terça-feira, 4 de março de 2008

CONFAP ameaça processar Paulo Guinote

Ler em www.educar.wordpress.com por Paulo Guinote

...que tenho eu a perder com um processo judicial que me seja levantado pelo actual presidente da Confap, se as suas declarações no dia de hoje e os dados disponíveis confirmam tudo o que escrevi em Novembro passado no dia 19, 20 (o post da divulgação da minuta do protocolo), novamente 20 (sistematização de ideias e opiniões) e depois dia 29, entre outros posts?
Esses textos contêm ligações para documentos e a minha opinião sobre eles. Nos comentários foi dado todo o espaço para o contraditório, que nem sequer foi exigido em termos de publicação de um post.
Extrapolar daqui para ataques pessoais é algo estranho. Como é estranho que desde esse momento eu passasse a ser ofendido por mail (em alguns casos com remetente evidente), nos comentários e mesmo através de um blogue destinado a atacar-me quase em exclusivo?
Em tudo isto há três graves equívocos:
-Ninguém afirmou que o protocolo ME/Confap é ilegal.
-Ninguém insinuou que um cidadão ou outro de aproveita, pessoalmente, de subsídios ministeriais.
-Ninguém declarou uma guerra ao movimento associativo de pais, muito pelo contrário.


Agora o que se repete, para que não me venham dizer que eu não sou claro, até porque a formação em História me deformou no sentido da busca do rigor dos factos e do encadeamento dos argumentos, é que acho estranho:

- Que uma Confederação tenha o seu plano de actividades aprovado pelo Ministério da Educação para efeitos de atribuição de um subsídio.
- Que esse subsídio ultrapasse 90% das receitas dessa Confederação.
- Que essa Confederação, por regra, surja a apoiar com denodo a globalidade das medidas do Ministério subsidiante.
- Que o Movimento Associativo de Pais se resuma à dita Confederação e que alguém se apresente sempre como único representante dos «pais», quando na prática não depende desses pais para a sua actividade de dirigente associativo, a qual é aprovada pelo ME para efeitos de financiamento.

Isto parece-me claro, assim como parece claro hoje para o jornal Público. Será que também irão processá-lo? E, repito, com que verbas? Ao abrigo de que rubrica do Plano Anual de Actividades? Intimidação a professores com blogues incómodos e jornalistas intrometidos?

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