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sábado, 18 de setembro de 2010

O "melhor" aluno



( notícia via http://obliviario.blogspot.com/)


Grande incentivo para quem anda a estudar: exemplo de perseverança e esforço, aplicação e estudo... ( estou a ser irónica!) Este é um exemplo... Toda a gente conhece mais...

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Na Finlândia, só três por cento dos estabelecimentos têm mais de 600 alunos

Ao contrário de Portugal, lá fora aposta-se no regresso a escolas mais pequenas

Em Nova Iorque, a taxa de sucesso entre os alunos que foram transferidos para escolas mais pequenas é superior à dos que permanecem nos velhos estabelecimentos.

PORQUE É QUE EM PORTUGAL NUNCA SE USAM OS ERROS DOS OUTROS PARA DAR O SALTO E FINALMENTE OS ACOMPANHARMOS?
POR QUE RAZÃO TEMOS QUE DAR OS MESMOS PASSOS, MESMO QUANDO JÁ SE PERCEBEU QUE O CAMINHO É OUTRO?
PORQUÊ? PORQUÊ?

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Educação - depressa e bem... ninguém!


Depressa e bem, não há ninguém, nem no que diz respeito à Educação, à implementação atamancada seja lá do que for, por muitas parangonas que se publiquem e apregoem... obrigar alguém a fazer o que simplesmente não quer, por variadíssimas razões, é andar a bater com a cabeça nas paredes... sobra sempre a batata quente para quem está nas Escolas no seu dia a dia...
... se nem sequer um juiz consegue manter o respeito na sua sala de tribunal
(Gangue desafia justiça - Calaram-se quando chegou a hora de se defender das acusações. Antes, durante a sessão, o comportamento da maior parte dos 45 arguidos foi outro: riram muito, brincaram entre eles, largaram piadas de gozo. http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Policia/Interior.aspx?content_id=1215159)
... a não ser que se eduquem assim, pelo medo :
( Inspecção-Geral de Educação acusada de incentivar "comportamentos denunciantes" http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1377325&idCanal=58)
...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

A educação...

... do meu umbigo by Paulo Guinota , nas Caldas da Rainha

domingo, 8 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Parecer jurídico sobre avaliação dos professores II

Professores pedem parecer para contestar medidas da ministra
Por Margarida Davim
Um grupo de docentes, liderado pelo professor Paulo Guinote, pediu um parecer a Garcia Pereira para contestar a avaliação do desempenho e o Estatuto da Carreira Docente. «Queremos ver se a lei está a ser cumprida», diz Guinote, que pondera avançar com acções nos tribunais para travar as reformas de Maria de Lurdes Rodrigues
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=123750


Foi no blogue A Educação do Meu Umbigo que começou a nascer uma ideia que uniu 50 professores: pedir a um jurista um parecer sobre a legalidade da legislação produzida pelo Ministério da Educação acerca da avaliação do desempenho e do Estatuto da Carreira Docente.
«Não é uma contestação política, vai ser uma contestação jurídica», explicou ao SOL o autor do blogue, Paulo Guinote, que responde assim «à afirmação do secretário de Estado Jorge Pedreira, segundo a qual nem lhe passa pela cabeça que a lei não seja cumprida».
Guinote adianta que o parecer vai ser pago pelos 50 professores «que fazem parte do núcleo duro que teve a ideia», mas também através do contributo de todos os que se queiram juntar à causa.
«Vamos divulgar um NIB para os professores contribuírem com 10 euros».
«Não serão aceites contribuições de outra forma, nomeadamente em numerário, para que desta maneira cada contribuinte fique com o registo do seu depósito», assegura o autor de A Educação do Meu Umbigo.
Para Paulo Guinote, «os sindicatos têm sido muito lentos na análise jurídica a estas situações» e, numa altura, em que se acumulam dúvidas sobre a legalidade de alguns aspectos do Estatuto da Carreira Docente e a articulação da versão simplificada da avaliação com o modelo original, este professor acredita que um parecer jurídico pode ser uma arma mais eficaz do que greves e manifestações.
«Vamos ver até que ponto a legislação produzida pelo Ministério está de acordo com a Lei de Base da Educação», anuncia, acrescentando que o documento que Garcia Pereira irá produzir «pode depois ser usado em acções judiciais quer contra o Ministério, quer ao nível das escolas».
«Pedimos o parecer a Garcia Pereira, por ser um especialista em questões laborais e pelo seu carácter combativo», justifica Guinote, que conta ter o documento nas suas mãos dentro de alguns dias.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

AFINAL O MENINO GUERREIRO...era outro!!!

