segunda-feira, 31 de março de 2008

Paulo Guinote nos Prós e Contras

“O Guinote, autor do blog sobre educação, mais lido em Portugal, vai estar hoje à noite no Prós e Contras!!! Ao mesmo tempo,no seu blog, ficamos todos a comentar. Se és Professor,ou te interessas pela Educação no nosso país, junta-te a nós.”http://educar.wordpress.com
ENVIEM ESTE SMS A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS!!!!

A agenda oculta da Educação – parte I e II

( via http://www.educar.wordpress.com/)

"O texto será um pouco longo, mas creio que valerá a pena...
Faz algum tempo que andava com vontade de verter para o papel uma leitura fora do convencional sobre o que se passa na educação. Falta de tempo e a agitação do dia-a-dia deixavam pouco espaço de manobra. Mas, com um pouco de paciência lá alinhei umas quantas ideias sobre esta temática.A educação no nosso país vive dias conturbados. Mesmo muito agitados. A razão de ser, numa primeira abordagem, leva-nos a pensar que tudo se relaciona com a autêntica “diarreia” legislativa que se apoderou da 5 de Outubro. “Caem” leis, decretos, despachos, portarias, circulares e mesmo papéis anónimos nas escolas. Isto para não falar em “powerpoints” e “roadshows” tão na berra. A confusão, as contradições, as hesitações e as incoerências campeiam. Os tribunais “malham” nas decisões/interpretações legislativas do Ministério que prossegue, inexorável, a sua marcha autista em direcção àquilo que dizem ser uma escola de qualidade, de rigor, de excelência. No entanto, a ideia que fica é que tudo não passa de uma salsada monumental. Direi mais, um embuste com todas as letras."

Continuar a ler aqui

http://reinodamacacada.blogspot.com/2008/03/agenda-oculta-da-educao-parte-i.html

Agenda oculta da Educação – parte II

"Na educação o panorama apresenta as mesmas tonalidades. A orientação governativa neste sector tem caminhado num único sentido – redução de custos tendo em vista a privatização (ou a concessão contratualizada à iniciativa privada).De momento é mais notória a vertente da redução de custos e certamente não tardarão a surgir indícios muito mais claros da deriva privatizadora (embora já existam, embora um pouco camuflados).Comecemos então pela redução de custos. Sem seguir a ordem cronológica que parece pouco importante, temos a primeira marca – o novo estatuto da carreira docente. A divisão da carreira em duas (titulares e não titulares) com limitação de acesso à primeira categoria, revela a preocupação de impedir a progressão destes profissionais. Acresce que a realização do 1º concurso (?) para titulares “tapou” todas ou quase todas as vagas para esta categoria para os próximos 20 anos!!! Isto é, na realidade a carreira de cerca de 100 000 (!!!) professores poderá terminar na melhor das hipóteses no equivalente ao antigo 7º escalão. Ou seja, em termos financeiros líquidos, uma diferença de 800 euros (aproximadamente). Se isto não visar redução de custos não sei o que pretenderá então!Mas há mais no estatuto. A tão apregoada avaliação que supostamente premiaria o mérito e a competência, na realidade revela-se mais punitiva que favorecedora de boas práticas (o diploma da avaliação é um belíssimo exemplo de más práticas – um verdadeiro labirinto, ou rede de metropolitano, como já lhe chamaram). A subtileza da atribuição de quotas para excelentes e muito bons (que possibilitariam, teoricamente, uma progressão mais rápida na carreira) revelam antes uma vontade frenética de travar essa mesma progressão (mesmo nos escalões mais baixos da carreira). Revelam a vontade de manter a classe profissional com níveis remuneratórios baixos.

(…)
E depois abrem uma porta para a saída – a reforma com 33 anos de serviço e 61 de idade… São, obviamente, os mais velhos e consequentemente os mais caros que irão sair, desmotivados, fartos e cansados do enxovalho psicológico, profissional e social a que foram sujeitos. São também os mais reivindicativos, aqueles que melhor conhecem o sistema e as suas falhas, aqueles que mais se opõem a esta degradação da escola e a esta pseudo-qualidade de ensino que assim são “democraticamente empurrados” para fora do sistema. E os encargos com eles acabam por sair do Ministério da Educação e ir para à Caixa Geral de Aposentações…"

Concluir a leitura aqui

http://reinodamacacada.blogspot.com/2008/03/agenda-oculta-da-educao-parte-ii.html

sexta-feira, 28 de março de 2008

reforma antecipada


Educação
Mais professores querem trocar a sala de aula pela reforma antecipada




A saga começou há três anos ... Comecei a subir aquelas escadas com um peso no coração e chumbo nos pés, porque não ia para as aulas. Ia para a Escola tratar de papelada , substituir (pouco) colegas em turmas que não conhecia nem me conheciam , onde , cada um à nossa maneira , éramos intrusos.

Depois, chegava cansada a casa. Cansada da inutilidade. Do desrespeito. Por acaso, entre uma coisa e outra , dava aulas, onde esquecia durante noventa minutos, o peso no coração e a tristeza nos ombros. Durante noventa minutos. Não mais.

Depois e sempre acusada de todos os males do universo escolar e do universo em geral. Depois, a catadupa de legislação. Pensava numa lei à espera de ser assinada desde Novembro de 2007 para me ver livre de um Inferno de leis sem tom nem som , sem nexo aparente, com nexo apenas de economia de meios e de dinheiro sonante.

O peso no coração aumenta(va) a cada dia que subo aquelas escadas. Pela revolta, pela injustiça, pelo desencanto, pela tristeza. Nunca nos meus piores pesadelos pensei acabar assim a minha vida profissional, psicologicamente de rastos. Às vezes, esqueço-me durante escassos noventa minutos. Sinto que ainda teria energia para continuar e alguma utilidade na passagem de testemunho aos colegas mais novos e aos alunos.

Mas estou cansada. Cada dia o peso no coração é mais carregado, os pés sobem as escadas com uma angústia dolorosa e até vejo as costas curvarem-se-me de amargura. Não posso correr o risco de ser vencida por este peso. Foi por isso que no dia em que chegou, via net, à Escola "a lei dos 33 anos", pela manhã, em que me enfastiava de cumprir trabalho burocrático que me esperava o dia todo, o mundo ficou mais leve e o Inferno mais levadeiro, por ver uma luz que me tirava dali.

Pensava eu em tempos que sair da Escola iria deixar um vazio enorme na minha vida e sairia com saudades. Agora não. Será um alívio. O desencanto põe-me doente e eu preciso de me proteger. Proteger a minha tranquilidade de espírito, proteger a minha sanidade mental, proteger o que resta de boas recordações, em particular dos alunos. Proteger a minha vida. Os dias em que subia aquelas escadas com a alma leve e os alunos eram parte da minha vida, o meu entusiasmo, a minha razão de ser Professora!

Quando descer aquelas escadas, nem quero olhar para trás! Se eu chorar nesse dia ... é de raiva e revolta!

Como foi possível roubarem-me a alegria e o entusiasmo???


Coisas levadas da breca - "parquímetros e violência escolar" JM Júdice




Ainda não refeita ( agradavelmente surpreendida, diga-se!) dos comentários de Daniel Sampaio em entrevista à Sic Notícias sobre o famoso ou malafamado vídeo da agressão de uma professora, em que considera o Novo Estatuto do Aluno "uma monstruosidade", leio no Público de hoje, dia 28/03/2008 esta opinião de José Miguel Júdice, de que sublinho o seguinte:

"É preciso que os professores assumam as suas responsabilidades. que exijam condições para a disciplina, que denunciem a pusilanimidade que exista. É preciso que o absurdo Estatuto do Aluno seja revisto; (...) É preciso que os alunos possam chumbar por faltas, possam chumbar por falta de preparação, sintam na pele ( eles e os paizinhos) que as coisas doem e não julguem que tanto faz trabalhar como não trabalhar porque o resultado final é sempre id~entico, a promoção automática para o ano seguinte."

Parecia que tinha adormecido e acordado passados muitos anos... Ele há coisas levadas da breca...

quinta-feira, 27 de março de 2008

Avaliação do Ensino na América do Sul

O modelo de avaliação de desempenho já vem do Chile , América do Sul .

É da América do Sul que vem esta preocupação... Para pensar!

