se mantém no seu site, com orientações que, alegadamente, as escolas deveriam seguir;
Quando questionado sobre a forma como serão avaliados os docentes que, este ano, já terminaram contrato. Para que não percam tempo de serviço é necessário que o ME assuma, politicamente, essa decisão, só que pareceu não se ter ainda apercebido do problema;
Quando questionado sobre a observação de aulas num ano em que, a aplicarem-se as regras de avaliação, apenas incidirão num único período;
Também quando questionado sobre a formação contínua (Que acções poderão ser frequentadas pelos contratados? Como podem ser penalizados docentes que não terão acesso a formação gratuita?) o ME fica sem resposta.

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Porquê tanto ressentimento?

Daniel Sampaio in Pública de 24/02/2008

(...)
... o direito à manifestação é uma das grandes conquistas da democracia e nunca deverá ser posto em causa;(...)



(...) as escolas estão a ser transformadas em escritórios de papelada burocrática, com os professores a ter cada vez menos tempo para falarem com os alunos; a indispensável avaliação dos professores e o imprescindível estatuto do aluno foram transformados em mais fichas cheias de alíneas, com a aagravante de porem professores uns contra os outros, com alguns a espreitar as aulas de colegas, num ambiente de desconfiança aoressada que não terá bons reflexos no clima escolar.

(...) Mas o resto da crónica? que quererá ele dizer com o resto?

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Tristeza

(escrito por Maria João Teles em http://mjt-reflexos.blogspot.com/)