LER O LÚCIDO TEXTO DE PAULO GUINOTE

Os professores não precisam de ser comprados, precisam sim de ser respeitados. Não percebendo isso, José Sócrates não percebe nada, desde a base. Eu teria vergonha em ser comprado por alguém, mas muito em especial pelo Governo do senhor doutor engenheiro José Sócrates. Ou melhor, até talvez perceba, embora certamente o espante, que muito poucos professores aceitam ser avaliados, desde que não seja por grelha ou fax. E que compras de avaliações, as há e houve, de variados preços, mas não é isso que queremos.
texto completo aqui:
http://educar.wordpress.com/2008/12/10/o-verdadeiro-menino-guerreiro/



e os professores que por aqui passarem vejam de novo a avaliação que é feita em Espanha:

http://www.educarex.es/documentos/anuncio/anuncio.html

domingo, 16 de novembro de 2008

António Barreto in Pùblico de 16 de Novembronde 2008



Embora o seu discurso não pareça muito coerente... também é dos que pensam que os professores durante trinta e tal ( durante 100?) anos nunca trabalharam... mas , apesar disso " escreve "Os jornais já publicaram mil pormenores sobre o sistema de avaliação, dos formulários às regras e procedimentos. O esc+arnio é constante. A ministra queixa-se de que o seu sábio sistema foi ridicularizado! É verdade. Mas não merece menos que isso . Além de absurdo e inútil, este exercício parece uma punição, a fazer lembrar os castigos infligidos, por praxe sádica ou despostismo, nas forças armadas de muitos países. Não é só este sistema que está errado: é o princípio mesmo de uma avaliação centralizada, de âmbito nacional e uniforme.
A avaliação ministerial, burocrática, formal e pseudiocientífica é um enorme erro."

domingo, 7 de setembro de 2008

Carta de António Morais, professor

Estava para dizer algo mais sobre a carta deste colega, mas tudo o que pudesse acrescentar, estaria mesmo a mais... Vale a pena ler!...e reflectir!



quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Educação e propaganda: modo de usar - Paulo Guinote

Se ainda não leu hoje o Público ( 3 de Setembro), ou a sua leitura ainda não chegou ao Espaço Público, não se apercebeu que o nosso colega Paulo Guinote, ( professor do 2º ciclo, doutorado em História da Educação) autor do blogue Educação do meu Umbigo (http://www.educar.wordpress.com/) , um dos mais lidos na área da Educação e comentado, escreveu, com a clareza habitual, este artigo "Educação e propaganda: modo de usar"...
Para reflexão!...









sábado, 5 de julho de 2008

Resultados dos exames - um sucesso

E, de repente, como que por magia, os resultados das Provas de Aferição são um sucesso, os resultados dos exames do 9º ano outro sucesso, os resultados dos exames do 12º ano outro sucesso ainda maior... Os resultados de Matemática? Só sucesso!!!...

Onde andavam estes alunos tão empenhados e inteligentes? E os Professores tão competentes? ... Não eram os mesmos que existiam antes? Ou vieram todos de outro planeta? Ou os governantes é que andam mesmo a pairar no País das Maravilhas?

E a Cinderela foi ao baile numa carruagem que era uma abóbora...

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Novos rumos para a educação - ecos do fim de semana.


O cerne do problema é o próprio Ministério da Educação , uma estrutura pesada, burocrática , obsoleta e dispendiosa.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

A gargalhada



in Público de 12/06/2008

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Sim, Senhora, Ministra

Insucesso sai caro ao Estado
Chumbos no básico e secundário custam mais de 600 milhões de euros por ano
30.04.2008 - 09h04 Isabel Leiria
Sem apresentar estimativas globais para o impacto económico que o insucesso escolar tem, o exemplo foi dado pela ministra da Educação: "Se o Estado gasta por ano três mil euros com um aluno, quando ele repete vai custar seis mil no ano seguinte". Ou seja, contabilizando os cerca de 170 mil que chumbaram em 2006/2007 (100 mil no básico e 70 mil no secundário) e multiplicando pelo custo por aluno, chega-se a um valor superior a 600 milhões de euros.
in publico on line de hoje dia 30 de Abril de 2008


Sim , sennhora Ministra , nós já tínhamos percebido asua ideia há muito tempo: aqui o problema são números...