Ver e ouvir:

http://arlindovsky.wordpress.com/2008/03/27/so-falta-mais-um-passinho/

Novo Estatuto do aluno - opinião de Daniel Sampaio

"Monstruosidade do ponto de vista pedagógico e legal" - Daniel Sampaio

http://videos.sapo.pt/L7l53aYggzl3z97e6m7c

RESISTIR

Via

Paulo Guinote www.educar.wordpress.com

cheguei aqui http://paulocarvalhoeducacao.wordpress.com/proposta/ ( para ler na íntegra)

de onde extraí estes excertos:

AVALIAÇÃO DOS PROFESSORES

COMO PODEM OS PROFESSORES DERROTAR ESTA LEGISLAÇÃO
(....)
ESTRATÉGIA:

1º . Braços caídos… nada fazer…
2º . Protelar indefinidamente a elaboração dos materiais
3º . Negar-se a avaliar…
4º . Negar-se a ser avaliado desta forma…
5º Criar um ambiente de calma nas escolas… Deixar que seja a ministra a enervar-se…
6º. Deixar que tudo vá correndo sem que nada seja feito…
7º . Resistência passiva…sempre… sempre…sempre…

Que pode a ministra fazer fazer-nos ?

Instaurar processos disciplinares a 140 000 professores ?
Assim seja !!!
Esta é a minha proposta:
Aplicar os princípios de Gandhi a esta avaliação.

NOTA FINAL

Chamaria a atenção para aqueles “colegas” que “mais papistas que o papa” querem mostrar serviço, desejosos que reparem neles, provavelmente esperançados em benesses em futuras directorias das escolas, ou quem sabe, em futuros cargos políticos, sabe-se lá... O seu entusiasmo em fazer cumprir aquilo que está errado e que afronta toda a classe, não é um bom exemplo pedagógico e, já agora, lembrar-lhes-ia o episódio da História das Guerras Lusitanas, quando aqueles que, por meia dúzia de moedas, assassinaram Viriato à traição, as foram receber junto do Senado Romano, lhes foi dito que “…Roma não paga a traidores”. Para bom entendedor…


Francisco da Silva
Professor

quarta-feira, 26 de março de 2008

Quando se fala do que não se sabe...

aqui o editorial do sr. André Macedo ( Diário Económico)

http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/editorial/pt/desarrollo/1099297.html
e aqui


http://educar.wordpress.com/2008/03/26/mais-um-contraditorio/

uma resposta de que sinto orgulho ( de Rui Rebelo, da Escola Secundária de Barcelos)

Nem moderno nem europeu

Em
http://educar.wordpress.com/2008/03/26/a-avaliacao-do-desempenho-no-chile/#comment-41371
kosmografias dixit e muito bem dito:
"Reitero o que disse publicamente há já algumas semanas.
Ao contrário do que a srª ministra disse na entrevista a Judite de Sousa, na RTP1, este modelo não nem moderno nem se baseia naquilo que de melhor se faz pela Europa.
Com efeito, plagia, declaradamente os modelos chileno e romeno, sendo que aquele foi imposto em nome da desorçamentação pública e em consonância com as regras do ‘New Public Management’ ditadas pelos Estados Unidos.
O modelo nórdico -para que definitivamente se saiba- não tem no seu sistema educativo qualquer sistema formal e oficial de avaliação do desempenho dos docentes. A relação do Estado (desta feita das administrações locais, dado que o sistema é muito descentralizado) baseia-se numa relação de confiança com os professores, derivando qualquer avaliação docente dos resultados da avaliação institucional."

Sistematicamente VL diz e a CONFAP aplaude

Confap encara medida como sinal de abertura da tutela
Associações de Pais concordam com contratação de técnicos em caso de indisciplina nas escolas
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323717

Valter de Lemos diz e Albino Almeida aplaude... sempre!

CHILE - AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO DE PROFESSORES

A propósito da avaliação de desempenho de professores no CHILE!!!!

http://educar.files.wordpress.com/2008/03/mbe.pdf

LER E COMPARAR...

E CONCLUIR: QUE PAÍSES ADORAM PAPÉIS???

NUNCA A FINLÂNDIA!

VL com seta a condizer



"Talvez lhe faça falta descer à realidade e ir dar umas aulas a uma turma indisciplinada. Seria educativo. Para ele."

sublinho eu.

(in Público de 26 de Março de 2008)

Acho que a sugestão não se aplica apenas a esta personagem, devia ser seguida por muitos mais no Ministério da Educação. Talvez falassem menos. E legislassem ainda menos. E reflectissem sobre os problemas antes de escreverem e falarem.

Ainda a "Carolina Michaëlis"

Eu já perguntara aqui neste sítio e noutros lugares , incluindo a Pj, se não abriam investigações sobre o vídeo da Escola Carolina Michaelis, relativamente à aluna em questão, aos autores da gravação e da colocação do dito vídeo na net... Parece que vai haver consequências, para já para a aluna, pelo menos para que se perceba que a liberdade não é isto!

"Ministério Público quer apurar se houve ilícito penal
Aluna que agrediu professora vai ser alvo de processo no Tribunal de Menores "
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1323672&idCanal=58

Da semana passada ... ecos sobre o Acordo Ortográfico




Sorrateiramente , assim tal e qual como quem não quer a coisa, assinou-se o Acordo Ortográfico , mais política que verdade da língua, segundo muitos. Na imprensa escrita, algumas opiniões, ( de Pulido Valente, por exemplo) umas apoiando ( meu caro colega Carlos Reis!) , outras nem por isso... eu não gosto, especialmente, porque sinto que estou a dobrar a espinha ( coluna vertebral) a interesses e desígnios que não colhem como argumentos...
Opiniões da semana passada in "Público" ( papel)

terça-feira, 25 de março de 2008

sexta-feira, 21 de março de 2008

Agressão e vídeo ( Carolina Michaelis) - A Polícia Judiciária já começou a investigar???

Correu/corre um vídeo de uma agressão física e verbal de uma aluna e seus colegas ( parece que nos estamos a esquecer dos coleguinhas!!!) da Escola Carolina Michaelis ( Porto) a uma professora
.
Já decorre uma investigação por parte da própria Escola e da Dren... com certeza mil e uma atenuantes vão chegar para desculpabilizar a menina mal educada ( pelo menos) e restantes colegas... Tratarão eles assim os Pais? - é uma pergunta que me coloco... Às vezes, já nem a faço em voz alta para não ouvir certas respostas espantosas.

Até agora, ainda não ouvi da parte da Polícia Judiciária nenhuma reacção, isto é: ninguém pode gravar outros sem o seu consentimento ( é crime) - teria o/a jovem do OUTRO telemóvel a permissão da colega??? quem sabe? - e muito menos ter a iniciativa de colocar tal vídeo na net... também é crime, pelo menos , no mundo civilizado ( que nós seremos?) , PORTANTO A POLÍCIA JUDICIÁRIA JÁ DEVIA ESTAR A INVESTIGAR sem necessidade de queixa... tenho eu a convicção de que é ISTO É CASO DE POLÍCIA... mas a investigação a quem pertence. Eu só pergunto...

E se não existissem professores?

António Vilarigues in Público de 21/03/2008


Imaginemos por um momento este cenário... Alguém está aliviado??? ... Ou ...?

quarta-feira, 19 de março de 2008

Capacidades desperdiçadas



" A experiência universitária não traz só o conhecimento específico do curso escolhido e isso é algo que os bons empregadores reconhecem. Num artigo da Chronicle of Higher Education, um «caçador de cabeças» explicava como não lhe interessava saber se a pessoa que procurava vinha de Gestão, Filosofia ou Física, mas antes saber se ela tinha adquirido as capacidades de raciocínio, disciplina mental, criatividade ou autonomia pretendidas. A conclusão de uma licenciatura ou, melhor ainda , de um mestrado ou doutoramento em qualquer área ( e sublinhe-se «em qualquer área») era um indício forte dessas capacidades."

Rui Tavares in Público ( 19/03/2008)

Regressar ao essencial na Matemática e não só...



"... os estudantes americanos deviam ter um conjunto de competências solidificadas de acordo com o grau de ensino, evitando regressar e regressar, a conceitos básicos anos após ano; que a aritmética simples ( como a malfadada tabuada) devia ser decorada, por forma a que existisse uma memória «viva» que os ajudasse a resolver problemas mais complexos; nenhum estudante deve terminar o oitavo ano sem ter aprendido os conceitos fundamentais da álgebra, saber resolver equações lineares e quadráticas, funções, polinómios, cálculo combinatório e de probabilidades.
(...)
Ou seja: acabe-se com as facilidades e regressemos ao essencial. De nada serve ter um computador ou uma máquina calculadora se não soubermos raciocinar."
José Manuel Fernandes, Público, 19 /03/2008

terça-feira, 18 de março de 2008

contratados coagidos a asinarem requerimento

Isto não é digno!
Já leram?

http://ramiromarques.blogspot.com/2008/03/contratados-coagidos-ssinarem.html

A avaliação no Par(a)lamento

Aqui http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/5226794798eac586082217.html a senhora Ministra não aprendeu nada estes dias e a arrogância soma e segue em grandes doses

e aqui http://videos.sapo.pt/6eJZN99G7zssMMMc0PEr

se pode perceber que já não é só teimosia , é outra coisa… estava o sr. tão calado… abriu a boca para dizer isto…

DECLARAÇÃO DE VOTO VENCIDO

Ler na íntegra em

http://terrear.blogspot.com/2008/03/declarao-de-voto-de-vencido.html

DECLARAÇÃO DE VOTO VENCIDO

José Eduardo Lemos, Conselheiro do Distrito do Porto
José Alfredo Mendes, Conselheiro do Distrito de Braga

segunda-feira, 17 de março de 2008

Análise de Paulo Guinote

Ponto prévio sobre o estado da questão: para mim, neste momento, o modelo de avaliação dos professores inicialmente proposto pelo ME deixou de existir fora das letras do decreto regulamentar 2/2008.
Como muitas leis em Portugal foi mal planeada, apressadamente publicada e inexequível na prática.
Enquanto peça legislativa útil para melhorar a sociedade é imprestável.
Como esta há muitas no nosso país.
Só que esta atinge um ponto nevrálgico do funcionamento do sistema de ensino e destina-se a dar cobertura a alguns aspectos da divisão da carreira docente em duas.