Confesso que não tenho grande espírito de blogger. Só isso justifica a falta de atenção que tenho dedicado a este cantinho, que só é meu graças à insistência de dois amigos apaixonados por "informatiquices". Foram eles que criaram o meu "blog-espaço". Um deles, com o seu entusiasmo e com a convicção de que a amiga "sabe escrever umas coisas". O outro, com o seu saber técnico e a muita paciência que tem para as aselhices informáticas da sua ex-professora.
Eles que me perdoem a pouca atenção que eu dou a estas coisas. Não é defeito...é feitio.
Por isso, fiquei muito surpreendida quando, esta manhã, acordei com uma vontade intensa de procurar o endereço do meu blog ( até me esqueço dele!) e desabafar.
Desabafar porque a tristeza que tem tomado conta de mim, nos últimos tempos, já não se contenta em ser verbalizada com alguns colegas de trabalho (poucos!) que, infelizmente, vão partilhando estes sentimentos de desalento e angústia.
Desabafar porque estou a sentir-me inútil, enxovalhada, descartável e uma peça partida de um jogo de xadrez qualquer, jogado por aprendizes dessa arte ancestral e que requer tanto inteligência como habilidade. Ou será que se tratam antes de foliões que, num pub rasca qualquer, vão atirando dardos a um alvo para passarem o tempo?
Desabafar porque, quando me perguntam qual é a minha profissão, eu já não sei se devo responder orgulhosamente "Sou professora!" ou, em vez disso, "Faço parte de uma companhia circense e, conforme o dia, vou sendo a mulher-palhaço, contorcionista, malabarista, domadora de feras...Olhem! Acumulo funções!"
Aproximam-se a passos largos os meus quarenta e três anos. Desde os seis que estou ligada ao ensino. Nunca cheguei a sair da escola. Fui aluna e depois professora. Comecei a leccionar ainda como estudante universitária e esta profissão faz parte de mim como a minha pele. No entanto, hoje sinto-me como uma cobra: com uma urgente necessidade de a mudar e arranjar uma nova.
Pela primeira vez, questiono a sabedoria da escolha que fiz relativamente à minha profissão. Escolha consciente, diga-se em abono da verdade...a culpa foi toda minha, ninguém me obrigou e pessoas avisadas bem me alertaram.
Mas, também existiam outras que pensavam de forma diferente.
Relembro nomes de antigos professores... daqueles que, por si só, já eram uma aula e não precisavam de recorrer a metodologias e estratégias inovadoras (já agora...se alguém souber de alguma que ainda não tenha sido tentada, não seja egoísta e partilhe-a comigo...eu já não consigo inventar mais!).
Recordo como esses professores me incentivaram a seguir esta carreira-"Foste feita para ensinar, miúda! Vai em frente!"- e como um deles, quando o encontrei já bem velhote, comentou com um sorriso "Eu bem sabia! Sempre lá esteve o bichinho!"
Que diriam, todos os meus professores que já partiram, sobre tanto decreto regulamentar que, em vagas sucessivas, vai transformando a nossa Escola e os seus professores num circo de muito má qualidade, cheio de artistas saturados, humilhados, mal pagos e fartos de trabalharem num trapézio sem rede?
Sou regulada por um Ministério que espera que eu seja animadora cultural, psicóloga, socióloga, burocrata, legisladora, boa samaritana, mãe substituta...
Espera-se que tenha doses industriais de paciência e boa vontade, que me permitam aguentar a falta de educação de meninos mal formados, de meninos dos papás, de meninos que estão na escola apenas porque não têm ainda idade para trabalhar (porque bom corpo isso têm!), de meninos que estão na escola a enganar os pais, que até se deixam enganar por conveniência, de meninos que frequentam os Cursos de Educação e Formação e os Profissionais porque acham que é uma forma de fazer turismo com os livros debaixo do braço (desculpem, enganei-me...vou rectificar- "sem os livros debaixo do braço"), de meninos que vêm para a escola para não deixarem que outros meninos, estes últimos sim, com aspirações e provas dadas, possam seguir em frente até serem os homens que os primeiros nem sequer conseguem projectar mentalmente...
Além disso, tenho reuniões: de departamento, de conselho de turma, de equipa pedagógica, de Assembleia de Escola (pois foi...também caí na patetice de aceitar presidir a este órgão...mais uma vez a culpa foi minha, pois pessoas avisadas bem me alertaram!), de grupos ad-hoc, de reuniões para decidir quando faremos mais reuniões...
Tenho legislação para ler. Labirintos de artigos em que o próprio Minotauro marraria vez após vez num ataque de fúria! Um dédalo legislativo, no qual nem Teseu conseguiria encontrar a ponta do fio.
Há papelada para preencher. Pautas dos profissionais, grelhas de observação para cada um dos alunos, registos das actividades de remediação...
Não esquecer a reposição de aulas. As dos alunos que faltam por doença, por namoro, por jogo dos matraquilhos...desde que a justificação do Encarregado de Educação seja aceite, lá tenho eu de arranjar actividades de remediação para quem não quer ser remediado!
Proibi a mim própria adoecer, visto que também tenho de repor essas aulas, mais as das greves, as das visitas de estudo dos alunos nas quais a minha disciplina não participa ( mesmo estando eu a cumprir o meu horário na escola...não faz mal, depois ofereço um bloco ou dois de noventa minutos gratuitamente!), as das minhas ausências em serviço oficial...
Ler texto integral em http://mjt-reflexos.blogspot.com/

Porto: 500 professores participam em protesto organizado por sms



foto de: Paulo Pimenta in Público online


23.02.2008 - 18h05 PÚBLICO
Cerca de 500 professores participam esta tarde numa manifestação convocada por sms para a baixa do Porto, em protesto contra a política de educação promovida pelo actual Governo.

TVI e SIC - alguns dos Professores que falaram à comunicação Social foram identificados pela PSP.

E digo eu: os professores não têm direito à indignação?

Professores nas Caldas da Rainha


Professorzecos



(Clicar para aumentar a imagem...)

Portanto Manuel António Pina tem razão, ( coluna de opinião no JN), por que razão haveria de desmentir-se???

E mais esta ( recebida por mail):


O país é pequeno e tudo se acaba por saber. Esta está demais... Falei hoje com um colega socialista que esteve na reunião com o 1ºM e MLR e estava indignado porque quando alguém perguntou onde os professores avaliadores iriam arranjar horas para avaliar, assistir às aulas e todo o lado burocrático do processo, a ministra respondeu - que não havia qualquer problema porque os professores avaliadores eram professores titulares, portanto com muita experiência, e já não perdem tempo a preparar as suas aulas... Como diria Fernando Pessa:"E esta, hein?"

E repito a interrogação de José Gil, na Visão desta semana:

(...) porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?



sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

porquê tanto ódio?

