quinta-feira, 9 de setembro de 2010

via www.portadaloja.blogspot.com

Sua Inocência e dona Complacência
Esta crónica de Manuel A. Pina, no Jornal de Notícias, via InVerbis, merece leitura:

A entrevista “non stop” que, desde que foi condenado, Sua Inocência tem estado ininterruptamente a dar às TVs teve o mais respeitoso e obrigado dos episódios na RTP1, canal que é suposto fazer “serviço público”.

Desta vez, o “serviço” foi feito a um antigo colega, facultando-lhe a exposição sem contraditório das partes que lhe convêm (acha ele) do processo Casa Pia e promovendo o grotesco julgamento na praça pública dos juízes que, após 461 sessões, a audição de 920 testemunhas e 32 vítimas e a análise de milhares de documentos e perícias, consideraram provado que ele praticou crimes abjectos, condenando-o à cadeia sem se impressionarem com a gritaria mediática de Suas Barulhências os seus advogados, o constituído e o bastonário.

Tudo embrulhado no jornalismo de regime, inculto e superficial, de Fátima C. Ferreira, agora em versão tu-cá-tu-lá (”Queres fazer-lhe [a uma das vítimas] alguma pergunta, Carlos?”). O “Prós & Contras” só não ficará na História Universal da Infâmia do jornalismo português porque é improvável que alguém, a não ser os responsáveis da RTP, possa chamar jornalismo àquilo.

Manuel António Pina Jornal de Notícias 08.09.2010

Minha opinião:
Não gostei de nenhum dos intervenientes , incluindo José Manuel Fernandes, que se sujeitou a ser o interrogador de serviço do Bernardo...e me desiludiu profundamente ter-se dado a esse papel, como que a quererem encontrar-lhe uma palavra para o incriminar, nunca ninguém antes dele tinha sido posto na situação em que Fátima Campos Ferreira o colocou, dar hipóteses aos comentadores de lhe fazerem perguntas, foi um abuso, Fátima Campos Ferreira exagerou mais ainda do que é costume na lavagem da imagem de certas personagens, do seu colega em particular, o programa foi para esse efeito, e José Manuel Fernandes ajudou, já nem falo no bastonário e no senhor do bloco ...uns falavam do que não deviam por dever deontológico, outros do que não sabiam, mas que se querem defensores de uma verdade que só eles conhecem...

Foi escandaloso, como escandalosas foram todas as entrevistas que estes srs. condenados e seus advogados deram a todos os órgãos de comunicação social que os quiseram ouvir...

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