Ler análise integral em:

http://educar.wordpress.com/2008/03/17/os-problema-resultantes-da-pressa-e-do-orgulho/

Ler com atenção e analisar e achar uma saída...

E se defendêssemos alguns pricípios sensatos???

Ler em:
http://terrear.blogspot.com/2008/03/e-se-defendessemos-alguns-princpios.html


E se José Matias Alves defendesse/discutisse estes princípios no Conselho Científico do qual faz parte?

Outra opinião - de David Justino que já foi Ministro da Educação.
aqui
http://antifalsospedagogos.wordpress.com/2008/03/17/david-justino-assessor-do-presidente-da-republica-quebra-silencio/

Li e não sei se percebi a mensagem...

domingo, 16 de março de 2008

Paulo Guinote no JN

JN 16 de Março de 2008 - Notícias Magazine [TEXTO, Sarah Adamopoulos & FOTOGRAFIA, Pedro Azevedo]

PLATAFORMA SINDICAL DOS PROFESSORES SERÁ RECEBIDA NA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA

"A Plataforma Sindical dos Professores será recebida na próxima segunda-feira, dia 17 de Março, pelas 15 horas, na Presidência da República. A audiência terá lugar em Belém, sendo a delegação da Plataforma Sindical dos Professores recebida pela Dr.ª Susana Toscano, responsável pelo sector da Educação na Presidência da República.
A Plataforma Sindical pretende, nesta reunião que solicitou, apresentar as suas preocupações face à situação de grande instabilidade que se vive na Educação, decorrente das políticas educativas em curso, sendo, também, oportunidade para apresentar a posição que, no passado dia 8 de Março, os professores presentes na Marcha da Indignação aprovaram."
( comunicado)

Entrevista a Mário Nogueira - Correio da Manhã

Ler na íntegra em
http://www.correiodamanha.pt/noticia.asp?id=281805&idselect=229&idCanal=229&p=200

(...)
- Aceitavam que começasse no início do próximo ano lectivo?
- Exactamente. Para que as escolas fossem avançando por si na reflexão e aprovação dos instrumentos e no outro ano começasse em regime experimental.

- Como propôs o socialista António Vitorino?
- O que o doutor António Vitorino disse tem toda a lógica. Primeira era experimental e depois corrigia-se. Muitos dos académicos e especialistas da avaliação consideram que é também aventureirista avançar com a avaliação generalizada a 150 mil professores sem ter havido um teste.

- Não houve experiência nenhuma?
- Nada. Ninguém sabe se, por exemplo, aquelas fichas com aquelas ponderações têm ou não efeitos perversos, o que é que significam no fim da avaliação. A senhora ministra tem afirmado, e muito bem, que não há modelos de avaliação perfeitos. É certo. Agora, ninguém sabe o grau de imperfeição deste. E é um bocado aventureirista e até revela uma falta de responsabilidade avançar com um modelo generalizado, um modelo que até pode ter efeitos perversos na forma como as classificações vão ser feitas. E isto porque ninguém experimentou, eles não experimentaram.

- Não de pode emendar depois de entrar em prática?
- Mas vão fazer o quê se isso acontecer? Andar a remediar, andar a remendar, andar a anular?
(...)

E agora?



Eu gostava mesmo era de saber a resposta...

O perigo dos pequenos poderes

Ler aqui

http://ramiromarques.blogspot.com/2008/03/no-ceder-intimidao-dos-pequenos.html

Educação: Processos de avaliação são nulos e podem representar sanções para quem os tente realizar - SPZCentro

15 de Março de 2008, 23:19
Lisboa, 15 Mar (Lusa) - O Sindicato dos Professores da Zona Centro alertou hoje para a nulidade dos processos de avaliação de desempenho e possibilidade de incorrerem em "responsabilidade civil, criminal e disciplinar" todos os que as decidam realizar.
O alerta surge três dias depois de a Ministra da Educação garantir que o processo de avaliação não seria suspenso nem adiado, anunciando como alternativa a aplicação de uma forma simplificada de avaliação.
Em comunicado enviado hoje para a Lusa, o Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC) entende que "o Ministério da Educação se encontra legalmente impedido de praticar quaisquer actos, tomar decisões ou dar instruções, escritas ou verbais" relativas à avaliação dos docentes, uma vez que o processo está suspenso desde que foi deferida uma providência cautelar nesse sentido.

E esta, hem?

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=332913&tema=27


Em meia hora despacha-se a questão... Isto é que é seriedade!!!... de um Conselho Executivo de Seia...

sábado, 15 de março de 2008

Avaliação - impedimentos

http://www.dgrhe.min-edu.pt/DOCENTES/PDF/Docente/AvaliacaoDesempenho/ImpedimentosAvDesempenho.pdf


Que fazer? Declarar-me apaixonada por todos os colegas de Departamento ou declaro-lhes um ódio de morte??? Que dilema...

Dividir para reinar ou ... ???

... a ser verdade esta mensagem...

“Bomba: o ME quer chegar a acordo com a FNE. Assim a ministra vai separar de vez os professores!100 000 NÃO QUEREM! Passa a palavra. Esta sms tem de chegar à FNE.”

A FNE desmente o acordo:
"Estando a circular vários sms sobre a celebração de um acordo entre a FNE e o ME, somos obrigados a publicamente condenar tal atitude provocatória, por não corresponder à verdade. "

mas:

Braga, 15 Mar (Lusa) - A Associação Nacional de Professores (ANF) anunciou, hoje, em Braga, que a concessão da autonomia às escolas no processo de avaliação, por parte do Ministério da Educação, abre as portas para a retoma do diálogo com o Governo.
O presidente do organismo João Grancho adiantou, em conferência de imprensa, que, "apesar de manter uma atitude inequívoca de apoio à luta dos professores", a ANF abre as portas ao diálogo com o Ministério da Educação "desde que a concessão de autonomia no processo se mantenha e que a ministra, Maria de Lurdes Rodrigues, esteja aberta a reconsiderar o modelo".