É muito fácil! Faça-se um Decreto Regulamentar e regulamente-se "proibido chumbar alunos"...

segunda-feira, 31 de março de 2008

Paulo Guinote nos Prós e Contras

“O Guinote, autor do blog sobre educação, mais lido em Portugal, vai estar hoje à noite no Prós e Contras!!! Ao mesmo tempo,no seu blog, ficamos todos a comentar. Se és Professor,ou te interessas pela Educação no nosso país, junta-te a nós.”http://educar.wordpress.com
ENVIEM ESTE SMS A TODOS OS VOSSOS CONTACTOS!!!!

A agenda oculta da Educação – parte I e II

( via http://www.educar.wordpress.com/)

"O texto será um pouco longo, mas creio que valerá a pena...
Faz algum tempo que andava com vontade de verter para o papel uma leitura fora do convencional sobre o que se passa na educação. Falta de tempo e a agitação do dia-a-dia deixavam pouco espaço de manobra. Mas, com um pouco de paciência lá alinhei umas quantas ideias sobre esta temática.A educação no nosso país vive dias conturbados. Mesmo muito agitados. A razão de ser, numa primeira abordagem, leva-nos a pensar que tudo se relaciona com a autêntica “diarreia” legislativa que se apoderou da 5 de Outubro. “Caem” leis, decretos, despachos, portarias, circulares e mesmo papéis anónimos nas escolas. Isto para não falar em “powerpoints” e “roadshows” tão na berra. A confusão, as contradições, as hesitações e as incoerências campeiam. Os tribunais “malham” nas decisões/interpretações legislativas do Ministério que prossegue, inexorável, a sua marcha autista em direcção àquilo que dizem ser uma escola de qualidade, de rigor, de excelência. No entanto, a ideia que fica é que tudo não passa de uma salsada monumental. Direi mais, um embuste com todas as letras."

Continuar a ler aqui

http://reinodamacacada.blogspot.com/2008/03/agenda-oculta-da-educao-parte-i.html

Agenda oculta da Educação – parte II

"Na educação o panorama apresenta as mesmas tonalidades. A orientação governativa neste sector tem caminhado num único sentido – redução de custos tendo em vista a privatização (ou a concessão contratualizada à iniciativa privada).De momento é mais notória a vertente da redução de custos e certamente não tardarão a surgir indícios muito mais claros da deriva privatizadora (embora já existam, embora um pouco camuflados).Comecemos então pela redução de custos. Sem seguir a ordem cronológica que parece pouco importante, temos a primeira marca – o novo estatuto da carreira docente. A divisão da carreira em duas (titulares e não titulares) com limitação de acesso à primeira categoria, revela a preocupação de impedir a progressão destes profissionais. Acresce que a realização do 1º concurso (?) para titulares “tapou” todas ou quase todas as vagas para esta categoria para os próximos 20 anos!!! Isto é, na realidade a carreira de cerca de 100 000 (!!!) professores poderá terminar na melhor das hipóteses no equivalente ao antigo 7º escalão. Ou seja, em termos financeiros líquidos, uma diferença de 800 euros (aproximadamente). Se isto não visar redução de custos não sei o que pretenderá então!Mas há mais no estatuto. A tão apregoada avaliação que supostamente premiaria o mérito e a competência, na realidade revela-se mais punitiva que favorecedora de boas práticas (o diploma da avaliação é um belíssimo exemplo de más práticas – um verdadeiro labirinto, ou rede de metropolitano, como já lhe chamaram). A subtileza da atribuição de quotas para excelentes e muito bons (que possibilitariam, teoricamente, uma progressão mais rápida na carreira) revelam antes uma vontade frenética de travar essa mesma progressão (mesmo nos escalões mais baixos da carreira). Revelam a vontade de manter a classe profissional com níveis remuneratórios baixos.

