quinta-feira, 3 de abril de 2008

Conselhos Executivos - leitura de Ramiro Marques

1.Há muitos PCEs que estão já em campanha para virem a ser designados directores. Com o novo diploma, deixarão de se eleitos pelos professores, uma vez que os professores não terão maioria no Conselho Geral.
2.Há, na verdade, muitos PCEs que são modernaços do Pê Ésse. E esses executam as orientações decidadas na sede local do PS. Há muito que se renderam à perspectiva oficial sobre a escola: guarda de crianças e adolescentes e prestação de serviços sociais.
3.Há outros PCEs que estão muito incomodados com as pressões e prepotência do ME, mas têm muito medo.
4. Há outros que deixaram de se sentir professores. Cortaram cognitiva e afectivamente com a profissão de professor. São já outra coisa. São, em primeiro lugar, funcionários: tecnoburocratas intermédios.
5. Por fim, há alguns resistentes, como a PCE do Agrupamento de Vila Nova de Poiares. Esses estão indignados, fazem ouvir o seu protesto nas reuniões com os secretários de estado e fazem tudo o que está ao seu alcance para convencerem os colegas a suspenderem o processo.

Em conclusão: os professores deixaram de poder contar com o apoio dos PCEs; têm de contar apenas com eles próprios; de nada serve, neste momento, fazer abaixo assinados; há que organizar uma nova mega marcha em Lisboa. O resto é pura perda de tempo e energias. Agora, a bola está apenas nas mãos dos sindicatos e outras organizações de professores.

http://ramiromarques.blogspot.com/2008/04/o-que-fazer-com-os-pce.html