sexta-feira, 14 de março de 2008

PROmova - Carta aberta

CARTA ABERTA
A/C
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
PARTIDOS POLÍTICOS COM ASSENTO PARLAMENTAR
SINDICATOS E DEMAIS ASSOCIAÇÕES SOCIOPROFISSIONAIS
COMUNICAÇÃO SOCIAL
COLEGAS
Definitivamente, é chegado o momento de dizer BASTA!…
Os professores estão saturados de assistir, diariamente, ao espectáculo deprimente protagonizado pela Sra. Ministra da Educação e pelos seus Secretários de Estado, fingindo não perceber as razões que desencadearam a indignação dos professores e manifestando uma impudência e uma cegueira inauditas face aos fundamentos discricionários, gratuitos e, insuportavelmente, injustos em que assenta este modelo de avaliação, retirando-lhe a credibilidade e a consistência.
O que começa por revoltar os professores, para além da prepotência e da truculência incompetente desta equipa ministerial, é a circunstância de o Estado ter patrocinado uma divisão sem critério e vergonhosa da carreira docente entre “professores titulares” e apenas “professores”, dando cobertura legal às injustiças gritantes que daqui decorreram, com professores mais competentes, mais qualificados e com mais experiência profissional a verem-se, agora, confrontados com o inacreditável constrangimento de irem ser avaliados por um colega menos capacitado e com menos currículo. Desafiamos qualquer pessoa a dar-nos um exemplo de um sistema de avaliação, seja de uma organização ou de um país, em que estas situações aconteçam. A Sra. Ministra da Educação pode agitar as cortinas de fumo que quiser, mas não vai credibilizar este modelo de avaliação, nem, por arrastamento, apaziguar a revolta que grassa nas escolas, enquanto não acabar com esta injustiça. Ao designar os “professores titulares” como um “corpo altamente qualificado”, a Sra. Ministra da Educação indignou os professores e semeou o mal-estar nas escolas.
Como tal, não venha a Sra. Ministra da Educação e os seus Secretários de Estado com os subterfúgios da dificuldade das escolas na implementação deste modelo de avaliação. Essa postura paternalista é outro factor de indignação dos docentes, pois transmite para a opinião pública a imagem, falsa, da impreparação dos professores e das escolas. De uma vez por todas, façam um esforço de compreensão e tenham presente que não se trata de dificuldades técnicas na concretização do modelo, MAS DA REJEIÇÃO, POR PARTE DOS PROFESSORES, DESTE MODELO DE AVALIAÇÃO EM CONCRETO, porque o mesmo não assegura a maior qualificação do avaliador, imputa ao professor variáveis que ele não pode controlar, não está orientado para a melhoria das aprendizagens, consubstanciando uma aventura irresponsável, uma vez que dá cobertura a deslumbramentos de pequeno avaliador, a favorecimentos pessoais, a uma balcanização da avaliação, desde fichas bem concebidas a verdadeiras aberrações, além de que não se ajusta à multicomponencialidade da docência. É assim tão difícil perceber e aceitar esta realidade incontornável?…
Num momento em que se começa a equacionar o retorno ao diálogo entre o Ministério da Educação e os Sindicatos, urge tornar bem claro que toda a envolvência em torno das questões que se prendem com a educação/ensino e, mais concretamente, com os professores, não se esgota, única e exclusivamente, num hipotético adiamento/simplificação do processo de avaliação do desempenho de professores. Neste sentido, preocupa os professores o facto de os Sindicatos e as demais organizações representativas se poderem vir a deixar enredar na falácia do adiamento da implementação do modelo de avaliação. Assim sendo, lembramos, mais uma vez, àqueles que nos representam que o problema deste modelo de avaliação de desempenho não está no calendário de aplicação, mas nos fundamentos e na substância do mesmo.
Às razões anteriormente referenciadas, acresce, ainda, a tentativa de aplicação de um modelo de gestão impositivo e não democrático, bem como um estatuto do aluno, totalmente, irresponsável.
Vamos aguardar os resultados das rondas negociais dos próximos dias, mas se as mesmas não corresponderem aos anseios dos professores, alguns dos quais aqui expressos, consideramos que é chegado o momento de assumirmos a defesa das razões que nos assistem no interior da própria escola, com recurso a tomadas de posição institucionais e inscritas em acta.
Como tal, IREMOS MOBILIZAR-NOS PARA INICIATIVAS REVELADORAS DA COERÊNCIA E DA CORAGEM DOS PROFESSORES!…
Os primeiros subscritores do PROmova (PROFESSORES – movimento de valorização),
Octávio Valdemar Gonçalves
José Aníbal Félix de Carvalho
Manuel da Conceição Coutinho
Manuel Pedro da Cunha Areias

(os sublinhados são meus)

A guerra das escolas. Um ponto da situação.

As queixas sobre a educação encontraram agora um argumento político de força, graças à manifestação dos professores. A avaliação iria pôr termo a todos os males e levar-nos ao caminho da civilização. Mas, na verdade, a guerra contra os professores e os pedidos para que as autoridades actuem sem recuo faz esquecer o pormenor: avaliem o trabalho do Ministério nos últimos vinte anos. Não dos proprietários ou ocupantes temporários da pasta, mas dos verdadeiros donos do ME, uma classe de experimentalistas que elaboraram programas, preâmbulos a programas, ordens burocráticas e documentos sobre procedimentos burocráticos, escalas de reuniões e curricula absurdos (e que, inclusive, autorizou curricula ainda mais absurdos para valorização «profissional» de professores hábeis, muito hábeis), ausência de razoabilidade em processos disciplinares, reformas e contra-reformas curriculares ao sabor de pantomineirices (como a TLEBS, a imbecilização no ensino da Matemática, da História e da Ciência) que favoreceram a falta de cultura científica e de hábitos de trabalho dos estudantes. Esses são os verdadeiros responsáveis. Meter na escola – essa arena onde o ME sempre esteve impune e sempre defendeu a sua autoridade para impor regras e princípios sem discussão e sem participação – pais, autarquias, estatísticas, julgamentos pelos pares, inspectores sem competência científica e até gente analfabeta mas com todo o conhecimento da novilíngua ministerial providenciada por génios que raramente ou nunca deram aulas ou estiveram mais de dois anos seguidos numa escola, não é o melhor método de nos levar ao caminho da civilização.

Ler na íntegra em http://origemdasespecies.blogs.sapo.pt/793867.html

Vice-presidentes de Escola em Leiria demitem-se devido a ficha de avaliação

(SOL)
Dois vice-presidentes do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas Correia Mateus, em Leiria, demitiram-se quinta-feira depois da polémica relativa a uma grelha de avaliação de docentes, disse hoje fonte escolar.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A teimosia da Ministra da Educação

Ler aqui
http://www.onoticiasdatrofa.pt/1/index.php?option=com_content&task=view&id=2369&Itemid=448

Da reunião com a COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

Eram para ser 33, mas o presidente da Assembleia da República pediu para que a comitiva se reduzisse a oito. O certo é que os presidentes dos conselhos executivos de todas as escolas da região Centro partilham preocupações e críticas em relação à política do Governo para a educação. Esta tarde, durante o plenário, os oito que os representaram manifestaram o seu protesto silencioso nas galerias do Parlamento, vestindo de negro.
Na audiência com a comissão de Educação, pedida em inícios de Fevereiro e que decorreu esta manhã, a comitiva expôs as suas “angústias” face à “hemorragia legislativa” que “tem perturbado imenso o funcionamento das escolas desde Janeiro”, contou ao PÚBLICO Rosário Gama, militante socialista e presidente do conselho executivo da Infanta D. Maria, em Coimbra, a escola pública mais bem cotada no ranking oficial.
“Tivemos de criar montes de equipas de trabalho” para lidar com a legislação que vai chegando, explicou. Além disso, o facto de as mudanças estarem a decorrer “a meio do ano” e “sob pressão” tem feito com que “os professores não estejam dedicados ao seu trabalho nas escolas, que é dar aulas”.
A comitiva das escolas do Centro queixou-se ainda da “falta de formação para avaliadores” e manifestou-se contra as alterações a nível da gestão escolar. “Vamos voltar à figura do velho reitor, com uma absurda concentração de poderes num órgão unipessoal. É o fim do órgão colegial. A eleição pelos pares foi uma conquista democrática, agora volta-se para trás”, afirmou Rosário Gama, reconhecendo que as alterações “doem mais porque vêm do PS”.
Os presidentes dos conselhos executivos saíram da reunião com a comissão com a impressão de que os deputados “ficaram sensibilizados para as questões levantadas”. Mas fizeram questão de realçar que apenas “três deputados socialistas” estavam presentes (são 22 ao todo), porque “os restantes abandonaram a sala”. “Queríamos que os outros [deputados socialistas] lá estivessem para nos ouvir”, frisou Rosário Gama. Apenas a socialista Teresa Portugal usou da palavra, sendo já conhecida a sua oposição a muitas das políticas do Governo para o sector da educação.

Estar ou não estar - eis a questão...

“O comício nacional do PS marcado para o dia 15 de Março no Porto, que levará José Sócrates ao reencontro com as bases, foi transferido da Praça de D. João I para o Pavilhão do Académico, uma mudança que “protegerá” o líder socialista de qualquer imprevisto vindo da rua.” (Público, 06.03.08)
Convocam-se todos os professores para estarem presentes à porta do Pavilhão, não para “atacar” sua excelência, que os professores não são arruaceiros!
Vamos dar-lhes mostras da nossa DIGNIDADE mas IRREDUTIBILIDADE… todos de NEGRO e em SILÊNCIO!!!!.. os cartazes dirão o que se tiver a dizer!…. e os meios de comunicação serão a nossa voz!!!!
Acima de tudo, tem de se mostrar que os vilões são eles!!!!!!!!!!!!
REENVIA PARA TODOS OS TEUS CONTACTOS!!!!! OS PAIS E ALUNOS TAMBÉM SÃO BEM-VINDOS!!!!!!!!!


É um dilema terrível este, mas , desde que , nestes moldes, será um meio de continuar a luta...