(…)
E depois abrem uma porta para a saída – a reforma com 33 anos de serviço e 61 de idade… São, obviamente, os mais velhos e consequentemente os mais caros que irão sair, desmotivados, fartos e cansados do enxovalho psicológico, profissional e social a que foram sujeitos. São também os mais reivindicativos, aqueles que melhor conhecem o sistema e as suas falhas, aqueles que mais se opõem a esta degradação da escola e a esta pseudo-qualidade de ensino que assim são “democraticamente empurrados” para fora do sistema. E os encargos com eles acabam por sair do Ministério da Educação e ir para à Caixa Geral de Aposentações…"

Concluir a leitura aqui

http://reinodamacacada.blogspot.com/2008/03/agenda-oculta-da-educao-parte-ii.html

terça-feira, 18 de março de 2008

A avaliação no Par(a)lamento

Aqui http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/5226794798eac586082217.html a senhora Ministra não aprendeu nada estes dias e a arrogância soma e segue em grandes doses

e aqui http://videos.sapo.pt/6eJZN99G7zssMMMc0PEr

se pode perceber que já não é só teimosia , é outra coisa… estava o sr. tão calado… abriu a boca para dizer isto…

segunda-feira, 17 de março de 2008

Análise de Paulo Guinote

Ponto prévio sobre o estado da questão: para mim, neste momento, o modelo de avaliação dos professores inicialmente proposto pelo ME deixou de existir fora das letras do decreto regulamentar 2/2008.
Como muitas leis em Portugal foi mal planeada, apressadamente publicada e inexequível na prática.
Enquanto peça legislativa útil para melhorar a sociedade é imprestável.
Como esta há muitas no nosso país.
Só que esta atinge um ponto nevrálgico do funcionamento do sistema de ensino e destina-se a dar cobertura a alguns aspectos da divisão da carreira docente em duas.

Ler análise integral em:

http://educar.wordpress.com/2008/03/17/os-problema-resultantes-da-pressa-e-do-orgulho/

quinta-feira, 13 de março de 2008

Da reunião com a COMISSÃO DE EDUCAÇÃO

Eram para ser 33, mas o presidente da Assembleia da República pediu para que a comitiva se reduzisse a oito. O certo é que os presidentes dos conselhos executivos de todas as escolas da região Centro partilham preocupações e críticas em relação à política do Governo para a educação. Esta tarde, durante o plenário, os oito que os representaram manifestaram o seu protesto silencioso nas galerias do Parlamento, vestindo de negro.
Na audiência com a comissão de Educação, pedida em inícios de Fevereiro e que decorreu esta manhã, a comitiva expôs as suas “angústias” face à “hemorragia legislativa” que “tem perturbado imenso o funcionamento das escolas desde Janeiro”, contou ao PÚBLICO Rosário Gama, militante socialista e presidente do conselho executivo da Infanta D. Maria, em Coimbra, a escola pública mais bem cotada no ranking oficial.
“Tivemos de criar montes de equipas de trabalho” para lidar com a legislação que vai chegando, explicou. Além disso, o facto de as mudanças estarem a decorrer “a meio do ano” e “sob pressão” tem feito com que “os professores não estejam dedicados ao seu trabalho nas escolas, que é dar aulas”.
A comitiva das escolas do Centro queixou-se ainda da “falta de formação para avaliadores” e manifestou-se contra as alterações a nível da gestão escolar. “Vamos voltar à figura do velho reitor, com uma absurda concentração de poderes num órgão unipessoal. É o fim do órgão colegial. A eleição pelos pares foi uma conquista democrática, agora volta-se para trás”, afirmou Rosário Gama, reconhecendo que as alterações “doem mais porque vêm do PS”.
Os presidentes dos conselhos executivos saíram da reunião com a comissão com a impressão de que os deputados “ficaram sensibilizados para as questões levantadas”. Mas fizeram questão de realçar que apenas “três deputados socialistas” estavam presentes (são 22 ao todo), porque “os restantes abandonaram a sala”. “Queríamos que os outros [deputados socialistas] lá estivessem para nos ouvir”, frisou Rosário Gama. Apenas a socialista Teresa Portugal usou da palavra, sendo já conhecida a sua oposição a muitas das políticas do Governo para o sector da educação.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Manifesto- Jerónimo Costa