Pergunta que eu já tinha repetido a mim própria, ora baixinho, ora aos gritos...


Nisto tudo, uma questão me intriga: porquê tanto ódio, tanto desprezo, tanto ressentimento contra a figura do professor?

José Gil, in Visão de 21 de Fevereiro de 2008

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Suspenso o Novo Estatuto do Aluno

Afinal, da legislação chegada em catadupa às Escolas entre Janeiro e Fevereiro, o Novo Estatuto do Aluno dos Ensinos Básico e Secundário foi suspenso... até ao próximo ano??? Naquela casa (ME) ninguém pensa nos assuntos com a devida atenção? Realmente o ano lectivo não começa em Janeiro.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Movimento de Professores Revoltados

Ler Carta à Sra Ministra da Educação

Assunto: avaliação de desempenho


http://movimentoprofessoresrevoltados.blogspot.com/2008/02/escola-secundria-de-monserrate.html

Só tenho pena de não ter sido eu também a assiná-la...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Projectos «premiados»: Engenheiro promovido



O director do Departamento de Obras Municipais da Câmara da Guarda vai ser o novo director-adjunto da Direcção Regional de Agricultura e Pescas do Centro. Esta mudança acontece numa altura em que o nome de António Patrício apareceu envolvido na polémica dos projectos que José Sócrates teria assinado por outros engenheiros funcionários da autarquia guardense e seus amigos pessoais. Contudo, António Patrício esclareceu nunca ter tido qualquer relação profissional com o actual primeiro-ministro.

in Jornal de Notícias on line

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Avaliação dos alunos/ dos professores

Diz o sr. Primeiro Ministro que, em países como os Estados Unidos da América, Canadá, Austrália ou Alemanha a avaliação dada aos alunos também conta para a avaliação dos professores.

Dve ser por isso que já pagam aos alunos oito dólares por hora para irem às Aulas de Apoio. Se a moda pega...

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

É só o que falta...

ALUNOS PAGOS A OITO DÓLARES À HORA PARA FREQUENTAREM AULAS DE APOIO.


Ler notícia em
http://www.terrear.blogspot.com/

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Formatados e obedientes


in Público de hoje, domingo, 10 de Fevereiro de 2008

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

Esta agora???

...“não é preciso conhecer as quotas que vão ser aplicadas às classificações bom, muito bom e excelente, para começar a fazer a avaliação”, da mesma forma que “não é preciso conhecer os critérios de avaliação pelos inspectores dos coordenadores de departamento para fazer a avaliação dos outros docentes”.“Há todo um conjunto de elementos que serão conhecidos oportunamente, mas que não é necessário serem conhecidos agora para que o processo (de avaliação) arranque com toda a normalidade”, considerou Jorge Pedreira.
in Público online ( hoje)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Breve é a vida...

Zé COSTA
Professor de EVT da EScola Básica dos 2º e 3º ciclos de Santa Clara da Guarda
Sindicalista
Partiu dia 5 de Fevereiro para sempre...
Despedimo-nos dele esta manhã em Torre de Moncorvo...
Tinha 53 anos.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Eu escrevo e tu assinas que eu aprovo

Os técnicos das Câmaras elaboram os projectos de engenharia, arquitectura e afins. Como não os podem assinar, outros assinam. Os primeiros aprovam-nos.
Justifica-se que, como em todos os municípios se faz o mesmo, o problema não existe. E, como não existe, as pessoas podem ocupar altos cargos e exigir dos outros ( alguns!) rigor e ética que ninguém tem... Acho que ando cada vez mais confusa...

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Não se fala noutra coisa... reformas

in Visão de 31 de Janeiro de 2008

Não se fala noutra coisa na Sala dos Professores

"Entre estar a aturar isto ou perder 10 ou 15 contos de pensão, vou-me embora"

conhecimento

Tenho pena de não saber quem disse, mas atenção! não fui eu :
a Escola - alunos e professores - existe porque há CONHECIMENTO para transmitir...

... só fichas...

(...) A burocracia tomou conta da Escola: com tantas fichas dentro e fora da sala de aula, ninguém se sente bem para ensinar e aprender, o que não augura melhorias significativas.

Daniel Sampaio in revista Pública de 27 de Janeiro