E SE FOSSEM PARA A PRAÇA D. JOÃO I??????

quarta-feira, 12 de março de 2008

agrupamento de escolas Dr. Rui Grácio, Montelavar, Sintra

Posição do conselho pedagógico do agrupamento de escolas Dr. Rui Grácio, Montelavar, Sintra:O conselho pedagógico, após análise exaustiva do novo regime de avaliação do desempenho, definido pelo Dec.Regulamentar nº2/2008 de 10 de Janeiro e baseado em parecer jurídico, considerou não se encontrarem reunidas as condições legais para implementação deste diploma pelas seguintes razões:- afixação de objectivos em Fevereiro de 2008, quando o ano lectivo teve início em Setembro de 2007, atendendo a que a avaliação abrange um período de dois anos escolares de acordo com o Artigo 5º;- inexistência das recomendações do Conselho Científico para a avaliação de professores, artigo 6º, condição essencial para se dar início ao processo na globalidade, designadamente no que diz respeito à elaboração dos instrumentos de registo, da observação de aulas e da avaliação dos docentes contratados;- inexistência de despacho de delegação de competências previsto no nº2 do artigo 12º;- inexistência de despacho de expressão de ponderações dos parâmetros de classificação previstos no nº2 do artigo 20º;- inexistência de portaria que defina os parâmetros classificativos a realizar pela inspecção de acordo com o previsto no nº4 do artigo 29º;- inexistência de despacho que aprove as fichas de avaliação referidas no artigo 35º.Considerou também que, de momento, a viabilidade do processo se encontra comprometida pela inexistência de regulamentação da redução horária dos avaliadores, tendo em conta o número de docentes a avaliar por departamento, multiplicado pelo número de aulas a observar o que entrará em contradição com a Lei Geral de Trabalho;Acrescentou ainda, não se encontrarem definidas delegações de competências continuando por esclarecer, a legalidade da definição dos quatro coordenadores, inicialmente prevista, em exclusividade, para o concurso de professores titulares.Ainda por clarificar, permanece a questão relativa a docentes a leccionar várias disciplinas, desconhecendo-se quem os irá avaliar e se irão ser avaliados nas diferentes áreas disciplinares.Preocupados com o sucesso educativo dos alunos que passa, sobretudo, pela qualidade das aprendizagens, manifestaram os elementos do conselho pedagógico, apreensão pelo facto de poder transitar o processo de avaliação de desempenho para o terceiro período, quando se encontra prevista a realização de provas de aferição para o 4º e 6º anos, bem como a avaliação externa para o 9º ano.
(aprovado em CP de 6/3/08)

Manifesto- Jerónimo Costa

Ler na íntegra em http://www.educar.wordpress.com/



Neste período de luto gostaríamos que os governantes, que hão-de governar bem menos tempo do que eu serei professor, considerassem, ao menos por uma vez, que, quando vissem, por perto, um microfone, se escusassem a falar dos professores, do ensino ou da educação, por algumas muito boas e simples razões:

(i) nada melhora no país se se continuar a instigar, na população menos esclarecida sobre a orgânica do ensino, o recorrente ódio aos professores, mesmo se precedido do dispensável corolário da “compreensão” e das mãos erigidas ao céu;

(ii) Embora o pm tenha corrigido a semântica do seu discurso, ainda falta acrescentar, como trabalho de casa, que-os-professores-sempre foram-avaliados.

(iii) Nas “perguntas e respostas”, que o ME mandou distribuir sobre a avaliação, pelos néscios, estão por lá incorrecções e desencontros com a verdade dos factos. Desde logo a resposta à segunda pergunta é incorrecta. Integrei uma das equipas de avaliação de professores (e conheço a legislação), posso afirmar que alguns professores não progrediram, muito menos automaticamente, e que a ausência de regulamentação de outra menção, além de suficiente (que de nada servia), deve-se exclusivamente à tutela, a que de resto o pê-èsse não é alheio;Fique a ministra em casa ou na rua, ande a banhos pela Curia ou pela Escola da Ponte, pode tomar nota que, ainda que não recue, nós estamos dispostos a avançar.Fundamentalmente por uma questão de brio e dignidade;Essencialmente porque não estamos dispostos a consentir e a aturar aquilo que o pm, ministra e secs potenciam: o ódio e a violenta verbalização (ai Leiria!) de Rangel e Ferreira, que um qualquer porta-voz do ME, principalmente A. Santos Silva, essa incontornável figura de antifascista, revelada em Chaves, devia igualmente combater;Claro que “não há jantares grátis” e neste molho que o “Correio” transporta, lá está o Sousa Tavares, o director do Expresso, os padrinhos e o Madrinha, tanto faz; o JN, pelo bisturi do seu director e adjunto, também desacertam o passo na leitaria e, entre moinhos e fantasmas, não querem ver; preferem ficar perto do telefone desesperando pelo dia do pagamento de tão prestimosos serviços. São incontáveis os assessores, “spin-doctores” e quejandos que, à mesa do orçamento, congeminam estes trabalhos menores (ou maiores), tanto faz.A senhora e os senhores do ministério bem como os companheiros do governo bem podiam repesar o andamento e, num laivo de discernimento, tão raro, por essas bandas, reflectir sobre o seguinte enunciado – mesmo antes de se conhecer qualquer resultado desta contestadíssima avaliação, a consequência é um verdadeiro desastre: conseguiram espalhar lama para cima de todos, sem excepção! Conseguiram que muitos dos melhores profissionais, de calculadora em punho, andem incansavelmente a fazer contas para a aposentação. Esse contributo era desnecessário, porque o prejuízo (e o défice) vai direitinho para a escola pública e para os que mais nos movem: os alunos. Os professores que dedicaram uma vida inteira à nobre missão de ensinar, gostariam de abandonar a escola, onde foram felizes e se sentiram realizados, sem mágoa e sem pública humilhação; é um direito que lhes assiste e ninguém deveria perturbar (muito menos a tutela), esse pequeno nada, que faz toda a diferença.Podem estar certos, numa democracia representativa, não se pode hoje apelar à participação do cidadão e, logo a seguir, demonizá-la. A saúde democrática, fundamentalmente quando uma maioria absoluta se tresmalha no reiterado autoritarismo e no cercear rente dos direitos, liberdades e garantias, defende-se na rua. Se continuar a ser preciso, ajudaremos, com dignidade, a reconduzir este pê-èsse à democracia.Querem-nos na rua, vão ter-nos na rua!As contas que mais se fazem é quantos seremos na próxima. Continuem, até a população que com tanto esmero propagandista, têm virado contra nós, vos há-de também abandonar.Está escrito!


Jerónimo Costa, professor do E. Secundário.

terça-feira, 11 de março de 2008

Faça como eu: não volte a comprar o Correio da Manhã

Ramiro Marques escreveu no seu blogue http://www.ramiromarques.blogspot.com/
“1. Certamente tiveram oportunidade de ler um texto publicado no “Correia da Manhã” neste sábado da autoria de Emídio Rangel.Por me conter, digo apenas que é um texto ofensivo da dignidade de todos os professores.O artigo pode ser lido no link que se segue:http://www.correiomanha.pt/noticia.asp?id=280968&idselect=93&idCanal=93&p=2002. Os professores são 143.000 e cerca de 80% lêem E COMPRAM jornais. Aliás, os meios de comunicação escrita susbsistem em grande parte graças aos professores. Somos cerca de 114.400 compradores e muitos optavam pelo “Correio da Manhã”.
Faça como eu: não volte a comprar o Correio da Manhã.”
( o texto continua).

Reunião da Curia

Resposta de quem esteve presente na dita Reunião da Curia Apelidados de lacaiosLeiam com atenção:
Não é verdade que sejamos lacaios e carreiristas como nos apelidam de forma injusta.Esta sessão regional do PNEP já estava marcada muito antes de ter sido agendada a manifestação.Todos os professores envolvidos seguiam a par e passo a manifestação e ignoravam que a ministra iria passar na Curia. Ela chegou durante o coffee break e ao sermos avisados da sua presença não entramos no bar renunciando ao café.Durante o seu discurso não olhamos para ela, numa atitude de desprezo e solidariedade para com todos os que lutavam por causas que subscrevemos e sofremos.
No fim do discurso da ministra ninguém bateu palmas e um colega tirou a sua camisola exibindo a frase: Estou aqui mas também estou indignado indignado. A ministra leu baixou os olhos e saiu.Tínhamos combinado que se a ministra almoçasse sairiamos da sala e iriamos almoçar noutro sitio …. e só entramos na sala depois de nos certificarmos que ela já tinha partido.Quando o colega entrou na sala de jantar exibindo a sua camisola, todos nos levantamos e batemos palmas, tendo ficado sentadas todas as senhoras da DGIDC e da coordenação do PNEP.
A ministra perante a nossa hostilidade não almoçou e retirou-se logo a seguir.Muitos planejavam abandonar a formação depois do almoço para ir a Lisboa, mas às duas horas da tarde era praticamente impossível chegar a tempo.Mais informamos que quando a sessão acabou ligamos o radio na TSF e com o volume alto fomos dando a conhecer a quem passava o teor das notícias e o sucesso da manifestação perante o olhar atónito de alguns membros da DGIDC. Ao reflectirmos sobre as reacções que desencadeamos na ministra concluimos que tinhamos feito a nossa parte porque a lividez do seu semblante e o seu nervosismo traduziam de forma clara e inequívoca que a nossa mensagem de hostilidade tinha atingido o alvo. Depois do que se passou não nos admiraria nada que a nossa posição como formadoras ficasse na corda bamba.As mensagens do número de manifestantes sucediam-se e todos os que estavam nesta formação passavam a palavra e regozijavam-se.Informamos ainda que esta formação era obrigatória (deveriamos assistir a dois terços da mesma).
Por último não posso deixar de manifestar uma certa tristeza com a facilidade com que se fazem juízos de valor, não esperando sequer que os acusados tenham uma justificação.Foram estes factores que no passado contribuiram para a fragilização da classe.
A luta de todos os professores é a nossa e continuará sendo.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Vitorino sugere avaliação experimental