Ler na íntegra em http://www.educar.wordpress.com/



Neste período de luto gostaríamos que os governantes, que hão-de governar bem menos tempo do que eu serei professor, considerassem, ao menos por uma vez, que, quando vissem, por perto, um microfone, se escusassem a falar dos professores, do ensino ou da educação, por algumas muito boas e simples razões:

(i) nada melhora no país se se continuar a instigar, na população menos esclarecida sobre a orgânica do ensino, o recorrente ódio aos professores, mesmo se precedido do dispensável corolário da “compreensão” e das mãos erigidas ao céu;

(ii) Embora o pm tenha corrigido a semântica do seu discurso, ainda falta acrescentar, como trabalho de casa, que-os-professores-sempre foram-avaliados.

(iii) Nas “perguntas e respostas”, que o ME mandou distribuir sobre a avaliação, pelos néscios, estão por lá incorrecções e desencontros com a verdade dos factos. Desde logo a resposta à segunda pergunta é incorrecta. Integrei uma das equipas de avaliação de professores (e conheço a legislação), posso afirmar que alguns professores não progrediram, muito menos automaticamente, e que a ausência de regulamentação de outra menção, além de suficiente (que de nada servia), deve-se exclusivamente à tutela, a que de resto o pê-èsse não é alheio;Fique a ministra em casa ou na rua, ande a banhos pela Curia ou pela Escola da Ponte, pode tomar nota que, ainda que não recue, nós estamos dispostos a avançar.Fundamentalmente por uma questão de brio e dignidade;Essencialmente porque não estamos dispostos a consentir e a aturar aquilo que o pm, ministra e secs potenciam: o ódio e a violenta verbalização (ai Leiria!) de Rangel e Ferreira, que um qualquer porta-voz do ME, principalmente A. Santos Silva, essa incontornável figura de antifascista, revelada em Chaves, devia igualmente combater;Claro que “não há jantares grátis” e neste molho que o “Correio” transporta, lá está o Sousa Tavares, o director do Expresso, os padrinhos e o Madrinha, tanto faz; o JN, pelo bisturi do seu director e adjunto, também desacertam o passo na leitaria e, entre moinhos e fantasmas, não querem ver; preferem ficar perto do telefone desesperando pelo dia do pagamento de tão prestimosos serviços. São incontáveis os assessores, “spin-doctores” e quejandos que, à mesa do orçamento, congeminam estes trabalhos menores (ou maiores), tanto faz.A senhora e os senhores do ministério bem como os companheiros do governo bem podiam repesar o andamento e, num laivo de discernimento, tão raro, por essas bandas, reflectir sobre o seguinte enunciado – mesmo antes de se conhecer qualquer resultado desta contestadíssima avaliação, a consequência é um verdadeiro desastre: conseguiram espalhar lama para cima de todos, sem excepção! Conseguiram que muitos dos melhores profissionais, de calculadora em punho, andem incansavelmente a fazer contas para a aposentação. Esse contributo era desnecessário, porque o prejuízo (e o défice) vai direitinho para a escola pública e para os que mais nos movem: os alunos. Os professores que dedicaram uma vida inteira à nobre missão de ensinar, gostariam de abandonar a escola, onde foram felizes e se sentiram realizados, sem mágoa e sem pública humilhação; é um direito que lhes assiste e ninguém deveria perturbar (muito menos a tutela), esse pequeno nada, que faz toda a diferença.Podem estar certos, numa democracia representativa, não se pode hoje apelar à participação do cidadão e, logo a seguir, demonizá-la. A saúde democrática, fundamentalmente quando uma maioria absoluta se tresmalha no reiterado autoritarismo e no cercear rente dos direitos, liberdades e garantias, defende-se na rua. Se continuar a ser preciso, ajudaremos, com dignidade, a reconduzir este pê-èsse à democracia.Querem-nos na rua, vão ter-nos na rua!As contas que mais se fazem é quantos seremos na próxima. Continuem, até a população que com tanto esmero propagandista, têm virado contra nós, vos há-de também abandonar.Está escrito!


Jerónimo Costa, professor do E. Secundário.