TSF online
O dirigente socialista António Vitorino sugeriu, esta segunda-feira, ao Governo que adopte um modelo experimental de avaliação dos professores, de um ano ou ano e meio, cuja instância de supervisão seria aberta à participação dos professores.
( 21:59 / 10 de Março 08 )
A posição do ex-comissário europeu foi assumida no seu programa de comentário político, na RTP, quando analisava as consequências da manifestação dos professores, no sábado, que juntou em Lisboa cerca de cem mil pessoas. «Sem recuar, sem ceder, penso que há margem para o Governo encontrar uma solução equilibrada» para resolver o actual diferendo em torno do sistema de avaliação dos professores, defendeu António Vitorino. Segundo o dirigente do PS, o Governo deve aceitar que a aplicação do novo modelo de avaliação «seja aferida» ao longo do tempo e não concretizado «instantaneamente». «É possível um sistema avaliação que dê confiança», através da criação de «uma instância que seja aberta à participação dos professores, que poderão monitorizar a sua aplicação», indicou. António Vitorino acrescentou que o sistema de avaliação poderia primeiro ser aplicado de forma «experimental, durante um ano ou ano e meio, mesmo que não seja integral», ou seja, mesmo que não cubra todo o território nacional. O ex-comissário europeu admitiu ainda que o Governo deverá aceitar «uma Simplificação» do sistema de avaliação, assim como rever o grau de descentralização em termos de adaptabilidade do modelo previsto na sua proposta.

Quosque tandem abutere, Catilina, patientia nostra?"

Mário Crespo
Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função. Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções. Já não está em causa a eficácia da sua política. A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más. O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Ler texto integral em http://jn.sapo.pt/2008/03/10/opiniao/acabouse.html

domingo, 9 de março de 2008

Nunca os professores se uniram assim


Magistrados solidários com os professores

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?id=925451&div_id=291#

Marcha da Indignação


Ontem comovi-me:

- quando , na viagem, pensámos que , como nós, muitos mais , nem sabíamos nós quantos, se dirigiam para o mesmo lugar com espírito igual;

- quando cheguei e vi aquele mar de gente como eu que, depois, "marchou" horas e horas;

- quando encontrei os colegas da Escola, (depois de termos ficado sem rede de telemóvel e sem possiblidade de comunicar) e, por puro acaso, os colegas que não via há muito tempo;

- quando vi um colega aposentado de oitenta e quatro anos a caminhar ao nosso lado sem vacilar;

- quando vi o cartaz de um avô que dizia " tenho três netos, confio nos professores, não confio nos políticos;

- quando anoitecia e a marcha continuava , ao princípio da noite, sem parar...

( Também foi por ti, Zé Costa, com a nossa saudade!!!)

Não me comovi nada:

- quando a Ministra da Educação achou que a insatisfação de mil era equivalente a 25000 ou 50000 ( foram muitos mais... senhora!!!) e que tinha que encontrra soluções - parecia que estava a falar com ela própria;

- Quando a mesma Ministra achou era preciso " contornar" os obstáculos... não disse dialogar, não disse, reflectir, não disse, ... disse contornar... ainda bem que não disse derrubar...

Marcha da Indignação




Estivemos 100 mil!!!

sexta-feira, 7 de março de 2008

Pela dignidade de ser professor

8 de Março
- Lisboa, 14h30, Marquês do Pombal -
Marcha da Indignação
de luto
em silêncio...

Manuel Alegre apela ao Presidente da República e exige esclarecimento sobre actuação da PSP


07.03.2008 - 15h12 São José Almeida - Público online
O vice-presidente da Assembleia da República e deputado do PS Manuel Alegre apelou ao Presidente da República, Cavaco Silva, para que garanta “os direitos e liberdades dos cidadãos” e exigiu um rápido esclarecimento sobre as razões porque a polícia foi a escolas em véspera da manifestação de professores.“A ida da polícia a várias escolas em vésperas de uma manifestação nacional de professores tem de ser rápida e cabalmente esclarecida”, defende Manuel Alegre numa nota publicada no seu site http://www.manuelalegre.com/.O antigo candidato à Presidência da República acrescenta: “É preciso saber quem foi, quem mandou e para quê. Não bastam explicações administrativas, exige-se uma resposta política de acordo com a tradição democrática do Partido Socialista e sem transferência de responsabilidades de cima para baixo.”E conclui afirmando: “Caso contrário, algo não estará certo nesta democracia, pela qual somos todos responsáveis. Sobretudo aqueles que por ela lutaram e aqueles a quem, como aos órgãos de soberania e, em especial, ao senhor Presidente da República, cabe garantir os direitos e liberdades dos cidadãos.”

quinta-feira, 6 de março de 2008

Pela dignidade de ser professor

8 de Março
- Lisboa, 14h30, Marquês do Pombal -
Marcha da Indignação
de luto
em silêncio...

Avaliação na Alemanha e Suíça

Caríssimos colegas,
Sou, desde 1982, professora de Língua e Cultura Portuguesas no Estrangeiro, e pertenço ao QND da Escola B 2,3 Mestre Domingos Saraiva no Algueirão.Tenho sido sempre activa sindicalmente, encontrando-me no momento na Direcção do SPCL (Sindicato dos Professores nas Comunidades Lusíadas).
Conheço bem os sistemas de ensino da Alemanha e da Suíça, os dois países em que trabalhei longos anos.
Por isso, envio-vos aqui várias informações sobre os docentes e o ensino nos dois países, informações estas que poderão usar do modo que vos for mais útil, e onde poderão ver que os professores mais explorados da Europa, são, sem sombra de dúvida, os docentes portugueses.
Alemanha
Avaliação dos docentes:
Têm, de 6 em 6 anos, uma aula (45 minutos) assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão.
Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as assistências e não existe mais nenhuma avaliação.
Não existe nada semelhante ao nosso professor titular. Sempre gostava de saber onde foi o ME buscar tal ideia. Existem, claro, quadros de escola.
Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.
As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de férias. Sempre achei um pouco perverso os meninos irem de férias e os professores ficarem a fazer reuniões…
Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas! Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria! Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias. Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.
As escolas não são centros de recreio nem servem para “guardar” os alunos enquanto os pais estão a trabalhar.
Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas.Nos outros níveis começam às 8.00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano, às 17.00.
Total de dias de férias por ano lectivo: cerca de 80 (pode haver ligeiras diferenças de estado para estado)
Alunos
Claro que existem problemas de disciplina. Mas é inaudito os alunos, ou os pais dos mesmos, agredirem os professores. A agressão física de um professor por um aluno pode levar à expulsão do último.
Os trabalhos de casa existem e são para serem feitos. Absolutamente inconcebível que um encarregado de educação declare que o seu filho/filha não tem nada que fazer trabalhos de casa, como acontece, ao que sei, em Portugal.
É terminantemente proibido os alunos terem os telemóveis ligados e utilizarem-nos durante as aulas. As penas para tal são primeiro aviso aos pais, depois confiscação do telemóvel e por fim multa.
Suíça
Tal como na Alemanha, os professores só são assistidos durante o período de formação e para subida de escalão.
Durante os períodos de férias as escolas encontram-se, como na Alemanha, encerradas.
Os horários escolares são semelhantes aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, terminam cerca das 11.30.No início das aulas os alunos cumprimentam o professor apertando-lhe a mão e despedem-se do mesmo modo. Claro que não há 28 ou 30 alunos numa classe, mas no máximo 22.
O telemóvel tem de estar desligado durante as aulas.É dada grande importância aos trabalhos de casa. A não apresentação dos mesmos implica descida de nota final.
Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .
Vencimentos
Só uma pequena comparação … na Suíça um professor do pré-primário no topo da carreira recebe 5.200 francos mensais líquidos (cerca de 3.400 euros), mais ou menos o dobro do que vence um professor em Portugal no topo da carreira…
Caras / Caros colegas:
Espero não ter abusado da vossa paciência com a minha exposição. Porém, acho que ficou claro que, se o ensino em Portugal se encontra em péssimo estado, a culpa não é dos professores, mas sim de um ME vendido aos empresários, que tem como objective actual a quase extinção da escola pública, para que a mesma produza analfabetos funcionais, que trabalharão sem caixa médica e sem subsídio de férias, porque nem sabem o que isso é, e se souberem, não poderão reclamar porque não saberão escrever uma carta em termos…. Isto para não mencionar as massas que se entregarão à criminalidade, prostituição, etc.
Um grande abraço para todas /todos da colega
Teresa Soares

PSP visita escolas para recolher informação sobre manifestação

PSP visita escolas para recolher informação sobre manifestação
Por Margarida Davim
Agentes da PSP estiveram, esta quarta-feira, em duas escolas de Ourém para saber quantos professores irão à Marcha da Indignação do próximo sábado em Lisboa. Líder da Fenprof classifica este episódio como «muito estranho e pidesco».
Sol online

Tomada de posição

Os professores do Departamento de Línguas e Literaturas, da Escola Secundária D. Maria II, Braga, na sua reunião ordinária de hoje, 5 de Março, abordaram, inevitavelmente, o modelo de avaliação que nos querem impor. Após demorada, participada e viva discussão, os respectivos professores decidiram redigir e aprovar o documento que, de seguida, transcrevo na íntegra:

. Atendendo a que, sem fundamento válido, se fracturou a carreira docente em duas: professores titulares e não titulares;
. Atendendo a que essa fractura se operou com base num processo arbitrário, gerando injustiças inqualificáveis;
.Atendendo a que os parâmetros desse concurso se circunscreveram, aleatória e arbitrariamente, aos últimos sete anos, deitando insanemente para o caixote do lixo carreiras e dedicações de vidas inteiras entregues à profissão;
. Atendendo a que, por via de tão injusto concurso, não se pode admitir, sem ofensa para todos, que seguiram em frente só os melhores, e que ficaram para trás os que eram piores;
. Atendendo a que esse concurso terá repercussões na aplicação do assim chamado modelo de avaliação, já que, em princípio, quem por essa via acedeu a titular será passível de ser nomeado coordenador e, logo, avaliador;
. Atendendo a que, por essa via, pode muito bem acontecer que o avaliador seja menos qualificado que o avaliado;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é tecnicamente medíocre;
. Atendendo a que o modelo de avaliação é leviano nos prazos que impõe;
. Atendendo a que o modelo de avaliação contém critérios subjectivos;
. Atendendo a que há divergências jurídicas sérias relativas à legitimidade deste modelo;
. Atendendo a que o Conselho Executivo e os Coordenadores de Departamento foram democraticamente eleitos com base nas funções então definidas para esses órgãos;
. Atendendo a que este processo, a continuar, terá que ser desenvolvido pelos anunciados futuros Conselhos de Escola, Director escolhido por esse Conselho, e pelos Coordenadores nomeados;
. Nós, professores do Departamento de Línguas, da Escola Secundária D. Maria II, não reconhecemos legitimidade democrática a nenhum dos órgãos da escola para darem continuidade a um processo que extravasa as funções para as quais foram eleitos;
. Mais consideram que:
. Por uma questão de dignidade e de solidariedade profissional, devem, esses órgãos, suspender, de imediato, toda e qualquer iniciativa relacionada com a avaliação;
. Caso desejem e insistam na aplicação de tão arbitrário modelo, devem assumir a quebra do vínculo democrático e de confiança entre eles próprios e quem os elegeu, tirando daí as consequências moralmente exigidas.

Notas:
1 – Dos 22 professores presentes, 21 votaram favoravelmente e 1 votou ccontra:
2 – Para além de darem conhecimento imediato deste documento aos órgãos, ainda democráticos, da escola, os professores decidiram dá-lo a conhecer a todos os colegas da escola;
3 – Decidiram também dar ao documento a maior divulgação pública possível, e enviá-lo directamente para outras escolas e colegas de outras escolas;
4 – Pede-se a todos os professores que nos ajudem na divulgação deste documento, e que o tomem como incentivo e apoio para outras tomadas de posição;
5 – Este documento ficou, obviamente, registado em acta, para que a senhora ministra não continue a dizer que nas escolas está tudo calmo, e que só se protesta na rua;
6 – A introdução e as notas são da minha exclusiva responsabilidade;
7 – Tomo a liberdade de agradecer com prazer aos professores da Escola Secundária D. Maria II, Braga, e principalmente às mulheres, as mais aguerridas, pelas posições firmes que têm assumido, e por rejeitarem qualquer outro lugar que não seja a linha da frente da luta pela dignidade docente. É um orgulho estar entre vós.
António Mota
Escola Secundária D. Maria II, Braga

CARTA DE AGRADECIMENTO à Sra. Ministra

Logo depois de ter lido aqueles documentos sobre a avaliação dos professores, pensei como lhe deveria agradecer, Srª Ministra. Afinal, aquelas horas passadas diariamente junto do meu filho a verificar se os cadernos e as fichas estavam bem organizados, a preparar a mochila e as matérias a estudar para o dia seguinte, a folhear a caderneta escolar, a analisar e a assinar os trabalhos e os testes realizados nas muitas disciplinas, a curar a inflamação de uma garganta dorida pela voz de comando “Vai estudar!” ou pela frase insistentemente repetida, de 2ª a 6ª feira:”DESPACHA-TE! AINDA CHEGAS ATRASADO!” ou o incómodo e o tempo perdido para o levar diariamente à Escola, percorrendo, mais cedo do que seria necessário, um caminho contrário àquele que me conduziria ao meu emprego, tinham finalmente, os seus dias contados. Doravante, essa responsabilidade passaria para a Escola e, individualmente, para cada um dos seus professores. Finalmente, poderei ir ao cinema, dar dois dedos de conversa no Café do Sr. Artur, trocar umas receitinhas com a minha vizinha (está entrevadinha, coitadinha!) ou acomodar-me deliciosamente no sofá da sala a ver a minha telenovela brasileira preferida.
O rapaz ainda me alertou para os efeitos das faltas o conduzirem à realização de uma prova de recuperação. Fiz contas e encolhi os ombros - poupo gasóleo e muitos minutos de caminho, de tráfego e de ajuntamentos. Afinal, ele até é esperto e, se calhar, na internet, encontra alguns trabalhos ou testes já feitos… Sempre pode fazer “copy – paste”… Efectivamente, as provas de recuperação parecem-me a melhor solução para acabar com a minha asfixia matinal e vespertina. Ontem, a minha vizinha da frente, que tem dois ganapos na escola do meu, disse-me que, se ele continuar a faltar, o vêm buscar a casa, e que, no próximo ano lectivo, os professores vão tomar conta deles depois das aulas.
Oiro sobre azul. Obrigada, Srª Ministra. A Senhora é que percebe desta coisa de ser mãe! A Senhora desculpe a minha ousadia, mas será que também não seria possível fazer uma lei para os miúdos poderem ficar a dormir na escola? Bastava mandar retirar as mesas e cadeiras das salas de aula e substituí-las por beliches, à noite. De manhã, era só desmontar e voltar a arrumar. Têm bar, cantina e até duche. Com jeito, eles ainda aprendiam alguma coisinha sobre tarefas domésticas, porque, em casa, não os podemos obrigar a fazer nada ou somos acusados de exploradores do trabalho infantil com a ameaça dos putos ainda poderem apresentar queixa junto das autoridades policiais.
Ao Sábado, Srª Ministra, podiam ocupá-los com actividades desportivas ou de grupo, teatro, catequese, escuteiros, defesa pessoal…
O ideal mesmo era que os pudéssemos ir buscar ao Domingo, só para não se esquecerem dos rostos familiares.
O meu medo, Srª Ministra é aquela ideia que a minha vizinha Sandrinha, aquela dos três ganapos, comentava hoje comigo. Dizia-me que a Senhora Ministra quer criar o ensino doméstico. Eu acho que ela deve ter ouvido mal ou então confundiu o jornal da SIC com aquele programa da troca de casais do canal 24. Eu acho que isso não vinga em Portugal, porque não temos a extensão de uma América do Norte ou de uma Austrália e, por outro lado, tinha que comprar e equipar os VEI (veículos de educação itinerante), o que iria agravar mais o deficit das contas públicas e o insucesso dos nossos miúdos. Foi isso eu disse à Sandrinha. Acho que ela deve estar enganada. Logo agora, que podemos respirar de alívio porque não temos que nos preocupar com a escola dos garotos, essa ideia vinha destruir tudo, porque os obrigava a ficar em casa para receberem os VEI e aos pais ainda iria ser exigido algum acompanhamento.
A Senhora faça é aquilo que decidiu e não oiça o que os inimigos dos pais e das mães lhe tentam dizer (já agora, lembre-se da minha sugestãozita!). Assim, os professores, com medo da sua própria avaliação, passam a dar boas notas e a passar todos os miúdos e, desta forma, o nosso país varre o lixo para debaixo do tapete, porque é muito feio e incomodativo mostrarmos, lá fora, que somos menos capacitados que os nossos “hermanos” europeus.

Uma mãe e encarregada de educação agradecida
(recebida por e-mail)

quarta-feira, 5 de março de 2008

Professores reforçam protestos


Em Vila Real ultrapassaram os 1500, em Lamego foram mais de 300 e em Bragança e Chaves chegaram também às várias centenas. Os professores voltaram à rua durante o dia de hoje em protesto contra a política educativa do Governo, mobilizados por mensagens de telemóvel ou por movimentos de contestação recentemente criados contra as medidas do ministério de Maria de Lurdes .
Publico online
As associações de estudantes das três escolas secundárias da cidade - Emídio Garcia, Miguel Torga e Abade de Baçal - juntaram-se aos professores, em solidariedade com os protestos contra o novo sistema de avaliação.
sol online

terça-feira, 4 de março de 2008

CONFAP ameaça processar Paulo Guinote

Ler em www.educar.wordpress.com por Paulo Guinote

...que tenho eu a perder com um processo judicial que me seja levantado pelo actual presidente da Confap, se as suas declarações no dia de hoje e os dados disponíveis confirmam tudo o que escrevi em Novembro passado no dia 19, 20 (o post da divulgação da minuta do protocolo), novamente 20 (sistematização de ideias e opiniões) e depois dia 29, entre outros posts?
Esses textos contêm ligações para documentos e a minha opinião sobre eles. Nos comentários foi dado todo o espaço para o contraditório, que nem sequer foi exigido em termos de publicação de um post.
Extrapolar daqui para ataques pessoais é algo estranho. Como é estranho que desde esse momento eu passasse a ser ofendido por mail (em alguns casos com remetente evidente), nos comentários e mesmo através de um blogue destinado a atacar-me quase em exclusivo?
Em tudo isto há três graves equívocos:
-Ninguém afirmou que o protocolo ME/Confap é ilegal.
-Ninguém insinuou que um cidadão ou outro de aproveita, pessoalmente, de subsídios ministeriais.
-Ninguém declarou uma guerra ao movimento associativo de pais, muito pelo contrário.


Agora o que se repete, para que não me venham dizer que eu não sou claro, até porque a formação em História me deformou no sentido da busca do rigor dos factos e do encadeamento dos argumentos, é que acho estranho:

- Que uma Confederação tenha o seu plano de actividades aprovado pelo Ministério da Educação para efeitos de atribuição de um subsídio.
- Que esse subsídio ultrapasse 90% das receitas dessa Confederação.
- Que essa Confederação, por regra, surja a apoiar com denodo a globalidade das medidas do Ministério subsidiante.
- Que o Movimento Associativo de Pais se resuma à dita Confederação e que alguém se apresente sempre como único representante dos «pais», quando na prática não depende desses pais para a sua actividade de dirigente associativo, a qual é aprovada pelo ME para efeitos de financiamento.

Isto parece-me claro, assim como parece claro hoje para o jornal Público. Será que também irão processá-lo? E, repito, com que verbas? Ao abrigo de que rubrica do Plano Anual de Actividades? Intimidação a professores com blogues incómodos e jornalistas intrometidos?

Professores - Faro


Cerca de três mil professores protestaram hoje em Faro contra a política educativa do Governo, numa manifestação que os organizadores garantem ter sido a maior realizada na cidade nas últimas duas décadas.

Alunos vão ser os mais penalizados pela avaliação

Entrevista a Ramiro Marques
JN de hoje - ler ( na íntegra) online
Chegou a integrar um grupo que fazia propostas para um novo sistema de avaliação, mas saiu. É professor coordenador com agregação da Escola Superior de Educação de Santarém. Tem 53 anos de idade e 33 de profissão docente. Já publicou 32 livros, edita um "website" sobre Pedagogia e tem três blogs na rede, sendo dois sobre Educação. É consultor da Fundação Calouste Gulbenkian.Classifica o actual sistema de avaliação do desempenho dos professores como "injusto" e "demasiado burocrático". Ramiro Marques não tem dúvidas mais do que penalizador dos professores, o modelo vai, no seu entender, prejudicar os alunos.

JN Fez parte da equipa técnica do Ministério da Educação (ME) encarregada de estudar as mudanças a introduzir na avaliação de desempenho dos professores?

Ramiro MarquesCheguei a fazer parte de um pequeno grupo de trabalho que elaborou alguns princípios orientadores do modelo de avaliação. Participei apenas em duas reuniões, a convite do secretário de Estado Valter Lemos, de quem fui colega e a quem reconheço inteligência e grande capacidade de trabalho.

E abandonou a equipa porquê?

Porque reparei que a intenção era criar um mecanismo que obrigasse dois terços dos professores a ficarem a meio da carreira, ainda por cima sem a garantia de que os que iriam ter acesso ao topo da carreira fossem os melhores. Reparei também que havia a intenção de criar um processo extremamente burocrático e consumidor de tempo e de energias, que andaria associado a um processo de perda de autonomia e de liberdade pedagógica dos professores.

Não se pode ter opinião?

A Confap, pela voz do senhor Albino Almeida, pretende processar Paulo Guinote do blogue http://www.educar.wordpress.com/ judicialmente "por ter inferido, a partir das suas contas, que a organização definharia sem os subsídios estatais." Anuncia ainda que processará o blogue Ensinar na Escola de Manuel Villaverde Cabral

CONFAP


Albino Almeida - SETA PARA BAIXO
A Confederação de Pais recebe todos os anos, do estado, um subsídio que ronda os 150 mil euros. Nada de que qualquer outra associação socioprofissional, cultural ou o que seja não beneficie, dir-se-á. Ainda assim, este grau de dependência dá que pensar. Quando o líder da Confap critica ou apoia um ministro, até que ponto pensa nas ajudas que a associação recebe?
SOBE E DESCE (Público de hoje, última página)






segunda-feira, 3 de março de 2008

Constituído o CCAP - Conselho Científico para a Avaliação de Professores

http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=314&fileName=ccap_despacho.pdf

Interessantes novidades!

O partido do Governo agendou um grande comício nacional para o Porto no próximo dia 15, exactamente uma semana depois da Marcha da Indignação promovida pelos professores, que se vai realizar este sábado em Lisboa.
Público online ( 3/3/2008)

Os socialistas tinham «pré-programado» para sábado uma manifestação comemorativa do aniversário do Governo, mas a coincidência com a manifestação nacional de professores atirou com como os festejos do PS para dia 15, anunciou Augusto Santos Silva
Sol online (idem)

domingo, 2 de março de 2008

Ei-lo, o grande culpado do nosso insucesso escolar!...

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http://abnoxio.weblog.com.pt/arquivo/2008/03/eilo_o_grande_culpado_do_nosso
...

O fim do estatuto ( do aluno) - Daniel Sampaio


Depois de, na semana passada, Daniel Sampaio escrever nesta mesma coluna, opiniões algo confusas sobre os professores, Governo e autismos, vem o senhor Professor esta semana analisar concretamente o (Novo) Estatuto do Aluno e afirmar "o estatuto do aluno tem de estar morto, nunca apenas suspenso".

Triste ensina - avaliação dos professores


Ler e meditar... se é esta a vida/ a sina que projectamos para os professores, alunos, famílias...

sábado, 1 de março de 2008

Ainda a grelha do Agrupamento de Escolas Correia Mateus , Leiria

A propósito do parâmetro " Verbaliza a sua insatisfação/satisfação face a mudanças ocorridas no sistema educativo/na escola através de críticas destrutivas potenciadoras de instabilidade no seio dos pares", afinal:
1) a dita grelha ainda não chegara a Conselho Pedagógico... nunca se saberá se passaria...
2) um colega da Escola sente vergonha por ter havido fuga de informação, mas, pelos vistos não sente vergonha por alguém ter tido a peregrina ideia ("pouco ética" será dizer pouco, ela é mesmo perigosa) de incluir esse parâmetro na grelha.
3) Esperança Barcelos, presidente do Agrupamento, em explicações ao Público de hoje mete as mãos pelos pés e diz que "esse parâmetro vale zero" ... pois nós já tínhamos percebido... e parece concordar...


Ninguém sente um arrepio ao imaginar que outros parâmetros anda por aí a ser engendrados? ... que nunca serão conhecidos por não haver nenhuma fuga de informação? nem o senhor Presidente da República?